Atlético-MG chega à segunda final seguida
Time mineiro eliminou o City Torque no agregado e enfrentará o Boca Juniors em 21 de novembro, na Colômbia.

O Atlético-MG garantiu nesta quarta-feira, 21 de outubro, a segunda final consecutiva da Copa Sul-Americana. Mesmo derrotado por 2 a 0 pelo Montevideo City Torque no Estádio Centenário, em Montevidéu, o time mineiro avançou por 3 a 2 no placar agregado.
A CNN Brasil destacou que o clube se tornou o terceiro brasileiro a disputar duas decisões do torneio, depois de São Paulo e Athletico-PR. A Folha de S.Paulo confirmou o resultado da volta, a vantagem construída na vitória por 3 a 0 em Belo Horizonte e o confronto contra o Boca Juniors na final.
A vaga ficou ameaçada nos minutos finais. O Torque abriu o placar aos 44 minutos do segundo tempo e marcou novamente nos acréscimos. A equipe uruguaia precisava de mais um gol para levar a definição aos pênaltis, mas o Atlético resistiu até o apito final e preservou a vantagem mínima no agregado.
Vantagem resistiu à pressão
Gabriel Delfim teve papel central na classificação. O goleiro impediu gols ainda no primeiro tempo, quando os anfitriões pressionaram em busca da reação. O Atlético teve dificuldade para trocar passes e criou pouco; sua melhor oportunidade ocorreu depois do intervalo, em finalização de Reinier que atingiu o travessão.
A expulsão de Alan Franco, aos 30 minutos da etapa final, aumentou a pressão sobre a defesa e terá consequência direta na decisão. O equatoriano não poderá enfrentar o Boca Juniors. A comissão técnica terá um mês para reorganizar o meio-campo e corrigir os problemas mostrados em Montevidéu.
O avanço coloca o Atlético ao lado de São Paulo e Athletico-PR no grupo de brasileiros com pelo menos duas finais da Sul-Americana. O clube paulista foi campeão em 2012 e vice em 2022. O time paranaense venceu as duas decisões que disputou, em 2018 e 2021. O Atlético busca agora seu primeiro título.
Final será contra o Boca
A decisão ocorrerá em jogo único no dia 21 de novembro, no Estádio Metropolitano Roberto Meléndez, em Barranquilla, na Colômbia. O horário ainda depende de confirmação da Conmebol. O Boca garantiu a vaga ao eliminar o Vasco e tentará conquistar o torneio pela terceira vez.
Para o Atlético, a final também oferece a oportunidade de interromper uma sequência de derrotas em decisões. O clube foi vice da própria Sul-Americana em 2025 e perdeu duas finais nacionais e continentais em 2024. O histórico recente explica por que a classificação foi celebrada, mas também amplia a cobrança por um resultado diferente.
Além da taça, o campeão receberá US$ 10 milhões e uma vaga na próxima Copa Libertadores. O vice ficará com US$ 2,5 milhões. A premiação reforça o impacto esportivo e financeiro da partida, mas o clube ainda terá compromissos pelo Campeonato Brasileiro antes de viajar à Colômbia.
A derrota no Uruguai serve como alerta para a preparação. A vantagem de três gols obtida no primeiro encontro foi decisiva, mas não apagou a queda de rendimento na volta. Até a final, o desafio será recuperar equilíbrio sem perder a capacidade de resistência que manteve o Atlético vivo nos minutos de maior pressão.
Em resumo
O time avançou por 3 a 2 no agregado após vencer a ida por 3 a 0 e perder a volta por 2 a 0.
O Boca Juniors, que eliminou o Vasco na outra semifinal.
Em 21 de novembro, no Estádio Metropolitano Roberto Meléndez, em Barranquilla, na Colômbia.
Alan Franco foi expulso na semifinal e não poderá disputar a final.
O vencedor receberá US$ 10 milhões e uma vaga na próxima Copa Libertadores.