Ala do Planalto espera aceno de Lula ao mercado antes da COP31
Alckmin na Fazenda e articulação por Messias no STF estão no radar dos aliados de Lula antes da COP31

Uma ala do Palácio do Planalto espera que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) faça uma sinalização mais concreta ao mercado financeiro antes de embarcar para a COP31, na Turquia.
O contexto da decisão judicial
Para esses aliados, o gesto precisa ir além do pronunciamento que o presidente fará em cadeia nacional de rádio e televisão neste domingo (8).
Uma das possibilidades defendidas por interlocutores seria o anúncio do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para o comando do Ministério da Fazenda.
A escolha é vista como uma forma de transmitir confiança ao setor financeiro e dar um sinal sobre os rumos da política econômica do próximo mandato.
Detalhes e consequências do caso
Um interlocutor do governo classificou a eventual indicação como um “lindo presente de aniversário” para Alckmin, que completa 74 anos neste sábado (7).
O vice-presidente é um dos nomes cotados para assumir a Fazenda, ao lado do governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT). A permanência de Dario Durigan também não está descartada.
A expectativa de parte dos aliados, no entanto, contrasta com o que Lula tem sinalizado publicamente a interlocutores.
O presidente tem resistido à ideia de antecipar o anúncio do futuro ministro da Fazenda e indicou que pretende apresentar os nomes da equipe econômica depois de retornar da viagem internacional.
Além do recado econômico, a viagem de Lula à Turquia e às Filipinas é vista por integrantes do entorno presidencial como uma oportunidade para fortalecer a interlocução com o Congresso Nacional.
O presidente embarca na segunda-feira (9) para a Turquia, onde participará da cúpula de líderes da COP31, nos dias 11 e 12 de novembro. Na sequência, seguirá para as Filipinas.
Lula convidou os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para acompanhá-lo nas agendas internacionais. Até o momento, os dois ainda avaliavam a participação.
Nos bastidores, a aproximação com Alcolumbre é considerada especialmente relevante para o futuro da indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O nome de Messias foi rejeitado pelo Senado em abril deste ano, por 42 votos contrários e 34 favoráveis. A derrota representou um revés para o governo e expôs dificuldades na articulação com a cúpula da Casa.
A avaliação de aliados é que a viagem pode ajudar Lula a reconstruir a relação com Alcolumbre e preparar o terreno para uma nova tentativa de indicação do nome de Messias.
A preocupação é que a renovação do Senado, em 2027, altere a correlação de forças e torne a articulação ainda mais difícil para o governo.
A expectativa dessa ala do Planalto, portanto, é que Lula aproveite os compromissos dos próximos dias para enviar sinais em duas frentes: ao mercado financeiro, sobre a condução da economia, e ao Congresso, sobre a disposição de construir acordos políticos antes da mudança de composição do Legislativo.
Expectativa no Planalto: ala do governo defende sinalização econômica de Lula ao mercado antes da viagem à COP31; Cenário ministerial: o nome do vice-presidente Geraldo Alckmin é citado como possível escolha para o Ministério da Fazenda; Articulação política: Lula convidou Hugo Motta e Davi Alcolumbre para viagem, buscando reconstruir relações para futuras indicações ao STF.
Em resumo
Uma ala do Palácio do Planalto espera que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) faça uma sinalização mais concreta ao mercado financeiro antes de embarcar para a COP31, na Turquia. Para esses aliados, o gesto precisa ir além do pronunciamento que o presidente fará em cadeia nacional de rádio e televisão neste domingo (8).
Uma das possibilidades defendidas por interlocutores seria o anúncio do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para o comando do Ministério da Fazenda. A escolha é vista como uma forma de transmitir confiança ao setor financeiro e dar um sinal sobre os rumos da política econômica do próximo mandato.
Um interlocutor do governo classificou a eventual indicação como um “lindo presente de aniversário” para Alckmin, que completa 74 anos neste sábado (7). O vice-presidente é um dos nomes cotados para assumir a Fazenda, ao lado do governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT). A permanência de Dario Durigan também não está descartada.
A expectativa de parte dos aliados, no entanto, contrasta com o que Lula tem sinalizado publicamente a interlocutores. O presidente tem resistido à ideia de antecipar o anúncio do futuro ministro da Fazenda e indicou que pretende apresentar os nomes da equipe econômica depois de retornar da viagem internacional.
Além do recado econômico, a viagem de Lula à Turquia e às Filipinas é vista por integrantes do entorno presidencial como uma oportunidade para fortalecer a interlocução com o Congresso Nacional.