Assembleia capixaba terá 16 novos deputados em 2027
Renovação alcança mais da metade das cadeiras da Assembleia Legislativa, enquanto o PL forma a maior bancada partidária.

A Assembleia Legislativa do Espírito Santo iniciará a próxima legislatura, em fevereiro de 2027, com 16 deputados que não ocupam atualmente uma das 30 cadeiras. Dos 22 parlamentares que buscaram a reeleição no domingo (4), 14 conseguiram novo mandato.
O levantamento foi publicado nesta quarta-feira (7) pela coluna de Vitor Vogas em A Gazeta. A lista dos 30 eleitos e a divisão das vagas por partido também foram divulgadas pela CNN Brasil com base nos resultados da Justiça Eleitoral.
A mudança vai além da troca individual de nomes. O PL elegeu seis deputados e terá a maior bancada partidária. MDB, Podemos e PP obtiveram quatro cadeiras cada; PT e PSB fizeram três; Republicanos e Agir conquistaram duas vagas; PSOL e União Brasil ficaram com uma cadeira cada.
Renovação supera metade das cadeiras
A renovação de 16 postos equivale a 53,3% da composição. Parte do movimento ocorreu porque oito integrantes da atual legislatura concorreram a outros cargos. Lucas Polese, Bruno Resende, Marcelo Santos e João Coser foram eleitos para a Câmara dos Deputados, abrindo espaço para novos nomes na disputa estadual.
Entre os recém-eleitos há vereadores que trocarão as câmaras municipais pelo plenário estadual. A relação inclui Davi Esmael, Karla Coser e Dárcio Bracarense, de Vitória; Açucena e Fernando Santorio, de Cariacica; Dinho Souza, da Serra; Vitor Louzada, de Colatina; e Thiago do Casal Policial, de Guarapari.
Também chegam ex-prefeitos de três regiões do estado: Victor Coelho, de Cachoeiro de Itapemirim; Peter Costa, de Mimoso do Sul; e Brizola Corteletti, de Águia Branca. A presença desse grupo amplia a experiência municipal dentro da Casa, mas não elimina a necessidade de adaptação ao processo legislativo estadual.
Partidos redesenham equilíbrio interno
O novo desenho reduz de 12 para nove o número de partidos ou federações representados no plenário. A fragmentação menor pode facilitar a formação de blocos, embora a maioria para aprovar projetos continue dependente de negociações entre siglas e da posição que cada bancada adotará diante do próximo governo.
Consideradas as coligações da eleição para o Executivo, a aliança de Ricardo Ferraço reúne 18 deputados eleitos. O grupo ligado a Lorenzo Pazolini soma oito, enquanto os partidos que apoiaram Helder Salomão alcançaram quatro cadeiras, contando o PSOL, que não integrou formalmente a coligação, mas apoiou sua candidatura.
Essa conta mostra a correlação inicial, não um placar permanente. Deputados podem formar blocos independentes, divergir de suas direções partidárias e reorganizar alianças depois do segundo turno para governador, marcado para 25 de outubro.
A posse ocorrerá em fevereiro, quando a nova Assembleia também escolherá sua Mesa Diretora e distribuirá as comissões temáticas. Até lá, o dado objetivo é uma troca superior à metade das cadeiras e uma bancada do PL maior que qualquer outra sigla isolada.
Em resumo
Dezesseis dos 30 eleitos não ocupam atualmente uma cadeira na Assembleia Legislativa do Espírito Santo.
A troca alcança 53,3% das cadeiras da Assembleia capixaba.
O PL elegeu seis deputados e terá a maior bancada partidária isolada.
Dos 22 parlamentares que disputaram novo mandato, 14 foram reeleitos.
Os eleitos tomarão posse em fevereiro de 2027.