Política Nacional · 2026-10-29 · Redação Notícia ES

Aliados veem negociação e relação com bolsonarismo como desafios de Tarcísio até 2030 | Jovem Pan

Interlocutores defendem ampliação da base política e discutem troca de partido para viabilizar candidatura do governador ao Planalto

Aliados veem negociação e relação com bolsonarismo como desafios de Tarcísio até 2030 | Jovem Pan
Aliados veem negociação e relação com bolsonarismo como desafios de Tarcísio até 2030 | Jovem Pan

Aliados do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), avaliam que ele precisará promover mudanças ao longo dos próximos meses e anos p ara se consolidar como líder da direita e principal candidato do grupo ao Palácio do Planalto em 2030.

Embora considerem que o comando do Executivo paulista e

Embora considerem que o comando do Executivo paulista e o espaço conquistado em 2025, quando quase foi o escolhido, o tornem a opção “natural” para a próxima eleição, interlocutores defendem cautela e afirmam que o governador precisará ampliar sua atuação política.

Nos bastidores, Tarcísio é conhecido por evitar negociações de cargos com partidos e autoridades e fazer escolhas “do coração”, postura que já provocou reclamações durante o primeiro mandato.

Para parte dos aliados, esse comportamento terá de mudar para que ele consiga construir uma base política mais ampla . “Ele vai precisar negociar para conseguir se viabilizar de maneira forte”, afirma um interlocutor.

Avaliação, no entanto, não é unânime

A avaliação, no entanto, não é unânime. Pessoas que acompanharam o governador nos últimos anos argumentam que a escolha de Jair Bolsonaro pelo filho, Flávio Bolsonaro (PL), para disputar a Presidência em 2026 foi o principal obstáculo ao avanço de Tarcísio no cenário nacional.

“ Não precisa. Se não fosse Jair escolhendo o filho e não abrindo mão… Todo mundo já estava com Tarcísio ”, afirma outro aliado.

Outra possibilidade discutida nos bastidores é a troca de partido. Atualmente no Republicanos, sigla considerada pequena por parte dos interlocutores para uma disputa presidencial, há quem diga que Tarcísio poderia migrar para o MDB, partido de seu vice, Felício Ramuth, e do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, aliado do governador.

O governador já tem boa interlocução com o presidente , Baleia Rossi, e conseguiu que o MDB marcasse posição pela primeira vez por um candidato .

O PSD também é citado como uma alternativa, mas o afastamento entre Tarcísio e Gilberto Kassab, dirigente da sigla, faz com que interlocutores considerem o movimento menos provável.

O PL, por sua vez, é visto com restrições por pessoas próximas ao governador, que teria ressalvas pessoais à legenda .

Apesar das divergências sobre negociação política e partido, aliados concordam que o principal desafio de Tarcísio será administrar a relação com o bolsonarismo.

Como mostrou a coluna , o governador precisará calcular os movimentos para não ser visto como um “traidor” do grupo político do ex-presidente.

Por isso, interlocutores avaliam que ainda não é o momento de adotar medidas bruscas.

Os posicionamentos recentes de Tarcísio sobre o resultado da eleição presidencial e sobre a carta em que Flávio se declarou “presidente eleito” ou “líder do Brasil” não surpreenderam pessoas próximas ao governador.

Nos bastidores, Tarcísio é descrito como moderado e alinhado aos limites constitucionais . A aproximação com Flávio durante o segundo turno também é apontada por aliados como calculada, sem adesão a grandes polêmicas.

Como mostrou a coluna , o governador chegou a manter pronto um plano para disputar a Presidência em 2026, mas acabou fora da corrida após Jair Bolsonaro escolher o filho. Foi à Jovem Pan que Tarcísio admitiu, pela primeira vez, a possibilidade de concorrer ao Planalto em 2030.

O discurso institucional e a participação em debates de alcance nacional, por sua vez, não são recentes. O governador já adotava essa postura antes mesmo da definição de Flávio como candidato presidencial.

Segundo pessoas próximas, a estratégia deve continuar: Tarcísio pretende manter o foco na agenda paulista , mas participar ativamente de discussões nacionais, especialmente nas redes sociais.

“Ao longo dos próximos anos, as posições do governador traçarão o caminho natural”, afirmou uma fonte do Palácio dos Bandeirantes. Assim, ele deve focar especialmente em temas econômicos e estruturais para o país.

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Em resumo

O que aconteceu?

Aliados do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), avaliam que ele precisará promover mudanças ao longo dos próximos meses e anos p ara se consolidar como líder da direita e principal candidato do grupo ao Palácio do Planalto em 2030.

Qual é o ponto principal?

Embora considerem que o comando do Executivo paulista e o espaço conquistado em 2025, quando quase foi o escolhido, o tornem a opção “natural” para a próxima eleição, interlocutores defendem cautela e afirmam que o governador precisará ampliar sua atuação política.

Quais são os dados mais importantes?

Nos bastidores, Tarcísio é conhecido por evitar negociações de cargos com partidos e autoridades e fazer escolhas “do coração”, postura que já provocou reclamações durante o primeiro mandato. Para parte dos aliados, esse comportamento terá de mudar para que ele consiga construir uma base política mais ampla . “Ele vai precisar negociar para conseguir se viab

Qual é o contexto?

A avaliação, no entanto, não é unânime. Pessoas que acompanharam o governador nos últimos anos argumentam que a escolha de Jair Bolsonaro pelo filho, Flávio Bolsonaro (PL), para disputar a Presidência em 2026 foi o principal obstáculo ao avanço de Tarcísio no cenário nacional. “ Não precisa. Se não fosse Jair escolhendo o filho e não abrindo mão… Todo mundo

Quais são os próximos desdobramentos?

Outra possibilidade discutida nos bastidores é a troca de partido. Atualmente no Republicanos, sigla considerada pequena por parte dos interlocutores para uma disputa presidencial, há quem diga que Tarcísio poderia migrar para o MDB, partido de seu vice, Felício Ramuth, e do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, aliado do governador. O governador já tem boa

Fontes