Balanços do 3T26: O que esperar de Santander, Bradesco, Itaú e Banco do Brasil?
Após o forte rali das ações do setor impulsionado pelo cenário eleitoral, investidores voltam a concentrar atenções na evolução da inadimplência, da qualidade dos ativos e das despesas com provisões

A temporada de resultados dos grandes bancos brasileiros do terceiro trimestre de 2026 começa oficialmente em 22 de outubro, com a divulgação dos números do Bradesco ( BBDC4 ).
Após o forte rali das ações do setor impulsionado
Após o forte rali das ações do setor impulsionado pelo cenário eleitoral, investidores voltam a concentrar atenções na evolução da inadimplência, da qualidade dos ativos e das despesas com provisões.
O mercado monitora especialmente o avanço da inadimplência em um momento em que o ciclo de crédito mostra sinais de deterioração, com efeitos distintos entre os bancos privados e as instituições com maior exposição ao agronegócio.
Analistas avaliam que a qualidade da carteira de crédito e a capacidade de controlar o custo do risco serão determinantes para os resultados do trimestre.
No segundo trimestre deste ano, o Itaú ( ITUB4
No segundo trimestre deste ano, o Itaú ( ITUB4 ) permaneceu como a principal referência de rentabilidade do setor, enquanto o Banco do Brasil ( BBAS3 ) enfrentou pressões maiores ligadas ao crédito rural.
Já Bradesco ( BBDC4 ) e Santander ( SANB11 ) seguiram em processos de recuperação gradual, mas ainda convivendo com níveis mais elevados de provisões.
No final de setembro, dados do BC mostraram que a inadimplência no segmento de recursos livres chegou a 6,6% em agosto, renovando o maior nível da série histórica iniciada em março de 2011
O Goldman Sachs observa que as preocupações com o ciclo de crédito cresceram significativamente nos últimos meses.
Segundo a instituição, a inadimplência do sistema bancário subiu de 3,0% no fim de 2024 para 4,6% em junho de 2026, sendo que cerca de 60% da alta decorreu de deterioração efetiva da qualidade dos ativos.
Para o banco americano, o Itaú permanece como a principal escolha entre os grandes bancos brasileiros, enquanto o Bradesco recebe recomendação neutra e o Banco do Brasil segue como o nome que concentra os maiores riscos devido à exposição ao agronegócio e ao aumento das provisões.
O Itaú deve chegar à temporada de resultados mais uma vez como o destaque entre os grandes bancos. O Bradesco BBI projeta lucro líquido de R$ 12,5 bilhões, praticamente estável na comparação trimestral e 12% superior ao registrado um ano antes.
A expectativa é de crescimento moderado da carteira de crédito, melhora dos resultados de tesouraria e controle da inadimplência, apesar de alguma pressão sobre as receitas de serviços.
O Goldman Sachs também vê o Itaú como o banco mais bem posicionado do setor. A casa estima lucro praticamente estável no trimestre, com ROE de 23,3%, ante 24,3% no trimestre anterior.
Segundo os analistas, o banco combina a melhor qualidade de carteira entre seus pares, forte geração de capital e rentabilidade superior à concorrência.
Para o Bradesco, a expectativa é de continuidade da recuperação operacional, mas ainda pressionada pelas despesas com provisões. Segundo o Goldman Sachs, a margem financeira deve avançar cerca de 3% na comparação trimestral, refletindo uma leve melhora do NIM.
Por outro lado, o aumento do custo do risco deve limitar o crescimento do lucro. O banco americano projeta ROE de 15,5%, queda de 70 pontos-base frente ao trimestre anterior.
As receitas com tarifas devem seguir fracas, enquanto os negócios de seguros enfrentam uma base de comparação mais difícil.
O Santander divulgará seus dados dia 28 de outubro. O Bradesco BBI estima lucro líquido de R$ 2,7 bilhões, 13% abaixo do trimestre anterior e 33% inferior ao registrado um ano antes.
A casa acredita que a receita será pressionada pela piora da margem financeira com clientes e por resultados mais fracos de tesouraria. Apesar disso, custos administrativos controlados e leve recuperação das receitas de tarifas devem ajudar a compensar parte dos impactos.
Já o Goldman Sachs adota uma visão um pouco mais construtiva. O banco projeta lucro recorrente de R$ 3,2 bilhões e ROE de 13%, acima dos 12,3% observados no segundo trimestre.
Ainda assim, avalia que a recuperação segue limitada pelo elevado custo do risco e pela deterioração do crédito corporativo.
O Banco do Brasil continua sendo o banco que mais preocupa os analistas nesta temporada. O Bradesco BBI projeta lucro líquido de R$ 1,8 bilhão, mais de 50% inferior ao registrado no trimestre anterior e bem abaixo das expectativas do mercado.
Em resumo
A temporada de resultados dos grandes bancos brasileiros do terceiro trimestre de 2026 começa oficialmente em 22 de outubro, com a divulgação dos números do Bradesco ( BBDC4 ).
Após o forte rali das ações do setor impulsionado pelo cenário eleitoral, investidores voltam a concentrar atenções na evolução da inadimplência, da qualidade dos ativos e das despesas com provisões.
O mercado monitora especialmente o avanço da inadimplência em um momento em que o ciclo de crédito mostra sinais de deterioração, com efeitos distintos entre os bancos privados e as instituições com maior exposição ao agronegócio. Analistas avaliam que a qualidade da carteira de crédito e a capacidade de controlar o custo do risco serão determinantes para os
No segundo trimestre deste ano, o Itaú ( ITUB4 ) permaneceu como a principal referência de rentabilidade do setor, enquanto o Banco do Brasil ( BBAS3 ) enfrentou pressões maiores ligadas ao crédito rural. Já Bradesco ( BBDC4 ) e Santander ( SANB11 ) seguiram em processos de recuperação gradual, mas ainda convivendo com níveis mais elevados de provisões.
No final de setembro, dados do BC mostraram que a inadimplência no segmento de recursos livres chegou a 6,6% em agosto, renovando o maior nível da série histórica iniciada em março de 2011