Justiça · 2026-11-07 · Redação Notícia ES

Ala do Planalto espera aceno de Lula ao mercado antes da COP31

Alckmin na Fazenda e articulação por Messias no STF estão no radar dos aliados de Lula antes da COP31

Ala do Planalto espera aceno de Lula ao mercado antes da COP31
Ala do Planalto espera aceno de Lula ao mercado antes da COP31

Uma ala do Palácio do Planalto espera que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) faça uma sinalização mais concreta ao mercado financeiro antes de embarcar para a COP31, na Turquia.

O contexto da decisão judicial

Para esses aliados, o gesto precisa ir além do pronunciamento que o presidente fará em cadeia nacional de rádio e televisão neste domingo (8).

Uma das possibilidades defendidas por interlocutores seria o anúncio do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para o comando do Ministério da Fazenda.

A escolha é vista como uma forma de transmitir confiança ao setor financeiro e dar um sinal sobre os rumos da política econômica do próximo mandato.

Detalhes e consequências do caso

Um interlocutor do governo classificou a eventual indicação como um “lindo presente de aniversário” para Alckmin, que completa 74 anos neste sábado (7).

O vice-presidente é um dos nomes cotados para assumir a Fazenda, ao lado do governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT). A permanência de Dario Durigan também não está descartada.

A expectativa de parte dos aliados, no entanto, contrasta com o que Lula tem sinalizado publicamente a interlocutores.

O presidente tem resistido à ideia de antecipar o anúncio do futuro ministro da Fazenda e indicou que pretende apresentar os nomes da equipe econômica depois de retornar da viagem internacional.

Além do recado econômico, a viagem de Lula à Turquia e às Filipinas é vista por integrantes do entorno presidencial como uma oportunidade para fortalecer a interlocução com o Congresso Nacional.

O presidente embarca na segunda-feira (9) para a Turquia, onde participará da cúpula de líderes da COP31, nos dias 11 e 12 de novembro. Na sequência, seguirá para as Filipinas.

Lula convidou os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para acompanhá-lo nas agendas internacionais. Até o momento, os dois ainda avaliavam a participação.

Nos bastidores, a aproximação com Alcolumbre é considerada especialmente relevante para o futuro da indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O nome de Messias foi rejeitado pelo Senado em abril deste ano, por 42 votos contrários e 34 favoráveis. A derrota representou um revés para o governo e expôs dificuldades na articulação com a cúpula da Casa.

A avaliação de aliados é que a viagem pode ajudar Lula a reconstruir a relação com Alcolumbre e preparar o terreno para uma nova tentativa de indicação do nome de Messias.

A preocupação é que a renovação do Senado, em 2027, altere a correlação de forças e torne a articulação ainda mais difícil para o governo.

A expectativa dessa ala do Planalto, portanto, é que Lula aproveite os compromissos dos próximos dias para enviar sinais em duas frentes: ao mercado financeiro, sobre a condução da economia, e ao Congresso, sobre a disposição de construir acordos políticos antes da mudança de composição do Legislativo.

Expectativa no Planalto: ala do governo defende sinalização econômica de Lula ao mercado antes da viagem à COP31; Cenário ministerial: o nome do vice-presidente Geraldo Alckmin é citado como possível escolha para o Ministério da Fazenda; Articulação política: Lula convidou Hugo Motta e Davi Alcolumbre para viagem, buscando reconstruir relações para futuras indicações ao STF.

Em resumo

O que aconteceu?

Uma ala do Palácio do Planalto espera que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) faça uma sinalização mais concreta ao mercado financeiro antes de embarcar para a COP31, na Turquia. Para esses aliados, o gesto precisa ir além do pronunciamento que o presidente fará em cadeia nacional de rádio e televisão neste domingo (8).

Qual é o ponto principal?

Uma das possibilidades defendidas por interlocutores seria o anúncio do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para o comando do Ministério da Fazenda. A escolha é vista como uma forma de transmitir confiança ao setor financeiro e dar um sinal sobre os rumos da política econômica do próximo mandato.

Quais são os dados mais importantes?

Um interlocutor do governo classificou a eventual indicação como um “lindo presente de aniversário” para Alckmin, que completa 74 anos neste sábado (7). O vice-presidente é um dos nomes cotados para assumir a Fazenda, ao lado do governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT). A permanência de Dario Durigan também não está descartada.

Qual é o contexto?

A expectativa de parte dos aliados, no entanto, contrasta com o que Lula tem sinalizado publicamente a interlocutores. O presidente tem resistido à ideia de antecipar o anúncio do futuro ministro da Fazenda e indicou que pretende apresentar os nomes da equipe econômica depois de retornar da viagem internacional.

Quais são os próximos desdobramentos?

Além do recado econômico, a viagem de Lula à Turquia e às Filipinas é vista por integrantes do entorno presidencial como uma oportunidade para fortalecer a interlocução com o Congresso Nacional.

Fontes