BBAS3 agora é venda, BBDC4 neutro e ITUB4 preferido: Citi revisa bancões após eleição
Preocupação com a qualidade dos ativos, especialmente na carteira ligada ao agronegócio, levou à redução de exposição

O Citi promoveu uma ampla revisão em sua cobertura do setor financeiro brasileiro após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ajustando suas recomendações para um cenário de juros elevados por mais tempo e maior incerteza fiscal.
Em relatório divulgado nesta terça-feira, o banco reforçou
Em relatório divulgado nesta terça-feira, o banco reforçou uma postura defensiva, priorizando companhias com geração de caixa previsível, lucros resilientes e menor sensibilidade ao aumento do custo de capital.
Entre as seguradas, foram elevadas as recomendações de Caixa Seguridade ( CXSE3 ) e Porto Seguro ( PSSA3 ) para compra.
Na avaliação do Citi, as duas empresas oferecem um perfil mais defensivo em um ambiente macroeconômico adverso, combinando resultados previsíveis, elevada geração de caixa e dividendos atrativos.
Caixa Seguridade se destaca por seu modelo de negócios
Segundo os analistas, a Caixa Seguridade se destaca por seu modelo de negócios leve em capital e pela elevada previsibilidade dos resultados, enquanto a Porto Seguro deve se beneficiar não apenas da diversificação de suas operações, mas também do aumento das receitas financeiras em um contexto de juros mais altos.
Analistas também ficam de olho nos resultados do banco estatal, a serem divulgados dia 11 de novembro
Por outro lado, o banco reduziu sua exposição a empresas mais ligadas ao mercado de capitais e ao crescimento econômico.
O Citi rebaixou as recomendações de XP (XP), B3 ( B3SA3 ), Bradesco ( BBDC4 ), BR Partners ( BRBI11 ) e PagSeguro para neutra, argumentando que o novo cenário tende a pressionar o apetite por risco, as emissões no mercado de capitais, a atividade de negociação e os fluxos para produtos de investimento.
Embora reconheça a qualidade dos negócios de XP e B3, o banco avalia que o ambiente operacional se tornou menos favorável para empresas dependentes de volumes de negociação, captações e expansão da base de investidores.
Entre os grandes bancos, o Itaú Unibanco ( ITUB4 ) permaneceu como a principal recomendação do Citi.
Os analistas destacam a qualidade dos lucros, a disciplina na concessão de crédito e a robusta posição de capital do banco, características consideradas especialmente importantes em um momento de maior deterioração das condições financeiras.
Na direção oposta, o Citi rebaixou Banco do Brasil ( BBAS3 ) para venda, com aumento das preocupações com a qualidade dos ativos, especialmente na carteira ligada ao agronegócio, além de maior exposição a riscos políticos e de eventuais mudanças de política pública.
O relatório também trouxe um rebaixamento para o Bradesco ( BBDC4 ), que passou a ter recomendação neutra.
O Citi também reiterou uma visão mais conservadora para bancos digitais e empresas financeiras com perfil de crescimento.
Segundo o banco, o atual ambiente favorece companhias com rentabilidade já comprovada, em detrimento de modelos mais dependentes de expansão futura.
Por isso, a instituição manteve cautela com os bancos digitais e destacou que empresas como PagSeguro e Stone tendem a ser mais vulneráveis ao enfraquecimento das condições de crédito, ao aumento dos custos de captação e às taxas de desconto mais elevadas usadas pelos investidores para avaliar empresas de crescimento.
Na avaliação do Citi, apesar de grande parte do ajuste de valuations já ter ocorrido após a forte reação negativa do mercado à eleição, a combinação de incerteza fiscal e juros elevados justifica prêmios de risco mais altos para os ativos brasileiros.
Nesse contexto, o banco recomenda priorizar empresas com geração de caixa no curto prazo, capacidade de distribuição de dividendos e menor dependência de um ciclo econômico mais favorável.
Em resumo
O Citi promoveu uma ampla revisão em sua cobertura do setor financeiro brasileiro após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ajustando suas recomendações para um cenário de juros elevados por mais tempo e maior incerteza fiscal. Em relatório divulgado nesta terça-feira, o banco reforçou uma postura defensiva, priorizando companhias com geração
Entre as seguradas, foram elevadas as recomendações de Caixa Seguridade ( CXSE3 ) e Porto Seguro ( PSSA3 ) para compra. Na avaliação do Citi, as duas empresas oferecem um perfil mais defensivo em um ambiente macroeconômico adverso, combinando resultados previsíveis, elevada geração de caixa e dividendos atrativos.
Segundo os analistas, a Caixa Seguridade se destaca por seu modelo de negócios leve em capital e pela elevada previsibilidade dos resultados, enquanto a Porto Seguro deve se beneficiar não apenas da diversificação de suas operações, mas também do aumento das receitas financeiras em um contexto de juros mais altos.
Analistas também ficam de olho nos resultados do banco estatal, a serem divulgados dia 11 de novembro
Por outro lado, o banco reduziu sua exposição a empresas mais ligadas ao mercado de capitais e ao crescimento econômico. O Citi rebaixou as recomendações de XP (XP), B3 ( B3SA3 ), Bradesco ( BBDC4 ), BR Partners ( BRBI11 ) e PagSeguro para neutra, argumentando que o novo cenário tende a pressionar o apetite por risco, as emissões no mercado de capitais, a at