Justiça · 2026-10-31 · Redação Notícia ES

Apresentador norte-americano que já criticou Bolsonaro agora denuncia perseguição a Flávio

‘Não quero ver um sujeito perder eleição e ter de sair do país porque vai ser preso’, afirmou Bill Maher

Apresentador norte-americano que já criticou Bolsonaro agora denuncia perseguição a Flávio
Apresentador norte-americano que já criticou Bolsonaro agora denuncia perseguição a Flávio

O apresentador norte-americano Bill Maher manifestou preocupação com a possibilidade de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ser preso depois da derrota para Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições brasileiras.

O contexto da decisão judicial

Ele criticou a perseguição contra o senador durante o programa Real Time with Bill Maher , da HBO, exibido nesta sexta-feira, 30.

“Não quero ver um sujeito perder uma eleição e ter de sair do país porque vai ser preso”, afirmou o apresentador, ao citar a saída de Flávio do Brasil, na última quarta-feira, 28.

Maher ressalvou que não tinha informações suficientes para avaliar se Flávio havia cometido algum crime. “Talvez esse sujeito mereça ser preso, mas não sei”, acrescentou.

Detalhes e consequências do caso

O apresentador relacionou o autoritarismo no Brasil ao ambiente político dos EUA e disse temer que situações semelhantes possam ocorrer no país.

Essa declaração chama atenção pelo histórico de Maher em relação à família Bolsonaro. Em janeiro de 2024, por exemplo, o apresentador elogiou a atuação das instituições brasileiras diante das tentativas de Jair Bolsonaro de contestar o resultado da eleição presidencial de 2022.

Na ocasião, Maher apresentou o Brasil como exemplo para os EUA, em comparação com a reação norte-americana aos esforços de Donald Trump para reverter a derrota eleitoral em 2020.

A condenação criminal do ex-presidente ocorreu posteriormente, em 11 de setembro de 2025. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) impôs pena de 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados a uma suposta tentativa de golpe de Estado .

Flávio chegou a Miami três dias depois de perder o segundo turno da eleição presidencial para Lula. O senador deixou o Brasil pela fronteira com a Argentina e embarcou em um avião particular que fez escala no Equador antes de seguir para os EUA.

A viagem ocorreu depois que o ministro Alexandre de Moraes, do STF , determinou o cancelamento dos passaportes brasileiros de Flávio e ordenou a entrega de eventuais documentos estrangeiros.

A decisão foi tomada no domingo 25, sete minutos depois da divulgação do resultado eleitoral.

Flávio é investigado em dois procedimentos no STF, que envolvem suspeitas de crimes financeiros. Ele nega irregularidades.

A crise no Brasil também provocou críticas do senador republicano Ted Cruz, que participou da entrevista com Maher.

No trecho que circula nas redes sociais, Cruz apresentou críticas ao presidente brasileiro e associou a política latino-americana à influência dos EUA na região.

O diálogo também incluiu alegações sobre a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e o desempenho eleitoral de candidatos conservadores na América Latina.

Em resumo

O que aconteceu?

O apresentador norte-americano Bill Maher manifestou preocupação com a possibilidade de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ser preso depois da derrota para Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições brasileiras. Ele criticou a perseguição contra o senador durante o programa Real Time with Bill Maher , da HBO, exibido nesta sexta-feira, 30.

Qual é o ponto principal?

“Não quero ver um sujeito perder uma eleição e ter de sair do país porque vai ser preso”, afirmou o apresentador, ao citar a saída de Flávio do Brasil, na última quarta-feira, 28. Maher ressalvou que não tinha informações suficientes para avaliar se Flávio havia cometido algum crime. “Talvez esse sujeito mereça ser preso, mas não sei”, acrescentou.

Quais são os dados mais importantes?

O apresentador relacionou o autoritarismo no Brasil ao ambiente político dos EUA e disse temer que situações semelhantes possam ocorrer no país.

Qual é o contexto?

Essa declaração chama atenção pelo histórico de Maher em relação à família Bolsonaro. Em janeiro de 2024, por exemplo, o apresentador elogiou a atuação das instituições brasileiras diante das tentativas de Jair Bolsonaro de contestar o resultado da eleição presidencial de 2022.

Quais são os próximos desdobramentos?

Na ocasião, Maher apresentou o Brasil como exemplo para os EUA, em comparação com a reação norte-americana aos esforços de Donald Trump para reverter a derrota eleitoral em 2020.

Fontes