Alcolumbre indica Rodrigo Pacheco para vaga de ministro do TCU
Presidente do Senado formalizou a indicação de Rodrigo Pacheco para a cadeira aberta com a saída de Bruno Dantas. Nome ainda depende de aprovação do plenário do Senado.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, formalizou a indicação do senador Rodrigo Pacheco para ocupar uma vaga de ministro do Tribunal de Contas da União, aberta após a saída de Bruno Dantas. A indicação foi apresentada por meio de projeto de decreto legislativo e ainda precisa passar pelo plenário do Senado.
A movimentação ocorreu na noite de segunda-feira, 31 de agosto, e colocou Pacheco no centro de uma das decisões institucionais mais relevantes do Congresso nesta semana. A vaga pertence à cota do Legislativo no TCU, órgão responsável por auxiliar o Congresso na fiscalização contábil, financeira, orçamentária e patrimonial da administração pública federal.
Indicação reúne assinaturas de diferentes partidos
O projeto que formaliza a indicação foi subscrito por senadores de diferentes campos políticos. Entre os nomes citados na documentação e nas reportagens sobre o tema estão Eduardo Braga, Ciro Nogueira, Rogério Marinho, Camilo Santana, Tereza Cristina e Randolfe Rodrigues.
A composição das assinaturas indica que Pacheco chega à votação com uma base política ampla. Ainda assim, a escolha não se conclui com a indicação. O Senado precisa analisar o nome em plenário, em votação prevista para ocorrer durante o esforço concentrado desta semana.
Para ser confirmado, Pacheco precisa cumprir as exigências constitucionais aplicáveis ao cargo de ministro do TCU. O projeto apresentado por Alcolumbre sustenta que o senador reúne os requisitos necessários em razão de sua trajetória profissional e política.
Vaga surgiu com a saída de Bruno Dantas
A cadeira ficou disponível após Bruno Dantas deixar o Tribunal de Contas da União. Ele estava na Corte havia mais de uma década e comunicou a decisão de seguir novos projetos na iniciativa privada e na vida acadêmica.
A saída abriu uma vaga de alto peso institucional. O TCU é formado por nove ministros. Parte das cadeiras é preenchida por indicação do Congresso e parte pela Presidência da República, conforme as regras previstas na Constituição.
Na prática, os ministros do Tribunal analisam contas públicas, contratos, obras, políticas governamentais e processos que envolvem bilhões de reais do orçamento federal. Por isso, cada nova composição da Corte costuma ser acompanhada de intensa articulação política.
Pacheco acumulou protagonismo no Senado
Rodrigo Pacheco construiu nos últimos anos uma posição de destaque no Congresso. Advogado de formação, foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais, deputado federal e, depois, senador. Também presidiu o Senado e o Congresso Nacional.
Sua passagem pelo comando da Casa foi marcada por negociações envolvendo temas econômicos, institucionais e judiciais. Essa experiência é utilizada pelos defensores da indicação como argumento para sua chegada ao Tribunal de Contas.
A indicação também encerra, ao menos no curto prazo, outras especulações sobre o destino político de Pacheco. O senador vinha sendo citado em discussões sobre futuras vagas em tribunais superiores e sobre uma possível candidatura em Minas Gerais.
Próximo passo é a votação
Até a publicação desta reportagem, a indicação ainda dependia da deliberação do Senado. A expectativa entre parlamentares ouvidos por diferentes veículos era de aprovação, mas o resultado só pode ser considerado definitivo depois da votação formal.
Se confirmado, Pacheco deixará o Legislativo para assumir uma função de fiscalização e controle externo da administração pública. O processo deverá ser concluído conforme o rito previsto pelo Senado e pelas normas constitucionais que regem a composição do TCU.
A escolha ocorre em meio a uma semana de esforço concentrado no Congresso, quando deputados e senadores tentam votar uma série de pautas antes do período mais intenso da campanha eleitoral.