Economia · 2026-10-29 · Redação Notícia ES

Agro cobra responsabilidade fiscal e segurança jurídica de Lula após reeleição

Entidades defendem controle dos gastos públicos, juros menores e previsibilidade para investimentos

Agro cobra responsabilidade fiscal e segurança jurídica de Lula após reeleição
Agro cobra responsabilidade fiscal e segurança jurídica de Lula após reeleição

Entidades do agronegócio se manifestaram sobre a reeleição de Lula, reconhecendo o resultado, mas apresentando prioridades como responsabilidade fiscal, segurança jurídica e redução de juros.

Federação da Agricultura e Pecuária de São Paulo destacou

A Federação da Agricultura e Pecuária de São Paulo destacou a necessidade de mudanças na política econômica, enquanto a Associação Brasileira do Agronegócio pediu reformas estruturais.

Entidades do agronegócio se manifestaram sobre a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os diferentes segmentos do setor reconheceram o resultado das urnas, mas apresentaram uma lista de prioridades para o próximo mandato, que inclui responsabilidade fiscal, segurança jurídica, redução dos juros, melhoria do ambiente de negócios e estímulo à inovação.

Manifestações mostram que, encerrada a disputa eleitoral, parte

As manifestações mostram que, encerrada a disputa eleitoral, parte do setor busca manter canais de diálogo com o Palácio do Planalto sem abandonar críticas à condução da política econômica e às condições enfrentadas pelos produtores.

Leia mais: “Risco de calote das famílias brasileiras atinge maior nível desde 2012”

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), por exemplo, afirmou que respeita a decisão dos eleitores, mas defendeu mudanças na condução econômica.

A entidade citou a votação recebida pela candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) como um indicativo de que uma parcela expressiva da população espera mudanças.

Entre as medidas defendidas pela Faesp estão a simplificação tributária sem aumento da carga sobre o setor produtivo, a redução sustentável dos juros, o controle dos gastos públicos e maior eficiência do Estado.

A federação também defendeu a proteção ao direito de propriedade e a previsibilidade jurídica para a atividade agropecuária.

A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), por sua vez, defendeu diálogo e pacificação política, além de planejamento de longo prazo.

A entidade pediu reformas estruturais e políticas que deem previsibilidade para investimentos em infraestrutura, logística, financiamento e seguros.

A Aprosoja de Mato Grosso também incluiu responsabilidade fiscal, segurança jurídica e redução dos juros entre as demandas apresentadas ao governo.

A associação defendeu ainda uma relação comercial pragmática com parceiros como China e Estados Unidos e maior integração entre agricultura, indústria e energia.

Já a CropLife Brasil, que reúne empresas dos setores de sementes, biotecnologia, defensivos e bioinsumos, destacou a necessidade de continuidade dos investimentos em ciência, pesquisa e desenvolvimento tecnológico.

A entidade também defendeu estabilidade regulatória e condições para ampliar a capacidade de investimento do produtor.

A preocupação com a situação fiscal ganhou peso adicional depois da reação do mercado financeiro à reeleição de Lula.

Para representantes do setor produtivo, o comportamento das contas públicas afeta diretamente questões como juros, acesso ao crédito e capacidade de investimento no campo.

Para o agronegócio, decisões sobre propriedade, regras ambientais, tributação e crédito também são fundamentais.

De acordo com as entidades, essas áreas precisam oferecer previsibilidade suficiente para investimentos que, no campo, costumam ser planejados com anos de antecedência.

O produtor rural Ireneu Orth, senador e atualmente suplente do senador eleito Ubiratan Sanderson (PL-RS), é uma das lideranças que defendem maior segurança jurídica para o produtor e políticas de crédito compatíveis com a realidade da atividade rural.

“O governo não dá a devida atenção”, comentou. “O campo está na maior parte da vida das pessoas. O olhar do governo atual é como se o produtor rural pudesse ficar sozinho.”

Orth já levou ao Congresso, em outras ocasiões, preocupações relacionadas à segurança jurídica no campo e às dificuldades de produtores para obter crédito, especialmente no Rio Grande do Sul.

“Muita gente ficou fora e não tem acesso ao crédito”, relatou. “Muitos não terão acesso ao crédito e isso acarretará em diminuição de áreas de plantio, como a soja.”

O suplente afirmou que não esperava o resultado eleitoral e que as entidades estão “sem saber o que vai acontecer”.

“Temos dúvidas, fiz uma análise dos números e tem algo errado”, contestou. “Isso traz uma insegurança jurídica muito grande. Preocupa principalmente quem é ativo, paga impostos, sobretudo na região sul do país. Os vencedores, muitos deles, dependem dos tributos de quem produz.”

Em resumo

O que aconteceu?

Entidades do agronegócio se manifestaram sobre a reeleição de Lula, reconhecendo o resultado, mas apresentando prioridades como responsabilidade fiscal, segurança jurídica e redução de juros. A Federação da Agricultura e Pecuária de São Paulo destacou a necessidade de mudanças na política econômica, enquanto a Associação Brasileira do Agronegócio pediu refor

Qual é o ponto principal?

Entidades do agronegócio se manifestaram sobre a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os diferentes segmentos do setor reconheceram o resultado das urnas, mas apresentaram uma lista de prioridades para o próximo mandato, que inclui responsabilidade fiscal, segurança jurídica, redução dos juros, melhoria do ambiente de negócios e estímulo à

Quais são os dados mais importantes?

As manifestações mostram que, encerrada a disputa eleitoral, parte do setor busca manter canais de diálogo com o Palácio do Planalto sem abandonar críticas à condução da política econômica e às condições enfrentadas pelos produtores.

Qual é o contexto?

Leia mais: “Risco de calote das famílias brasileiras atinge maior nível desde 2012”

Quais são os próximos desdobramentos?

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), por exemplo, afirmou que respeita a decisão dos eleitores, mas defendeu mudanças na condução econômica. A entidade citou a votação recebida pela candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) como um indicativo de que uma parcela expressiva da população espera mudanças.

Fontes