Política Nacional · 2026-09-22 · Redação Notícia ES

Assembleia da ONU: o que esperar dos discursos de Lula e Trump | CNN Brasil

Tradicionalmente, o presidente do Brasil é o primeiro chefe de Estado a discursar; republicano deve falar logo em seguida

Assembleia da ONU: o que esperar dos discursos de Lula e Trump | CNN Brasil
Assembleia da ONU: o que esperar dos discursos de Lula e Trump | CNN Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursa nesta terça-feira (22) na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York.

Contexto

Tradicionalmente, o presidente brasileiro é o primeiro chefe de Estado a falar no debate geral . O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa logo depois.

Antes da cerimônia , Lula se reúne com o secretário-geral da ONU, António Guterres, às 8h40 no horário local (9h40 em Brasília). Na sequência, às 9h (10h de Brasília), o presidente brasileiro sobe ao púlpito da Assembleia Geral.

A previsão é que Lula deixe Nova York às 13h50 no horário local (14h50 de Brasília), após o discurso. A chegada a Brasília está prevista para 23h40, no horário de Brasília.

Desdobramentos

A defesa da soberania nacional deve ser um dos principais eixos do discurso de Lula. Em briefing à imprensa, o Itamaraty afirmou que o presidente deve abordar o tema, e Lula já declarou que pretende pedir aos Estados Unidos que não interfiram nas eleições brasileiras.

Apesar das críticas recentes ao governo Trump, Lula não deve citar nominalmente o presidente norte-americano. O Brasil acusa os Estados Unidos de violação à soberania nacional desde o primeiro tarifaço aplicado pela Casa Branca aos produtos brasileiros no ano passado.

A diplomacia brasileira nega que Lula vá utilizar o discurso em tom eleitoral e afirma que o presidente apresentará iniciativas do país e sua visão sobre o cenário internacional, sem fazer um balanço da gestão.

Segundo apuração de Priscila Yazbek, diplomatas avaliam que, a menos de duas semanas das eleições brasileiras, a fala deverá ganhar um tom eleitoral. Segundo uma das fontes, o foco de Lula estará nos eleitores brasileiros e na obtenção de dividendos para a campanha.

O discurso deve abordar ainda o cenário internacional, com críticas ao crescimento dos conflitos globais e defesa de negociações de paz. Lula deve falar sobre as guerras e seus efeitos na economia mundial, incluindo a produção e o preço dos alimentos.

O presidente também pretende alertar para o avanço da corrida armamentista e para a disputa internacional pelo controle de recursos naturais estratégicos.

Na agenda ambiental, Lula deve citar a COP30 e apresentar o Brasil como defensor de um modelo de desenvolvimento que combine crescimento econômico e preservação.

A regulação das plataformas digitais também deve aparecer na fala, com referências ao ECA Digital, à proteção de crianças e mulheres e aos desafios impostos pela inteligência artificial.

Em resumo

O que aconteceu?

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursa nesta terça-feira (22) na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York.

Qual é o ponto principal?

Tradicionalmente, o presidente brasileiro é o primeiro chefe de Estado a falar no debate geral . O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa logo depois.

Quais são os dados mais importantes?

Antes da cerimônia , Lula se reúne com o secretário-geral da ONU, António Guterres, às 8h40 no horário local (9h40 em Brasília). Na sequência, às 9h (10h de Brasília), o presidente brasileiro sobe ao púlpito da Assembleia Geral.

Qual é o contexto?

A previsão é que Lula deixe Nova York às 13h50 no horário local (14h50 de Brasília), após o discurso. A chegada a Brasília está prevista para 23h40, no horário de Brasília.

Quais são os próximos desdobramentos?

A defesa da soberania nacional deve ser um dos principais eixos do discurso de Lula. Em briefing à imprensa, o Itamaraty afirmou que o presidente deve abordar o tema, e Lula já declarou que pretende pedir aos Estados Unidos que não interfiram nas eleições brasileiras.

Fontes