Esporte · 2026-11-06 · Redação Notícia ES

Acordos comerciais de clubes do Brasileirão preocupam CBF

Contratos de transmissão da FFU e da Libra estabelecem critérios de remuneração vinculados ao número de participantes na Série A.

Acordos comerciais de clubes do Brasileirão preocupam CBF
Acordos comerciais de clubes do Brasileirão preocupam CBF

Contratos de transmissão da FFU e da Libra estabelecem critérios de remuneração vinculados ao número de participantes na Série A

As informações principais do assunto

O modelo dos contratos comerciais firmados pelos clubes do Campeonato Brasileiro por meio da FFU (Futebol Forte União) e da Libra preocupa a CBF , segundo apurou o Poder360 .

Os acordos de direitos de transmissão com a TV Globo vinculam parte da remuneração dos blocos ao número de clubes na Série A, e o rebaixamento de integrantes pode provocar impactos financeiros.

Restam 4 rodadas para o fim do Brasileirão. O cenário que preocupa a CBF é a de que clubes que já tenham garantido sua permanência na Série A possam atuar irregularmente em benefício de clubes do mesmo bloco que corram risco de rebaixamento, para evitar perdas financeiras ao bloco.

Contexto e informações complementares

Na FFU, antiga Liga Forte União, o contrato com a emissora estabelece uma referência de R$ 850 milhões anuais para 12 clubes. A cada integrante abaixo desse número, o valor é reduzido em R$ 100 milhões.

O cálculo também funciona no sentido contrário, com acréscimos quando há mais representantes do bloco na elite, conforme os critérios contratuais.

Na Libra, o contrato considera 9 clubes como referência. Quando o grupo tem menos representantes na Série A, há uma redução de 11% por integrante abaixo desse número.

Os valores não representam perdas ou ganhos individuais de R$ 100 milhões para cada clube.

As alterações incidem sobre a remuneração coletiva dos blocos, que depois distribuem os recursos conforme os critérios estabelecidos entre os integrantes.

A composição das divisões também tem efeito sobre a distribuição de receitas da FFU. A partir de 2027, o bloco projeta destinar 85% dos valores de direitos de transmissão aos clubes da Série A e 15% aos representantes da Série B.

Não há evidências de que algum clube tenha atuado irregularmente para evitar o rebaixamento de outro clube do mesmo bloco, ou de que erros dos jogadores tenham sido deliberados ou estejam relacionados aos contratos de transmissão.

A criação de uma liga única, com os clubes reunidos em uma estrutura de comercialização e organização do campeonato, é uma das discussões em andamento no futebol brasileiro.

A mudança poderia alterar o atual modelo de negociação dos direitos de transmissão e os critérios de distribuição das receitas.

A FFU afirmou que o modelo de remuneração dos direitos de transmissão foi estruturado para preservar a autonomia esportiva dos clubes.

A organização argumentou que a redução dos valores destinados ao bloco é acompanhada pela diminuição do número de equipes entre as quais os recursos são divididos e que a permanência de um clube na Série A não representa necessariamente um ganho financeiro para os demais.

O Poder360 procurou a TV Globo , por e-mail e telefone, para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito da preocupação da CBF com os contratos de direitos de transmissão do futebol brasileiro.

Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.

“O Condomínio Futebol Forte União (CFU) considera legítimo o debate sobre conflitos de interesses no futebol, desde que ele leve em conta o funcionamento real dos contratos.

No caso da comercialização coletiva dos direitos de transmissão, o modelo foi desenhado para preservar a autonomia esportiva dos clubes.

Um desses mecanismos é o ajuste contratual conforme o número de clubes de cada grupo na Série A, que muda a cada temporada com acessos e rebaixamentos.

O valor acompanha a quantidade de clubes justamente para manter a proporcionalidade: com menos integrantes, a receita diminui, mas também é dividida entre menos clubes.

A permanência de uma equipe na primeira divisão não representa necessariamente ganho financeiro para as demais.

A distribuição segue critérios previamente estabelecidos: 45% de forma igualitária, 30% por desempenho esportivo e 25% por audiência. Como parte da remuneração depende da classificação, um resultado desfavorável pode reduzir os valores recebidos pelo próprio clube.

Nesse contexto, o CFU ressalta que sua atuação está concentrada na administração dos direitos comerciais compartilhados. A organização do campeonato, a definição de seus regulamentos e a arbitragem seguem atribuições institucionais próprias.”

Em resumo

O que aconteceu?

Contratos de transmissão da FFU e da Libra estabelecem critérios de remuneração vinculados ao número de participantes na Série A

Qual é o ponto principal?

O modelo dos contratos comerciais firmados pelos clubes do Campeonato Brasileiro por meio da FFU (Futebol Forte União) e da Libra preocupa a CBF , segundo apurou o Poder360 .

Quais são os dados mais importantes?

Restam 4 rodadas para o fim do Brasileirão. O cenário que preocupa a CBF é a de que clubes que já tenham garantido sua permanência na Série A possam atuar irregularmente em benefício de clubes do mesmo bloco que corram risco de rebaixamento, para evitar perdas financeiras ao bloco.

Qual é o contexto?

Na FFU, antiga Liga Forte União, o contrato com a emissora estabelece uma referência de R$ 850 milhões anuais para 12 clubes. A cada integrante abaixo desse número, o valor é reduzido em R$ 100 milhões. O cálculo também funciona no sentido contrário, com acréscimos quando há mais representantes do bloco na elite, conforme os critérios contratuais.

Quais são os próximos desdobramentos?

Na Libra, o contrato considera 9 clubes como referência. Quando o grupo tem menos representantes na Série A, há uma redução de 11% por integrante abaixo desse número. Os valores não representam perdas ou ganhos individuais de R$ 100 milhões para cada clube.

Fontes