Banco da Inglaterra eleva juros a 4,00% ao ano, 1º aumento desde 2023
Comitê decidiu por 8 votos a 1 elevar a taxa em 0,25 p.p.; inflação anual no Reino Unido está em 3,50%, ante meta de 2,00%.

Comitê inglês decidiu por 8 votos a 1 elevar a taxa em 0,25 p.p.; inflação anual no Reino Unido está em 3,50%, ante meta de 2,00%
Os números do levantamento
O BoE (Banco da Inglaterra) elevou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, de 3,75% para 4,00% ao ano, nesta 5ª feira (5.nov.2026). É o 1º aumento desde agosto de 2023.
A decisão do Comitê de Política Monetária (MPC, na sigla em inglês) foi tomada por 8 votos a 1. Catherine Mann votou por uma alta de 0,50 p.p., o que levaria a taxa a 4,25% ao ano.
Segundo o BoE, a decisão responde ao prolongamento do conflito no Oriente Médio, que entrou no 9º mês, e à atividade econômica doméstica mais forte do que o esperado.
Impactos e informações adicionais
Na ata, o comitê afirma que o PIB foi impulsionado pela demanda externa por exportações do Reino Unido e por investimentos em IA (inteligência artificial). Leia a íntegra (PDF – 400 KB).
No cenário adverso, os preços de energia permanecem elevados por novos choques geopolíticos, com fortes efeitos sobre os salários.
Já no de demanda fraca, o PIB perde fôlego com a renda comprimida e as hipotecas mais caras, a ociosidade aumenta e o repasse de custos ao consumidor é contido.
Segundo dados do BoE, a taxa era de 6,00% em janeiro de 2001 e chegou a 5,75% em agosto de 2007, patamar mantido até dezembro daquele ano. Foi reduzida a 0,50% em março de 2009 e atingiu a mínima histórica de 0,10% em março de 2020.
O ciclo de alta pós-pandemia começou em dezembro de 2021, quando a taxa subiu para 0,25%, e levou a 5,25% em agosto de 2023. Os cortes começaram em agosto de 2024 (5,00%) e a taxa chegou a 3,75% em dezembro de 2025.
O BoE se junta ao Fed (Federal Reserve), dos Estados Unidos, ao BCE (Banco Central Europeu) e ao BOJ (Banco do Japão), que reajustaram ou endureceram após a escalada no Oriente Médio.
Segundo o BoE, nos 15 dias úteis anteriores à reunião, o petróleo Brent teve média de US$ 108 por barril, 38% acima da projeção de julho, e o gás natural no Reino Unido chegou a 216 pence por therm, 81% acima da projeção de julho.
Do total de 3,5% da inflação de setembro, 1,0 p.p. decorre diretamente da alta dos combustíveis, segundo o banco.
O comunicado do comitê afirma que os efeitos diretos da alta da energia são claros, mas que há poucas evidências de efeitos sobre outros preços e salários. Para a instituição, a pressão inflacionária em formação é suficiente para justificar o aumento.
A ata diz que muitas empresas absorvem os custos com redução de margens de lucro e contratos de energia de longo prazo a preço fixo. Segundo o BoE, essas proteções são temporárias e o risco de repasse aos preços ao consumidor aumentou.
O comitê avaliou o Orçamento do governo britânico, apresentado em 28 de outubro. A equipe técnica do BoE estima que o pacote reduza em 0,25 p.p. o Índice de Preços ao Consumidor até o 2º trimestre de 2027.
As taxas de hipotecas fixas de 2 anos subiram quase 50 pontos-base, ou 0,50 ponto percentual, desde setembro.
Em resumo
Comitê inglês decidiu por 8 votos a 1 elevar a taxa em 0,25 p.p.; inflação anual no Reino Unido está em 3,50%, ante meta de 2,00%
O BoE (Banco da Inglaterra) elevou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, de 3,75% para 4,00% ao ano, nesta 5ª feira (5.nov.2026). É o 1º aumento desde agosto de 2023. A decisão do Comitê de Política Monetária (MPC, na sigla em inglês) foi tomada por 8 votos a 1. Catherine Mann votou por uma alta de 0,50 p.p., o que levaria a taxa a 4,25% ao ano.
Segundo o BoE, a decisão responde ao prolongamento do conflito no Oriente Médio, que entrou no 9º mês, e à atividade econômica doméstica mais forte do que o esperado. Na ata, o comitê afirma que o PIB foi impulsionado pela demanda externa por exportações do Reino Unido e por investimentos em IA (inteligência artificial). Leia a íntegra (PDF – 400 KB).
No cenário adverso, os preços de energia permanecem elevados por novos choques geopolíticos, com fortes efeitos sobre os salários. Já no de demanda fraca, o PIB perde fôlego com a renda comprimida e as hipotecas mais caras, a ociosidade aumenta e o repasse de custos ao consumidor é contido.
Segundo dados do BoE, a taxa era de 6,00% em janeiro de 2001 e chegou a 5,75% em agosto de 2007, patamar mantido até dezembro daquele ano. Foi reduzida a 0,50% em março de 2009 e atingiu a mínima histórica de 0,10% em março de 2020.