Economia · 2026-10-16 · Redação Notícia ES

Após euforia, mercado refaz contas e vê disputa mais apertada no 2º turno

Bolsa em queda e dólar e juros para cima expressam maior temor com o resultado do pleito entre Flávio e Lula

Após euforia, mercado refaz contas e vê disputa mais apertada no 2º turno
Após euforia, mercado refaz contas e vê disputa mais apertada no 2º turno

O mercado brasileiro passa por um período de ressaca após o clima de euforia visto na semana passada, quando o Ibovespa renovou recordes, o dólar voltou para baixo de R$ 5 e os juros futuros recuaram ao longo de toda a curva.

Números dos últimos dias mostram um quadro diferente

Os números dos últimos dias mostram um quadro diferente. A bolsa brasileira fechou no negativo nas três últimas sessões e caminha para encerrar a semana com o pior resultado desde agosto.

Já a divisa dos EUA voltou ao patamar próximo de R$ 5,10 e os contratos de DIs apagaram grande parte da queda observada no pós-primeiro turno.

A água no chopp dos investidores veio com os números mais recentes das pesquisas eleitorais, mostrando que a disputa à Presidência da República ainda segue bastante acirrada, com cenários sinalizando um empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Analistas ouvidos pelo CNN Money afirmam que o mercado

Analistas ouvidos pelo CNN Money afirmam que o mercado voltou a fazer as contas sobre os resultados do pleito, principalmente após as mobilizações em apoio ao presidente Lula no final de semana e a sequência de ações que aumentam o "pacote de bondades" do governo federal para reverter o resultado do primeiro turno.

O racional do mercado é que uma vitória do senador deve mudar os rumos da política fiscal do governo federal, sobretudo com a vitória majoritária do PL e aliados no Congresso Nacional, explica Eduardo Velho, economista-chefe e sócio da Bravonte Capital.

"Como a candidatura de Flávio é considerada pelo mercado a mais propensa a fazer um ajuste fiscal crível e implementar reformas estruturais, e considerando que o mercado já tinha precificado uma probabilidade superior a 60% de sua vitória no segundo turno, é natural o ajuste para baixo dessas apostas", diz.

O Ibovespa encerrou a sessão desta quinta-feira (15) com queda acima de 1%, se distanciando cada vez mais do pico de 209 mil pontos atingido na semana passada. Na semana, a desvalorização já acumula quase 3,3% .

O dólar e os juros futuros seguiram o caminho inverso, mostrando altas firmes ao longo das sessões. Na véspera, a divisa dos EUA fechou a R$ 5,08, chegando a se aproximar de R$ 5,10 nas máximas da sessão.

A mudança no humor acompanha os dados das pesquisas eleitorais.

Números do Datafolha divulgados nesta quinta-feira - após o fechamento do mercado - mostram que Flávio tem 51% dos votos válidos, contra 49% de Lula .

Com margem de erro de dois pontos para cima ou para baixo, o cenário mostra um empate técnico entre os concorrentes.

A mesma tendência já havia aparecido nos dados da Quaest , com o senador somando 46% das intenções de voto no segundo turno da disputa pelo Palácio do Planalto. Já o presidente Lula apareceu com 44% da preferência do eleitorado.

A aprovação em ampla maioria do fim da escala 6x1 pelo Senado nesta terça-feira (14) também entra na conta dos analistas .

A proposta encampada pelo governo federal passou pela Casa Alta com um placar de 75 a 1 e agora espera pela promulgação.

O candidato do PL, senador Flávio Bolsonaro (RJ), chegou a se posicionar contra o projeto e defendeu uma proposta que determinava o pagamento por hora para os trabalhadores, autorizando a redução de salários.

Depois, porém, o congressista mudou a postura e passou a dizer que votaria a favor do texto.

Além do impacto para o caixa das empresas, o resultado foi avaliado como uma vitória do governo e pode influenciar na balança na disputa pelos votos a pouco menos de duas semanas para a decisão.

Em resumo

O que aconteceu?

O mercado brasileiro passa por um período de ressaca após o clima de euforia visto na semana passada, quando o Ibovespa renovou recordes, o dólar voltou para baixo de R$ 5 e os juros futuros recuaram ao longo de toda a curva.

Qual é o ponto principal?

Os números dos últimos dias mostram um quadro diferente. A bolsa brasileira fechou no negativo nas três últimas sessões e caminha para encerrar a semana com o pior resultado desde agosto. Já a divisa dos EUA voltou ao patamar próximo de R$ 5,10 e os contratos de DIs apagaram grande parte da queda observada no pós-primeiro turno.

Quais são os dados mais importantes?

A água no chopp dos investidores veio com os números mais recentes das pesquisas eleitorais, mostrando que a disputa à Presidência da República ainda segue bastante acirrada, com cenários sinalizando um empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Qual é o contexto?

Analistas ouvidos pelo CNN Money afirmam que o mercado voltou a fazer as contas sobre os resultados do pleito, principalmente após as mobilizações em apoio ao presidente Lula no final de semana e a sequência de ações que aumentam o "pacote de bondades" do governo federal para reverter o resultado do primeiro turno.

Quais são os próximos desdobramentos?

O racional do mercado é que uma vitória do senador deve mudar os rumos da política fiscal do governo federal, sobretudo com a vitória majoritária do PL e aliados no Congresso Nacional, explica Eduardo Velho, economista-chefe e sócio da Bravonte Capital.

Fontes