Política Nacional · 2026-09-01 · Redação Notícia ES

Augusto Cury diz que quer enfrentar Lula no segundo turno e promete debate centrado em indicadores

Candidato do Avante afirma que levaria ao confronto temas como educação, violência contra a mulher, desigualdade, juros e juventude.

Augusto Cury diz que quer enfrentar Lula no segundo turno e promete debate centrado em indicadores
Augusto Cury diz que quer enfrentar Lula no segundo turno e promete debate centrado em indicadores

O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou que gostaria de disputar um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que, nesse cenário, pretende concentrar o confronto em indicadores sociais e econômicos, evitando ataques pessoais. A declaração foi dada em entrevista ao programa VEJA em Foco e ocorre no momento em que o escritor passou a registrar crescimento expressivo nas pesquisas.

Cury citou educação, violência contra a mulher, desigualdade salarial, juros e a situação dos jovens que não estudam nem trabalham como temas que levaria a um debate direto com Lula. A estratégia reforça a tentativa de se apresentar como alternativa à polarização entre o presidente e Flávio Bolsonaro.

Educação aparece no centro da crítica

O candidato usou indicadores educacionais para sustentar que o país precisa discutir resultados concretos, e não apenas programas anunciados. Mencionou o desempenho brasileiro em avaliações internacionais e voltou a defender valorização dos professores como parte de uma política de longo prazo.

O tema é recorrente em sua campanha. Cury, conhecido por livros na área de comportamento e educação emocional, procura ligar sua trajetória profissional a propostas para escolas e juventude. O desafio eleitoral é transformar conceitos amplos em medidas com desenho institucional, custo e metas verificáveis.

Violência contra a mulher e desigualdade

Outro eixo destacado foi a violência contra mulheres. O candidato afirmou que pretende cobrar respostas sobre feminicídios, agressões domésticas e desigualdade de renda. Também mencionou diferenças no acesso a crédito e no custo financeiro enfrentado por mulheres.

Parte dessas afirmações envolve indicadores que variam conforme a fonte e o período analisado. Em campanha, a cobrança sobre Cury e os demais presidenciáveis será apresentar referências precisas e mostrar quais políticas federais poderiam produzir resultados em áreas que também dependem de estados, municípios, Judiciário e forças de segurança.

Crescimento nas pesquisas muda o nível de cobrança

A declaração ganhou mais peso depois de pesquisas divulgadas no fim de agosto mostrarem Cury em patamar superior ao registrado no início da campanha. No BTG/Nexus, ele chegou a 11% em um cenário de primeiro turno; na AtlasIntel/Bloomberg, marcou 7,8%. As metodologias são diferentes e os números não devem ser comparados diretamente, mas ambos apontaram avanço.

Com a maior exposição, aumentaram também o escrutínio sobre suas propostas, equipe econômica e estratégia digital. Adversários passaram a observar com mais atenção a rápida expansão de seguidores e a participação de influenciadores na divulgação de conteúdo favorável ao candidato.

Segundo turno ainda é hipótese

Apesar do crescimento, Cury ainda aparece atrás de Lula e Flávio Bolsonaro nos principais levantamentos. Por isso, a discussão sobre o que diria num segundo turno é, neste momento, uma construção de campanha e não um cenário consolidado.

O efeito político da fala está em posicioná-lo como candidato que pretende disputar espaço diretamente com os dois líderes. Para sustentar essa trajetória, precisará manter crescimento nas próximas rodadas, ampliar estrutura nacional e detalhar propostas que hoje aparecem frequentemente em formato de diagnóstico ou princípio geral.

Fontes