Ato em Vitória consolida aliança entre Pazolini e Flávio
Mobilização na Praia de Camburi reuniu lideranças nacionais da direita e reforçou a estratégia de Lorenzo Pazolini no segundo turno capixaba.

Um ato de campanha na Praia de Camburi, em Vitória, reuniu no sábado (17) Lorenzo Pazolini, Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Nikolas Ferreira. A mobilização aproximou de forma explícita a disputa pelo governo do Espírito Santo da campanha presidencial na reta final do segundo turno.
A Tribuna Online acompanhou o percurso do trio elétrico e registrou Pazolini cantando músicas contra o PT e participando da animação conduzida por aliados. A Gazeta também avaliou que o evento consolidou uma aproximação política que já vinha sendo construída entre o ex-prefeito de Vitória e o candidato presidencial do PL.
O encontro, chamado pelos organizadores de “Bloquinho do 22”, ocupou trecho da Avenida Dante Michelini e atraiu apoiadores vestidos com as cores nacionais. Flávio discursou sobre a eleição presidencial, enquanto Pazolini buscou transferir a mobilização do grupo para a corrida estadual.
A presença de Tarcísio, Nikolas, Magno Malta, Damares Alves e outros nomes deu ao ato dimensão nacional. Para Pazolini, o palco serviu para apresentar uma coalizão mais nítida ao eleitor capixaba e reforçar sua identidade com a direita no momento em que a campanha exige definição.
Campanha estadual ganha reforço
Pazolini chegou ao segundo turno depois de obter 49,65% dos votos válidos na primeira etapa, segundo os números citados pela Folha Vitória. Ele disputa o Palácio Anchieta com Ricardo Ferraço, apoiado pelo governador Renato Casagrande.
A aliança com Flávio não nasceu no sábado. Os dois já haviam dividido agendas durante a pré-campanha, e o candidato presidencial havia declarado apoio ao projeto estadual de Pazolini. O ato de Camburi, porém, transformou essa parceria em imagem central da campanha.
A mudança de tom também tem peso local. Conhecido por uma comunicação mais controlada quando comandou a Prefeitura de Vitória, Pazolini adotou no trio gestos e palavras associados à mobilização bolsonarista. Isso pode aumentar o entusiasmo da base, mas também torna mais direta a cobrança sobre posições nacionais que ele incorpora à candidatura estadual.
Do outro lado, Ferraço intensificou agendas com Casagrande e lideranças de sua coligação. O segundo turno capixaba passa, assim, a expor dois campos de apoio com mais clareza, embora o eleitor ainda avalie questões próprias do Estado, como segurança, saúde, infraestrutura e equilíbrio fiscal.
Segundo turno concentra alianças
A participação de lideranças de fora do Espírito Santo é uma estratégia comum em eleições apertadas. Elas atraem público, ampliam a circulação de vídeos e ajudam a unificar militantes, mas não substituem a apresentação de propostas específicas para o governo estadual.
O desafio de Pazolini será converter a energia do ato em voto sem reduzir a eleição capixaba a uma extensão automática da disputa nacional. Para Ferraço, a tarefa será mostrar autonomia e resultados do grupo que governa o Estado, mesmo com o peso eleitoral de Casagrande.
O evento de Camburi deixou uma mensagem objetiva: Pazolini decidiu disputar o segundo turno identificado com Flávio e com as principais lideranças da direita nacional. Até a votação de 25 de outubro, a campanha terá de explicar como essa aliança se traduz em decisões concretas para os moradores do Espírito Santo.
Em resumo
Na orla da Praia de Camburi, em Vitória, no sábado, 17 de outubro.
Lorenzo Pazolini participou ao lado do presidenciável Flávio Bolsonaro e de outras lideranças da direita.
O ato tornou mais explícita a aliança de Pazolini com o bolsonarismo no segundo turno capixaba.
Lorenzo Pazolini enfrenta Ricardo Ferraço na votação marcada para 25 de outubro.
Não. Apoios nacionais mobilizam as bases, mas propostas para segurança, saúde e infraestrutura continuam decisivas.