Aceleração da inflação justifica Selic em 13,75%, diz Copom
Banco Central eleva projeção do IPCA para 5,6% em 2026 e cita riscos fiscais, alta do petróleo e câmbio depreciado.

Banco Central eleva projeção do IPCA para 5,6% em 2026 e cita riscos fiscais, alta do petróleo e câmbio depreciado
Dados e contexto do setor
O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano nesta 4ª feira (4.nov.2026).
O colegiado indicou como motivos a aceleração da inflação, o aumento das expectativas para os próximos anos e os riscos associados à política fiscal, ao câmbio e à alta dos preços do petróleo.
A decisão foi anunciada depois da reunião de 2 dias do comitê, realizada na 3ª feira (3.nov) e nesta 4ª feira (4.nov). Eis a íntegra do comunicado (PDF – 114 kB).
Impactos e informações adicionais
O Banco Central interrompeu o ciclo de cortes da Selic em um cenário de desaceleração mais acentuada da economia brasileira, mas com inflação acima do limite superior da meta.
A decisão foi unânime entre os 7 integrantes do Copom. O comunicado não apresentou sinalização explícita sobre quando os cortes poderão ser retomados.
O BC também elevou suas projeções para a inflação e alertou para a deterioração das expectativas de preços.
Segundo o comunicado, a inflação acumulada e a média das medidas subjacentes aceleraram nas divulgações mais recentes e ficaram acima do limite superior do intervalo de tolerância da meta.
As expectativas de inflação apuradas pela pesquisa Focus também se afastaram da meta de 3%. As estimativas passaram a indicar:
No cenário de referência do próprio Copom, a projeção para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) chegou a 5,6% em 2026 e 4,7% em 2027 .
Para o 2º trimestre de 2028, atual horizonte relevante da política monetária, a estimativa subiu para 3,5%, acima do centro da meta.
O BC afirmou que incorporou às projeções os choques de oferta observados desde a reunião anterior, principalmente os relacionados ao petróleo e seus derivados.
O Copom destacou que continua acompanhando os efeitos da política fiscal sobre os ativos financeiros e a condução da política monetária.
“O Comitê segue acompanhando como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza” , afirmou.
Entre os principais riscos para a inflação, o BC citou a possibilidade de uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada, estímulos ao consumo e manutenção da inflação de serviços acima do esperado.
O colegiado também alertou para a desancoragem das expectativas de inflação em prazos mais longos, que dificulta o processo de redução dos preços e aumenta o custo da política monetária.
O BC avaliou que o ambiente internacional se tornou mais adverso com o prolongamento dos conflitos armados no Oriente Médio e seus efeitos sobre os preços do petróleo e derivados.
Em resumo
Banco Central eleva projeção do IPCA para 5,6% em 2026 e cita riscos fiscais, alta do petróleo e câmbio depreciado
O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano nesta 4ª feira (4.nov.2026). O colegiado indicou como motivos a aceleração da inflação, o aumento das expectativas para os próximos anos e os riscos associados à política fiscal, ao câmbio e à alta dos preços do petróleo.
A decisão foi anunciada depois da reunião de 2 dias do comitê, realizada na 3ª feira (3.nov) e nesta 4ª feira (4.nov). Eis a íntegra do comunicado (PDF – 114 kB).
O Banco Central interrompeu o ciclo de cortes da Selic em um cenário de desaceleração mais acentuada da economia brasileira, mas com inflação acima do limite superior da meta.
A decisão foi unânime entre os 7 integrantes do Copom. O comunicado não apresentou sinalização explícita sobre quando os cortes poderão ser retomados.