Política Nacional · 2026-09-23 · Redação Notícia ES

Analista avalia efeito negativo de crise do STF para reeleição de Lula | CNN Brasil

Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostra que 52,3% dos eleitores acreditam que a crise no STF prejudica mais Lula do que Flávio Bolsonaro; Rafael Cortez comenta em entrevista ao Hora H

Analista avalia efeito negativo de crise do STF para reeleição de Lula | CNN Brasil
Analista avalia efeito negativo de crise do STF para reeleição de Lula | CNN Brasil

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (23) revela que a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal impacta de forma mais negativa a campanha de Lula (PT) do que a de Flávio Bolsonaro (PL).

Contexto

O analista Rafael Cortez, em entrevista ao Hora H desta quarta, explicou que, apesar de o escândalo do Master estar mais associado a Flávio, Lula é quem sai mais prejudicado politicamente .

"A agenda que vem do Supremo Tribunal Federal é negativa para a campanha de reeleição. A gente pode até discutir a intensidade desse efeito negativo, mas é um tema que dificulta que o governo melhore sua imagem ao longo da campanha eleitoral", afirmou Cortez.

Segundo o analista, o que costuma acontecer nas democracias é o governo tradicionalmente partir com vantagem na disputa pela reeleição por ter uma mensagem mais forte.

Desdobramentos

Contudo, Cortez ressaltou que a crise do STF impediu que a opinião pública se concentrasse em assuntos mais favoráveis à campanha de reeleição.

Segundo o levantamento da AtlasIntel/Bloomberg , 52,3% dos eleitores acreditam que a crise no STF prejudica mais Lula, enquanto apenas 20,7% consideram que o maior prejudicado é Flávio. Outros 15,5% avaliam que os dois são igualmente afetados, 7,5% entendem que nenhum dos dois é prejudicado e quase 4% não souberam responder.

Já no que diz respeito ao escândalo do Master, os dados apontam um cenário de empate técnico . De acordo com a pesquisa, 43,8% dos eleitores atribuem o envolvimento no esquema aos aliados de Bolsonaro, enquanto 43,4% apontam os aliados de Lula.

Outros 10,6% responsabilizam todos os lados, 1,5% indicam o Centrão e apenas 0,6% não souberam responder.

"Mesmo que a pesquisa mostre algum equilíbrio na ideia de quem estaria por trás do caso Master, ainda assim não me parece que seja um tema que ajude a campanha de reeleição", destacou Cortez.

Nesse contexto, o analista mencionou que o Palácio do Planalto adotou a medida de reajustar o Bolsa Família , não apenas pelo efeito concreto da política, mas também para tentar trazer uma agenda mais favorável à campanha.

Sobre a possibilidade de o STF adiar ao máximo suas sessões, incluindo o caso de Alexandre de Moraes, que pode ficar para o ano que vem, Cortez avaliou que a postergação tenderia a reduzir o efeito negativo para o governo , à medida que outros temas passem a dominar o debate público.

No entanto, o analista alertou que, do ponto de vista institucional, o cenário ainda é muito complicado. "Os movimentos mais recentes por parte dos ministros não sugerem que eles, individualmente, queiram dar uma contribuição para a superação dessa tensão."

Em resumo

O que aconteceu?

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (23) revela que a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal impacta de forma mais negativa a campanha de Lula (PT) do que a de Flávio Bolsonaro (PL).

Qual é o ponto principal?

O analista Rafael Cortez, em entrevista ao Hora H desta quarta, explicou que, apesar de o escândalo do Master estar mais associado a Flávio, Lula é quem sai mais prejudicado politicamente .

Quais são os dados mais importantes?

"A agenda que vem do Supremo Tribunal Federal é negativa para a campanha de reeleição. A gente pode até discutir a intensidade desse efeito negativo, mas é um tema que dificulta que o governo melhore sua imagem ao longo da campanha eleitoral", afirmou Cortez.

Qual é o contexto?

Segundo o analista, o que costuma acontecer nas democracias é o governo tradicionalmente partir com vantagem na disputa pela reeleição por ter uma mensagem mais forte.

Quais são os próximos desdobramentos?

Contudo, Cortez ressaltou que a crise do STF impediu que a opinião pública se concentrasse em assuntos mais favoráveis à campanha de reeleição.

Fontes