A 'nacionalização' da campanha capixaba - Século Diário
Pazolini abraça Flávio Bolsonaro; Coser abraça Ricardo Ferraço; a repercussão do afastamento de Lastênio Cardoso; e mais

Pazolini abraça Flávio Bolsonaro; Coser abraça Ricardo Ferraço; a repercussão do afastamento de Lastênio Cardoso; e mais
Candidato a governador Lorenzo Pazolini (Republicanos) abraçou de vez
O candidato a governador Lorenzo Pazolini (Republicanos) abraçou de vez a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para presidente no segundo turno.
Isso ficou claro no último sábado (17) ao subir no trio elétrico do “Bloquinho 22”.
O ex-prefeito de Vitória ficou ao lado do próprio Flávio e de outras figuras da extrema direita, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
No primeiro turno, Pazolini evitou maiores associações aos bolsonaristas
No primeiro turno, Pazolini evitou maiores associações aos bolsonaristas. Ele parece grato pelo apoio dado pelo bolsonarismo, mas a mudança de atitude tem seus riscos.
O abraço na extrema direita pode espantar de vez eleitores lulistas – Helder Salomão (PT) terminou a disputa para governador com 15,32% dos votos, e esse capital agora está em disputa.
O ex-prefeito da capital está agindo como se o pleito já estivesse decidido a seu favor…
E Ricardo Ferraço (MDB), como fica neste cenário de maior “nacionalização” da campanha eleitoral para o Governo do Estado?
Bem, o atual chefe do Executivo estadual modulou um pouco o discurso, em contraste com o que se viu no primeiro turno, quando fez diversos acenos em direção à extrema direita.
Mas isso não quer dizer que ele abraçou o lulismo, muito pelo contrário. Em Cachoeiro de Itapemirim (sul do Estado), município governado pelo pai de Ricardo, Theodorico Ferraço (PP), a campanha do governador pendurou uma grande faixa em uma praça dizendo: “Flávio sim!
Aliás, o ex-vereador cachoeirense Léo Camargo (União) se revoltou com a tal faixa e a retirou, dizendo que ela “induz o povo de forma errada”. Disse que o dono da faixa pode buscá-la diretamente com ele.
Camargo foi candidato a prefeito de Cachoeiro em 2024 e ficou em segundo lugar, um bom resultado. Este ano, acabou sendo “convidado a se retirar” do Partido Liberal (PL) em meio a disputas internas.
Candidato a deputado estadual, obteve 14.542 votos e não conseguiu cadeira.
Eleito como deputado federal, João Coser (PT) declarou voto a Ricardo Ferraço para governador no segundo turno.
“No atual cenário que temos no Estado, Ricardo representa a continuidade de um projeto que fez o Espírito Santo se desenvolver em muitas áreas. Não podemos colocar em risco tudo o que construímos.
Nós precisamos avançar”, justificou nas redes sociais. Trata-se de um posicionamento pessoal, já que o Partido dos Trabalhadores decidiu não encampar a campanha de Ricardo – apesar de ter se posicionado contra votos em “candidatos apoiados por Flávio Bolsonaro”.
A esquerda tem se concentrado em fazer atos pela reeleição do presidente Lula em todo o Estado.
Vice na chapa de Ricardo Ferraço, o vereador de Vitória Camillo Neves (PP) abordou, em discurso realizado na Câmara nesta segunda-feira (19), o caso envolvendo o prefeito de Baixo Guandu (noroeste), Lastênio Cardoso (MDB), afastado do cargo por suspeita de coação eleitoral.
Camillo lamentou o ocorrido e condenou o comportamento do prefeito, ressaltando que os servidores não podem sofrer ameaças por causa do voto.
A operação da Polícia Federal contra Lastênio Cardoso causa uma repercussão muito negativa para a campanha de Ricardo Ferraço justamente na semana decisiva para a votação.
O “sincericídio” do prefeito – que apontou, sem meias palavras, o risco de demissão de 700 servidores comissionados em caso de vitória de Pazolini, pode acabar custando caro para os governistas.
Na reta final do segundo turno, a judicialização da campanha se avoluma. O desembargador Arthur José Neiva de Almeida, corregedor eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES), determinou que o ex-governador Renato Casagrande (PSB), eleito senador, se manifeste sobre uma ação movida por Lucas Polese (PL), o mais votado para deputado federal.
O processo apura suposto abuso de autoridade decorrente da utilização de recursos públicos para promoção pessoal em evento de prestação de contas do mandato de governador, realizado no dia 1º de abril, no estádio Kléber Andrade, em Cariacica.
A Câmara de Vereadores de Vitória realizará nesta terça-feira (20) uma sessão especial que deverá determinar a cassação de Baiano do Salão (Podemos), condenado por estupro de vulnerável. Desde que o caso veio à tona, Baiano tirou licença médica.
Em resumo
Pazolini abraça Flávio Bolsonaro; Coser abraça Ricardo Ferraço; a repercussão do afastamento de Lastênio Cardoso; e mais
O candidato a governador Lorenzo Pazolini (Republicanos) abraçou de vez a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para presidente no segundo turno. Isso ficou claro no último sábado (17) ao subir no trio elétrico do “Bloquinho 22”. O ex-prefeito de Vitória ficou ao lado do próprio Flávio e de outras figuras da extrema direita, como o deputado federal Nikolas Ferre
E Ricardo Ferraço (MDB), como fica neste cenário de maior “nacionalização” da campanha eleitoral para o Governo do Estado? Bem, o atual chefe do Executivo estadual modulou um pouco o discurso, em contraste com o que se viu no primeiro turno, quando fez diversos acenos em direção à extrema direita. Mas isso não quer dizer que ele abraçou o lulismo, muito pelo
Aliás, o ex-vereador cachoeirense Léo Camargo (União) se revoltou com a tal faixa e a retirou, dizendo que ela “induz o povo de forma errada”. Disse que o dono da faixa pode buscá-la diretamente com ele. Camargo foi candidato a prefeito de Cachoeiro em 2024 e ficou em segundo lugar, um bom resultado. Este ano, acabou sendo “convidado a se retirar” do Partido
Eleito como deputado federal, João Coser (PT) declarou voto a Ricardo Ferraço para governador no segundo turno. “No atual cenário que temos no Estado, Ricardo representa a continuidade de um projeto que fez o Espírito Santo se desenvolver em muitas áreas. Não podemos colocar em risco tudo o que construímos. Nós precisamos avançar”, justificou nas redes socia