Após eleições, empresas anunciam nas redes sociais fim de doações | G1
Publicações divulgadas após o segundo turno anunciam suspensão de doações de alimentos, brinquedos e até medicamentos.

Após eleições, empresas anunciam nas redes sociais fim de doações em diferentes regiões do país — Foto: Reprodução
Empresas e organizações de diferentes regiões do Brasil anunciaram
Empresas e organizações de diferentes regiões do Brasil anunciaram nas redes sociais o fim de doações e ações sociais após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, que terminou com a vitória de Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL).
As publicações começaram a circular nesta segunda-feira (26), um dia depois da eleição, e anunciam a suspensão de iniciativas como distribuição de cestas básicas, brinquedos, roupas e medicamentos.
Uma das publicações, de uma rede de sorveterias, afirma que a empresa deixará de realizar doações a pessoas que considera dependentes de auxílios governamentais.
“Estamos cansados de ajudar, quem não quer ser ajudado
“Estamos cansados de ajudar, quem não quer ser ajudado e preferem viver dos auxílios do governo!”, diz o comunicado.
O texto também afirma que, ao longo de 12 anos, a empresa participou de ações sociais com a distribuição de cestas básicas, agasalhos e brinquedos.
Karina Borba Estrazulas, proprietária da Doces da Ká, de Criciúma, em Santa Catarina, explicou ao g1 que decidiu encerrar as doações após a vitória de Lula por preocupação com o cenário econômico do país e com as contas da empresa.
Segundo ela, a confeitaria recebe diariamente pedidos de ajuda e, diante da necessidade de cortar gastos, decidiu suspender as contribuições.
A empresária conta que participa de ações sociais desde 2017, quando abriu o negócio. Entre as iniciativas, cita a distribuição de ovos de Páscoa para crianças de bairros onde moram funcionárias da empresa e a doação de cestas básicas a famílias atingidas pelas chuvas na cidade.
Questionada sobre a relação entre solidariedade e escolhas políticas dos beneficiários, Karina afirmou: “Acredito que a solidariedade deve ser voluntária e respeitosa.
Cada pessoa tem o direito de fazer suas escolhas, assim como cada empresa tem o direito de decidir quais causas apoiar, de acordo com seus valores e suas possibilidades.”
No Espírito Santo, um grupo que afirma atuar há oito anos em defesa de pessoas do espectro autista e suas famílias, anunciou que deixará de realizar doações de medicamentos, brinquedos, materiais escolares, roupas e alimentos.
O comunicado também informa que o grupo não fará mais publicações de denúncias sobre violações de direitos de pessoas com deficiência, falta de inclusão escolar e perda de benefícios governamentais.
“Estou cansada de tentar ajudar pessoas que não querem ser ajudadas!”, diz a publicação.
Uma loja de equipamentos de medição de Sorocaba, no interior de São Paulo, publicou uma mensagem semelhante, anunciando o encerramento de doações de cestas básicas, brinquedos e outras formas de ajuda.
“Pedimos desculpas às ONG's e projetos sociais que apoiávamos”, diz a publicação.
Outros comunicados semelhantes também circulam nas redes sociais, como o de uma empresa de Joinville, em Santa Catarina, que anunciou a suspensão de ações sociais, com previsão de retomada apenas a partir de 2032.
As publicações apresentam semelhanças na linguagem e na estrutura. Algumas anunciam o encerramento das doações, agradecem a antigos parceiros e enumeram ações sociais que afirmam ter realizado ao longo dos anos.
Em resumo
Após eleições, empresas anunciam nas redes sociais fim de doações em diferentes regiões do país — Foto: Reprodução
Empresas e organizações de diferentes regiões do Brasil anunciaram nas redes sociais o fim de doações e ações sociais após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, que terminou com a vitória de Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL).
As publicações começaram a circular nesta segunda-feira (26), um dia depois da eleição, e anunciam a suspensão de iniciativas como distribuição de cestas básicas, brinquedos, roupas e medicamentos.
Uma das publicações, de uma rede de sorveterias, afirma que a empresa deixará de realizar doações a pessoas que considera dependentes de auxílios governamentais.
“Estamos cansados de ajudar, quem não quer ser ajudado e preferem viver dos auxílios do governo!”, diz o comunicado.