Política ES · 2026-10-18 · Redação Notícia ES

Ato em Vitória consolida aliança entre Pazolini e Flávio

Mobilização na Praia de Camburi reuniu lideranças nacionais da direita e reforçou a estratégia de Lorenzo Pazolini no segundo turno capixaba.

Ato em Vitória consolida aliança entre Pazolini e Flávio
Ato em Vitória consolida aliança entre Pazolini e Flávio

Um ato de campanha na Praia de Camburi, em Vitória, reuniu no sábado (17) Lorenzo Pazolini, Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Nikolas Ferreira. A mobilização aproximou de forma explícita a disputa pelo governo do Espírito Santo da campanha presidencial na reta final do segundo turno.

A Tribuna Online acompanhou o percurso do trio elétrico e registrou Pazolini cantando músicas contra o PT e participando da animação conduzida por aliados. A Gazeta também avaliou que o evento consolidou uma aproximação política que já vinha sendo construída entre o ex-prefeito de Vitória e o candidato presidencial do PL.

O encontro, chamado pelos organizadores de “Bloquinho do 22”, ocupou trecho da Avenida Dante Michelini e atraiu apoiadores vestidos com as cores nacionais. Flávio discursou sobre a eleição presidencial, enquanto Pazolini buscou transferir a mobilização do grupo para a corrida estadual.

A presença de Tarcísio, Nikolas, Magno Malta, Damares Alves e outros nomes deu ao ato dimensão nacional. Para Pazolini, o palco serviu para apresentar uma coalizão mais nítida ao eleitor capixaba e reforçar sua identidade com a direita no momento em que a campanha exige definição.

Campanha estadual ganha reforço

Pazolini chegou ao segundo turno depois de obter 49,65% dos votos válidos na primeira etapa, segundo os números citados pela Folha Vitória. Ele disputa o Palácio Anchieta com Ricardo Ferraço, apoiado pelo governador Renato Casagrande.

A aliança com Flávio não nasceu no sábado. Os dois já haviam dividido agendas durante a pré-campanha, e o candidato presidencial havia declarado apoio ao projeto estadual de Pazolini. O ato de Camburi, porém, transformou essa parceria em imagem central da campanha.

A mudança de tom também tem peso local. Conhecido por uma comunicação mais controlada quando comandou a Prefeitura de Vitória, Pazolini adotou no trio gestos e palavras associados à mobilização bolsonarista. Isso pode aumentar o entusiasmo da base, mas também torna mais direta a cobrança sobre posições nacionais que ele incorpora à candidatura estadual.

Do outro lado, Ferraço intensificou agendas com Casagrande e lideranças de sua coligação. O segundo turno capixaba passa, assim, a expor dois campos de apoio com mais clareza, embora o eleitor ainda avalie questões próprias do Estado, como segurança, saúde, infraestrutura e equilíbrio fiscal.

Segundo turno concentra alianças

A participação de lideranças de fora do Espírito Santo é uma estratégia comum em eleições apertadas. Elas atraem público, ampliam a circulação de vídeos e ajudam a unificar militantes, mas não substituem a apresentação de propostas específicas para o governo estadual.

O desafio de Pazolini será converter a energia do ato em voto sem reduzir a eleição capixaba a uma extensão automática da disputa nacional. Para Ferraço, a tarefa será mostrar autonomia e resultados do grupo que governa o Estado, mesmo com o peso eleitoral de Casagrande.

O evento de Camburi deixou uma mensagem objetiva: Pazolini decidiu disputar o segundo turno identificado com Flávio e com as principais lideranças da direita nacional. Até a votação de 25 de outubro, a campanha terá de explicar como essa aliança se traduz em decisões concretas para os moradores do Espírito Santo.

Em resumo

Onde ocorreu o ato político?

Na orla da Praia de Camburi, em Vitória, no sábado, 17 de outubro.

Quais candidatos participaram?

Lorenzo Pazolini participou ao lado do presidenciável Flávio Bolsonaro e de outras lideranças da direita.

Qual foi o efeito político do evento?

O ato tornou mais explícita a aliança de Pazolini com o bolsonarismo no segundo turno capixaba.

Quem disputa o governo do Espírito Santo?

Lorenzo Pazolini enfrenta Ricardo Ferraço na votação marcada para 25 de outubro.

A pauta estadual desapareceu do segundo turno?

Não. Apoios nacionais mobilizam as bases, mas propostas para segurança, saúde e infraestrutura continuam decisivas.

Fontes