Justiça · 2026-11-01 · Redação Notícia ES

Após derrota de Flávio, revisão no STF vira principal aposta para Bolsonaro

Defesa tenta anular condenação de 27 anos do ex-presidente; ministro Kassio Nunes Marques deu dez dias para a PGR se manifestar, mas ala do tribunal vê chance mínima de alteração

Após derrota de Flávio, revisão no STF vira principal aposta para Bolsonaro
Após derrota de Flávio, revisão no STF vira principal aposta para Bolsonaro

Com a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para Lula (PT) no segundo turno, a revisão criminal em análise no STF (Supremo Tribunal Federal) tornou-se a principal aposta da defesa de Jair Bolsonaro (PL) para reverter a condenação a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

O contexto da decisão judicial

Flávio chegou a dizer que, caso eleito, queria o pai ao seu lado ao subir a rampa do Planalto, o que exigiria sua saída da prisão domiciliar – cenário que deixou de existir com a reeleição de Lula.

Agora, o relator da revisão, ministro Kassio Nunes Marques , deu à PGR (Procuradoria-Geral da República) dez dias para se manifestar sobre o novo pedido , etapa necessária para que o caso fique pronto para julgamento.

A decisão foi assinada na segunda-feira (26), um dia após as eleições, e era esperada. Kassio, que também preside o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), dizia que só trataria do tema depois do pleito .

Detalhes e consequências do caso

Em nota de 7 de outubro, seu gabinete afirmou que decidir antes poderia ser interpretado como interferência na eleição.

A petição foi apresentada no início do mês e pede, em caráter liminar, a suspensão da prisão até o julgamento.

No mérito, os advogados querem anular as decisões que deram origem às investigações no inquérito das fake news e, com elas, as provas e os depoimentos colhidos desde maio de 2025, com reabertura da fase de instrução.

O pedido inclui ainda um parecer técnico inédito que, segundo a defesa, aponta falhas na coleta e na preservação de dados digitais.

Um dos exemplos é o das mensagens no aplicativo Signal extraídas dos celulares de Mauro Cid , registradas por filmagem de tela, e não por extração pericial.

Este é o segundo pedido de revisão sob a relatoria de Kassio. O primeiro, de maio, já passou pela PGR, que se posicionou contra , e aguarda decisão no gabinete do ministro.

Kassio pretende levar a revisão ao plenário , e não à Segunda Turma, cabendo ao presidente do STF, Edson Fachin, marcar a data.

A escolha tem peso: Bolsonaro foi condenado em 2025 pela Primeira Turma, com votos de Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino (Luiz Fux votou pela absolvição).

André Mendonça, Kassio, Gilmar Mendes, Fachin e Dias Toffoli ficaram de fora e terão de se posicionar.

Como mostrou a CNN , antes de levar o caso ao plenário, não está descartada uma decisão individual de Kassio sobre o pedido de liberdade , que depois seria submetida aos demais ministros.

Uma ala do STF próxima a Moraes, porém, não vê espaço para que a tentativa prospere . Ministros desse grupo rejeitam tanto a anulação da condenação quanto a soltura do ex-presidente por meio da revisão criminal.

Em resumo

O que aconteceu?

Com a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para Lula (PT) no segundo turno, a revisão criminal em análise no STF (Supremo Tribunal Federal) tornou-se a principal aposta da defesa de Jair Bolsonaro (PL) para reverter a condenação a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Qual é o ponto principal?

Flávio chegou a dizer que, caso eleito, queria o pai ao seu lado ao subir a rampa do Planalto, o que exigiria sua saída da prisão domiciliar – cenário que deixou de existir com a reeleição de Lula.

Quais são os dados mais importantes?

Agora, o relator da revisão, ministro Kassio Nunes Marques , deu à PGR (Procuradoria-Geral da República) dez dias para se manifestar sobre o novo pedido , etapa necessária para que o caso fique pronto para julgamento.

Qual é o contexto?

A decisão foi assinada na segunda-feira (26), um dia após as eleições, e era esperada. Kassio, que também preside o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), dizia que só trataria do tema depois do pleito . Em nota de 7 de outubro, seu gabinete afirmou que decidir antes poderia ser interpretado como interferência na eleição.

Quais são os próximos desdobramentos?

A petição foi apresentada no início do mês e pede, em caráter liminar, a suspensão da prisão até o julgamento. No mérito, os advogados querem anular as decisões que deram origem às investigações no inquérito das fake news e, com elas, as provas e os depoimentos colhidos desde maio de 2025, com reabertura da fase de instrução.

Fontes