Após eleição, estrangeiro fez compra recorde de US$ 6,84 bi em dólar na B3
Novo recorde supera abril de 2025, quando dólar saltou 3,72% em meio à guerra comercial entre EUA e China

Investidores estrangeiros fizeram uma compra líquida de US$ 6,84 bilhões em dólar por meio de derivativos negociados na B3 na segunda-feira (26), primeiro pregão após o segundo turno da eleição presidencial.
Foi a maior compra líquida diária dos estrangeiros, ao
Foi a maior compra líquida diária dos estrangeiros, ao menos desde julho de 2022, conforme dados da B3, compilados por traders e obtidos pelo InfoMoney . O cálculo considera dólar futuro cheio (DOL), minidólar (WDO) e cupom cambial (DDI).
Para André Moraes, analista, fundador e CEO da Trade ao Vivo e chairman da BFR Investimentos , o movimento representa, ao menos neste primeiro momento, uma reversão de parte das posições construídas antes da votação decisiva.
“ Por enquanto, é um ajuste concentrado pós-eleição ”, disse ao InfoMoney , sobre o movimento de segunda-feira, pós eleição, quando a moeda americana fechou com alta de 8,2%, a R$ 5,40 , na maior disparada em 23 anos. Na máxima, chegou aos R$ 5,60.
Tamanho do fluxo mostra um forte reposicionamento no mercado
O tamanho do fluxo mostra um forte reposicionamento no mercado de câmbio depois da eleição. Os números, porém, não permitem determinar quanto dessa compra representou posição direcional no dólar, encerramento de operações anteriores ou proteção cambial.
A maior parcela da movimentação ocorreu no contrato cheio de dólar.
O DOL respondeu por cerca de 61% do total , enquanto o minidólar concentrou outros 38% .
Juntos, DOL e WDO representaram praticamente 99% da compra líquida de dólares realizada pelos estrangeiros naquele pregão .
O recorde anterior havia ocorrido em 4 de abril de 2025 , quando a compra líquida chegou a aproximadamente US$ 6,47 bilhões.
Na ocasião, o dólar saltou 3,72%, a R$ 5,83 , acompanhando a valorização da moeda norte-americana no exterior após a China anunciar retaliação ao tarifaço dos EUA, ampliando a guerra comercial e os temores de desaceleração da economia global .
O novo recorde supera o anterior em aproximadamente 5,7% .
Na avaliação de Moraes, o tamanho do ajuste precisa ser observado à luz das posições construídas entre os dois turnos. O ponto agora é saber se essa reorganização ficará restrita ao curto prazo ou ganhará duração.
O peso da segunda-feira fica ainda mais evidente quando o dado é comparado ao acumulado mensal.
Até 26 de outubro, os estrangeiros registravam US$ 11,15 bilhões em compras líquidas de dólar nos instrumentos considerados pelo levantamento.
Somente o primeiro pregão após a eleição respondeu por 61,3% desse total .
Em um único dia, portanto, os estrangeiros compraram cerca de US$ 2,53 bilhões a mais do que haviam comprado, somados, nos demais pregões do mês até então.
Em resumo
Investidores estrangeiros fizeram uma compra líquida de US$ 6,84 bilhões em dólar por meio de derivativos negociados na B3 na segunda-feira (26), primeiro pregão após o segundo turno da eleição presidencial.
Foi a maior compra líquida diária dos estrangeiros, ao menos desde julho de 2022, conforme dados da B3, compilados por traders e obtidos pelo InfoMoney . O cálculo considera dólar futuro cheio (DOL), minidólar (WDO) e cupom cambial (DDI).
Para André Moraes, analista, fundador e CEO da Trade ao Vivo e chairman da BFR Investimentos , o movimento representa, ao menos neste primeiro momento, uma reversão de parte das posições construídas antes da votação decisiva.
“ Por enquanto, é um ajuste concentrado pós-eleição ”, disse ao InfoMoney , sobre o movimento de segunda-feira, pós eleição, quando a moeda americana fechou com alta de 8,2%, a R$ 5,40 , na maior disparada em 23 anos. Na máxima, chegou aos R$ 5,60.
O tamanho do fluxo mostra um forte reposicionamento no mercado de câmbio depois da eleição. Os números, porém, não permitem determinar quanto dessa compra representou posição direcional no dólar, encerramento de operações anteriores ou proteção cambial.