Barros vence no Paraná; Deltan fica com segunda vaga sob recurso
Filipe Barros lidera a votação para o Senado no Paraná, e Deltan Dallagnol ocupa a segunda posição com registro deferido sob recurso.

Filipe Barros (PL) liderou a eleição para o Senado no Paraná neste domingo, 4 de outubro, e Deltan Dallagnol (Novo) ficou com a segunda vaga. A apuração consolidou os dois nomes à frente dos demais concorrentes, mas a situação jurídica de Dallagnol ainda depende de decisão definitiva da Justiça Eleitoral.
A Revista Oeste informou que, com 94,06% das urnas apuradas, Barros somava 2.973.039 votos, ou 27,39% dos válidos, e Dallagnol tinha 2.747.017, equivalentes a 25,31%. O Poder360 e a apuração do UOL também confirmaram a liderança dos dois em atualizações anteriores da contagem.
Alexandre Curi (Republicanos) aparecia em terceiro, seguido por Gleisi Hoffmann (PT). A diferença registrada quando mais de nove em cada dez seções já haviam sido totalizadas tornou os dois primeiros inalcançáveis na disputa pelas cadeiras.
Duas cadeiras definem nova bancada
Na eleição de 2026, cada estado e o Distrito Federal escolhem dois senadores. O sistema é majoritário e não prevê segundo turno: os dois candidatos mais votados conquistam mandatos de oito anos. A renovação alcança 54 das 81 cadeiras da Casa.
Barros e Dallagnol devem ocupar os lugares atualmente exercidos por Flávio Arns e Oriovisto Guimarães, eleitos em 2018. A terceira cadeira da bancada paranaense pertence a Sergio Moro, eleito em 2022 e com mandato previsto até 2031.
Os dois candidatos concorreram na aliança formada em torno da candidatura de Moro ao governo do Paraná. Barros chegou à disputa como deputado federal do PL; Dallagnol, filiado ao Novo, apresentou como eixo político sua atuação anterior no Ministério Público Federal e na força-tarefa da Lava Jato.
Registro segue sob julgamento
A ressalva jurídica atinge especificamente Dallagnol. Na véspera da eleição, uma decisão individual do ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral, havia indeferido a candidatura. No domingo, o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, revogou a medida, e o registro voltou à condição de deferido com recurso.
Essa alteração permitiu que os votos fossem contabilizados normalmente na apuração. Ela não encerrou o processo: a validade definitiva da eleição de Dallagnol continua subordinada ao julgamento final da Justiça Eleitoral. Por isso, o resultado político e a situação processual precisam ser apresentados juntos.
Barros foi vereador de Londrina antes de se eleger deputado federal em 2018 e conquistar a reeleição em 2022. Dallagnol foi procurador da República e elegeu-se deputado federal em 2022, mas perdeu o mandato no ano seguinte após o TSE indeferir o registro daquela candidatura.
Com a votação encerrada, o quadro imediato é de vitória de Barros e segunda colocação de Dallagnol. A composição da bancada do Paraná no Senado está definida pelas urnas, enquanto a cadeira atribuída ao candidato do Novo permanece acompanhada de uma condição judicial expressa.
Em resumo
Filipe Barros liderou a votação, e Deltan Dallagnol ficou com a segunda das duas vagas em disputa.
Com 94,06% das urnas apuradas, Barros tinha 2.973.039 votos e Dallagnol, 2.747.017.
Porque seu registro está deferido com recurso, e a validade definitiva da eleição ainda depende da Justiça Eleitoral.
Duas cadeiras, com mandatos de oito anos e eleição em turno único.
Sergio Moro ocupa a terceira cadeira da bancada, com mandato previsto até 2031.