Agro cobra responsabilidade fiscal e segurança jurídica de Lula após reeleição
Entidades defendem controle dos gastos públicos, juros menores e previsibilidade para investimentos

Entidades do agronegócio se manifestaram sobre a reeleição de Lula, reconhecendo o resultado, mas apresentando prioridades como responsabilidade fiscal, segurança jurídica e redução de juros.
Federação da Agricultura e Pecuária de São Paulo destacou
A Federação da Agricultura e Pecuária de São Paulo destacou a necessidade de mudanças na política econômica, enquanto a Associação Brasileira do Agronegócio pediu reformas estruturais.
Entidades do agronegócio se manifestaram sobre a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Os diferentes segmentos do setor reconheceram o resultado das urnas, mas apresentaram uma lista de prioridades para o próximo mandato, que inclui responsabilidade fiscal, segurança jurídica, redução dos juros, melhoria do ambiente de negócios e estímulo à inovação.
Manifestações mostram que, encerrada a disputa eleitoral, parte
As manifestações mostram que, encerrada a disputa eleitoral, parte do setor busca manter canais de diálogo com o Palácio do Planalto sem abandonar críticas à condução da política econômica e às condições enfrentadas pelos produtores.
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A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), por exemplo, afirmou que respeita a decisão dos eleitores, mas defendeu mudanças na condução econômica.
A entidade citou a votação recebida pela candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) como um indicativo de que uma parcela expressiva da população espera mudanças.
Entre as medidas defendidas pela Faesp estão a simplificação tributária sem aumento da carga sobre o setor produtivo, a redução sustentável dos juros, o controle dos gastos públicos e maior eficiência do Estado.
A federação também defendeu a proteção ao direito de propriedade e a previsibilidade jurídica para a atividade agropecuária.
A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), por sua vez, defendeu diálogo e pacificação política, além de planejamento de longo prazo.
A entidade pediu reformas estruturais e políticas que deem previsibilidade para investimentos em infraestrutura, logística, financiamento e seguros.
A Aprosoja de Mato Grosso também incluiu responsabilidade fiscal, segurança jurídica e redução dos juros entre as demandas apresentadas ao governo.
A associação defendeu ainda uma relação comercial pragmática com parceiros como China e Estados Unidos e maior integração entre agricultura, indústria e energia.
Já a CropLife Brasil, que reúne empresas dos setores de sementes, biotecnologia, defensivos e bioinsumos, destacou a necessidade de continuidade dos investimentos em ciência, pesquisa e desenvolvimento tecnológico.
A entidade também defendeu estabilidade regulatória e condições para ampliar a capacidade de investimento do produtor.
A preocupação com a situação fiscal ganhou peso adicional depois da reação do mercado financeiro à reeleição de Lula.
Para representantes do setor produtivo, o comportamento das contas públicas afeta diretamente questões como juros, acesso ao crédito e capacidade de investimento no campo.
Para o agronegócio, decisões sobre propriedade, regras ambientais, tributação e crédito também são fundamentais.
De acordo com as entidades, essas áreas precisam oferecer previsibilidade suficiente para investimentos que, no campo, costumam ser planejados com anos de antecedência.
O produtor rural Ireneu Orth, senador e atualmente suplente do senador eleito Ubiratan Sanderson (PL-RS), é uma das lideranças que defendem maior segurança jurídica para o produtor e políticas de crédito compatíveis com a realidade da atividade rural.
“O governo não dá a devida atenção”, comentou. “O campo está na maior parte da vida das pessoas. O olhar do governo atual é como se o produtor rural pudesse ficar sozinho.”
Orth já levou ao Congresso, em outras ocasiões, preocupações relacionadas à segurança jurídica no campo e às dificuldades de produtores para obter crédito, especialmente no Rio Grande do Sul.
“Muita gente ficou fora e não tem acesso ao crédito”, relatou. “Muitos não terão acesso ao crédito e isso acarretará em diminuição de áreas de plantio, como a soja.”
O suplente afirmou que não esperava o resultado eleitoral e que as entidades estão “sem saber o que vai acontecer”.
“Temos dúvidas, fiz uma análise dos números e tem algo errado”, contestou. “Isso traz uma insegurança jurídica muito grande. Preocupa principalmente quem é ativo, paga impostos, sobretudo na região sul do país. Os vencedores, muitos deles, dependem dos tributos de quem produz.”
Em resumo
Entidades do agronegócio se manifestaram sobre a reeleição de Lula, reconhecendo o resultado, mas apresentando prioridades como responsabilidade fiscal, segurança jurídica e redução de juros. A Federação da Agricultura e Pecuária de São Paulo destacou a necessidade de mudanças na política econômica, enquanto a Associação Brasileira do Agronegócio pediu refor
Entidades do agronegócio se manifestaram sobre a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os diferentes segmentos do setor reconheceram o resultado das urnas, mas apresentaram uma lista de prioridades para o próximo mandato, que inclui responsabilidade fiscal, segurança jurídica, redução dos juros, melhoria do ambiente de negócios e estímulo à
As manifestações mostram que, encerrada a disputa eleitoral, parte do setor busca manter canais de diálogo com o Palácio do Planalto sem abandonar críticas à condução da política econômica e às condições enfrentadas pelos produtores.
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A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), por exemplo, afirmou que respeita a decisão dos eleitores, mas defendeu mudanças na condução econômica. A entidade citou a votação recebida pela candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) como um indicativo de que uma parcela expressiva da população espera mudanças.