Apresentador norte-americano que já criticou Bolsonaro agora denuncia perseguição a Flávio
‘Não quero ver um sujeito perder eleição e ter de sair do país porque vai ser preso’, afirmou Bill Maher

O apresentador norte-americano Bill Maher manifestou preocupação com a possibilidade de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ser preso depois da derrota para Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições brasileiras.
O contexto da decisão judicial
Ele criticou a perseguição contra o senador durante o programa Real Time with Bill Maher , da HBO, exibido nesta sexta-feira, 30.
“Não quero ver um sujeito perder uma eleição e ter de sair do país porque vai ser preso”, afirmou o apresentador, ao citar a saída de Flávio do Brasil, na última quarta-feira, 28.
Maher ressalvou que não tinha informações suficientes para avaliar se Flávio havia cometido algum crime. “Talvez esse sujeito mereça ser preso, mas não sei”, acrescentou.
Detalhes e consequências do caso
O apresentador relacionou o autoritarismo no Brasil ao ambiente político dos EUA e disse temer que situações semelhantes possam ocorrer no país.
Essa declaração chama atenção pelo histórico de Maher em relação à família Bolsonaro. Em janeiro de 2024, por exemplo, o apresentador elogiou a atuação das instituições brasileiras diante das tentativas de Jair Bolsonaro de contestar o resultado da eleição presidencial de 2022.
Na ocasião, Maher apresentou o Brasil como exemplo para os EUA, em comparação com a reação norte-americana aos esforços de Donald Trump para reverter a derrota eleitoral em 2020.
A condenação criminal do ex-presidente ocorreu posteriormente, em 11 de setembro de 2025. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) impôs pena de 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados a uma suposta tentativa de golpe de Estado .
Flávio chegou a Miami três dias depois de perder o segundo turno da eleição presidencial para Lula. O senador deixou o Brasil pela fronteira com a Argentina e embarcou em um avião particular que fez escala no Equador antes de seguir para os EUA.
A viagem ocorreu depois que o ministro Alexandre de Moraes, do STF , determinou o cancelamento dos passaportes brasileiros de Flávio e ordenou a entrega de eventuais documentos estrangeiros.
A decisão foi tomada no domingo 25, sete minutos depois da divulgação do resultado eleitoral.
Flávio é investigado em dois procedimentos no STF, que envolvem suspeitas de crimes financeiros. Ele nega irregularidades.
A crise no Brasil também provocou críticas do senador republicano Ted Cruz, que participou da entrevista com Maher.
No trecho que circula nas redes sociais, Cruz apresentou críticas ao presidente brasileiro e associou a política latino-americana à influência dos EUA na região.
O diálogo também incluiu alegações sobre a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e o desempenho eleitoral de candidatos conservadores na América Latina.
Em resumo
O apresentador norte-americano Bill Maher manifestou preocupação com a possibilidade de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ser preso depois da derrota para Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições brasileiras. Ele criticou a perseguição contra o senador durante o programa Real Time with Bill Maher , da HBO, exibido nesta sexta-feira, 30.
“Não quero ver um sujeito perder uma eleição e ter de sair do país porque vai ser preso”, afirmou o apresentador, ao citar a saída de Flávio do Brasil, na última quarta-feira, 28. Maher ressalvou que não tinha informações suficientes para avaliar se Flávio havia cometido algum crime. “Talvez esse sujeito mereça ser preso, mas não sei”, acrescentou.
O apresentador relacionou o autoritarismo no Brasil ao ambiente político dos EUA e disse temer que situações semelhantes possam ocorrer no país.
Essa declaração chama atenção pelo histórico de Maher em relação à família Bolsonaro. Em janeiro de 2024, por exemplo, o apresentador elogiou a atuação das instituições brasileiras diante das tentativas de Jair Bolsonaro de contestar o resultado da eleição presidencial de 2022.
Na ocasião, Maher apresentou o Brasil como exemplo para os EUA, em comparação com a reação norte-americana aos esforços de Donald Trump para reverter a derrota eleitoral em 2020.