Aécio termina em sétimo na disputa ao Senado
Deputado recebeu 836.595 votos em Minas Gerais; Domingos Sávio e Marília Campos conquistaram as duas vagas do estado.

Aécio Neves (PSDB) terminou em sétimo lugar na eleição para o Senado por Minas Gerais, realizada no domingo (4), e não conquistou uma das duas vagas em disputa. O deputado federal recebeu 836.595 votos e encerrará o mandato atual sem ter sido eleito para outro cargo.
A CNN Brasil informou a votação e a colocação do candidato nesta segunda-feira (5). A Folha de S.Paulo, com dados da totalização eleitoral, confirmou Aécio com 4,08% dos votos válidos e registrou as vitórias de Domingos Sávio (PL) e Marília Campos (PT).
Domingos Sávio liderou a disputa com 24,21% dos votos válidos, enquanto Marília Campos ficou com a segunda vaga ao alcançar 19,44%. Carlos Viana (PSD), que buscava a reeleição, terminou em terceiro, com 17,46%.
Resultado muda bancada mineira
Os dois eleitos tomarão posse em fevereiro de 2027 para mandatos de oito anos. Eles passarão a representar Minas Gerais ao lado do senador que ainda estiver na metade do mandato, conforme o sistema de renovação alternada de um e dois terços do Senado.
Domingos Sávio chegou à disputa depois de exercer mandatos na Câmara dos Deputados e fez campanha alinhado ao campo político de Jair e Flávio Bolsonaro. Marília Campos deixou a Prefeitura de Contagem para concorrer e integrou o grupo de candidaturas apoiadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A eleição mineira produziu, portanto, uma composição dividida entre PL e PT nas duas cadeiras renovadas. O resultado também retirou do Senado Carlos Viana e frustrou a tentativa de Aécio de retornar à Casa, onde exerceu mandato entre 2011 e 2019.
Aécio entrou na corrida apenas no fim de agosto, depois de ter afirmado que não disputaria cargo em 2026. A candidatura foi viabilizada por substituições na chapa partidária, após as desistências de Marcelo Heringer e Gustavo Galassi.
Derrota encerra sequência eleitoral
Com o sétimo lugar, Aécio ficará sem mandato eletivo pela primeira vez em quatro décadas quando terminar a atual legislatura da Câmara. A informação descreve a continuidade de cargos conquistados desde os anos 1980, não uma retirada automática da vida partidária.
O resultado ficou abaixo do cenário indicado por pesquisas divulgadas na véspera da eleição. Levantamentos mostravam o candidato competitivo entre os nomes mais conhecidos, mas a apuração efetiva o colocou atrás de seis concorrentes.
Além dos dois eleitos e de Carlos Viana, terminaram à frente de Aécio as candidaturas de Áurea Carolina (PSOL), Marcelo Aro (PP) e Marco Antônio Superman (Novo). A diferença reforça que a disputa por duas vagas fragmentou o voto entre campos políticos e candidaturas com bases regionais distintas.
A derrota não altera imediatamente o comando nacional do PSDB, exercido por Aécio, nem seu mandato de deputado federal, que segue até o fim da legislatura. Mudanças nessas funções dependem do calendário institucional e das decisões internas do partido.
Para Minas Gerais, o dado definitivo é a escolha de Domingos Sávio e Marília Campos. Para Aécio, o encerramento do mandato na Câmara abre uma fase sem cargo eletivo, embora ele possa continuar atuando na direção partidária e nas negociações políticas.
Em resumo
Aécio Neves ficou em sétimo lugar na disputa ao Senado por Minas Gerais.
O candidato do PSDB recebeu 836.595 votos.
Domingos Sávio, do PL, e Marília Campos, do PT, conquistaram as duas vagas.
Não. O mandato atual na Câmara continua até o encerramento da legislatura.
A eleição não determina isso; ele pode continuar atuando na direção do PSDB e em articulações políticas.