Economia · 2026-10-11 · Redação Notícia ES

Banco Mundial negocia ajuda contra crise com 30 a 40 países

Ajay Banga diz que guerra pressiona países em desenvolvimento já afetados por juros altos e consequências da pandemia. Leia no Poder360.

Banco Mundial negocia ajuda contra crise com 30 a 40 países
Banco Mundial negocia ajuda contra crise com 30 a 40 países

Ajay Banga diz que guerra pressiona países em desenvolvimento já afetados por juros altos e consequências da pandemia

Banco Mundial está negociando com 30 a 40 países

O Banco Mundial está negociando com 30 a 40 países possíveis pacotes de ajuda emergencial para enfrentar os choques no setor energético e a alta de preços provocados pela guerra no Oriente Médio.

A informação foi divulgada pelo presidente da instituição, Ajay Banga , em entrevista à Reuters publicada neste domingo (11.out.2026).

A entrevista foi concedida às vésperas das reuniões anuais do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial, realizadas em Bangcoc, na Tailândia.

Economia global se mostrou relativamente resiliente desde o início

Segundo Banga, a economia global se mostrou relativamente resiliente desde o início do conflito no Oriente Médio , em parte por causa dos grandes investimentos em inteligência artificial e dos ajustes na oferta e na demanda por petróleo.

Por isso, poucos países chegaram a recorrer aos US$ 25 bilhões em recursos emergenciais disponibilizados pelo Banco Mundial quando a guerra eclodiu , no fim de fevereiro.

O cenário, no entanto, está se complicando. A alta nos preços do diesel e dos fertilizantes, somada à iminência do El Niño , pressiona os países em desenvolvimento, que já enfrentam juros elevados e têm as contas públicas desgastadas pelos efeitos da pandemia de Covid-19 e pelo ciclo inflacionário que se seguiu à invasão da Ucrânia pela Rússia.

“Há pressão, e por isso acho que, nos próximos meses, mais países virão buscar alguma fatia desses primeiros US$ 50 a US$ 60 bilhões” , disse Banga.

O presidente do Banco Mundial se referia aos US$ 25 bilhões iniciais, somados a outros US$ 35 bilhões que os países poderiam acessar por meio do redirecionamento de recursos de projetos já aprovados pela instituição.

“Vamos ver, mas estamos prontos. Estamos engajados. Estamos tendo conversas com vários deles. De 30 a 40 países estão em diálogo conosco” , acrescentou.

Se a situação piorar, o Banco Mundial poderá disponibilizar até US$ 100 bilhões, superando os US$ 70 bilhões desembolsados durante a pandemia, afirmou Banga.

Estimativas do Banco Mundial apontam que os países em desenvolvimento devem cerca de US$ 400 bilhões a credores externos em 2026. Os pagamentos de juros correspondem a cerca de 1/3 desse total.

No campo da mobilização de capital privado, o Banco Mundial anunciou, no mês passado, ter captado um recorde de US$ 112 bilhões em capital privado no ano encerrado em junho, ante US$ 69 bilhões no período anterior.

Somados aos US$ 123 bilhões investidos com recursos próprios da instituição no mesmo período, os valores totalizaram US$ 235 bilhões.

O crescimento foi mais expressivo em projetos em países de renda média-alta, como Argentina e Índia, que responderam por US$ 50 bilhões do capital privado captado.

Países de renda média-baixa, como Bangladesh e Angola, contabilizaram US$ 37 bilhões. Já os países de baixa renda receberam apenas cerca de US$ 3 bilhões.

“Nos países menores, o capital não se multiplicou o suficiente, e há desafios” , reconheceu Banga. Ele anunciou novas iniciativas a serem apresentadas durante a semana, voltadas a ampliar o acesso ao capital privado por micro, pequenas e médias empresas.

Regionalmente, a maior expansão ocorreu na América Latina e no Caribe, com US$ 36,3 bilhões, seguida por África (US$ 22 bilhões), Europa e Ásia Central (US$ 21,3 bilhões) e Ásia do Sul (US$ 19,2 bilhões).

Em resumo

O que aconteceu?

Ajay Banga diz que guerra pressiona países em desenvolvimento já afetados por juros altos e consequências da pandemia

Qual é o ponto principal?

O Banco Mundial está negociando com 30 a 40 países possíveis pacotes de ajuda emergencial para enfrentar os choques no setor energético e a alta de preços provocados pela guerra no Oriente Médio. A informação foi divulgada pelo presidente da instituição, Ajay Banga , em entrevista à Reuters publicada neste domingo (11.out.2026).

Quais são os dados mais importantes?

A entrevista foi concedida às vésperas das reuniões anuais do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial, realizadas em Bangcoc, na Tailândia.

Qual é o contexto?

Segundo Banga, a economia global se mostrou relativamente resiliente desde o início do conflito no Oriente Médio , em parte por causa dos grandes investimentos em inteligência artificial e dos ajustes na oferta e na demanda por petróleo.

Quais são os próximos desdobramentos?

Por isso, poucos países chegaram a recorrer aos US$ 25 bilhões em recursos emergenciais disponibilizados pelo Banco Mundial quando a guerra eclodiu , no fim de fevereiro.

Fontes