Boletim de urna permite conferir a totalização
Documento impresso em cada seção mostra a votação local e pode ser comparado com os dados publicados pelo TSE

Qualquer eleitor pode conferir, depois do encerramento da votação deste domingo (4), se os números de uma seção eleitoral foram incorporados corretamente à totalização. A verificação parte do boletim de urna impresso pelo equipamento ao fim dos trabalhos.
A Agência Brasil explicou o procedimento com base nas orientações do secretário de Tecnologia da Informação do TRE-RJ, Michel Kovacs. A Resolução TSE nº 23.751 também determina a publicação dos boletins recebidos e permite comparar a via impressa ou o código bidimensional com os dados disponibilizados na internet.
O boletim registra o total de votos de cada candidatura e legenda naquela seção, além dos votos brancos, nulos e do comparecimento. Ele não revela a escolha de cada pessoa, porque apresenta somente totais agregados e mantém o sigilo do voto.
Resultado nasce em cada seção
Quando o presidente da mesa encerra a votação, a urna grava os arquivos de resultado e imprime vias do boletim. Uma cópia fica afixada no local para consulta pública, enquanto fiscais de partidos podem receber outras vias conforme as regras eleitorais.
Os dados são enviados à rede da Justiça Eleitoral e processados pelo Sistema de Gerenciamento da Totalização. A soma dos boletins das seções forma o resultado apresentado para cada município, estado e cargo em disputa.
A transmissão não altera os votos registrados. O arquivo chega ao centro de recebimento, passa por verificações de autenticidade e é incorporado ao conjunto da circunscrição. A totalização, portanto, organiza e soma resultados já apurados em cada urna.
Antes do início desse processamento, a Justiça Eleitoral emite a zerésima do sistema de totalização. O relatório demonstra que não existe voto previamente computado e pode ser acompanhado por partidos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil e outros fiscalizadores habilitados.
Conferência pode ser pública
O eleitor pode fotografar o boletim afixado ou usar o aplicativo Boletim na Mão para ler o código bidimensional impresso. Depois, compara os números coletados no local com o boletim correspondente publicado no portal do TSE.
A resolução das eleições de 2026 afirma que a coincidência pode ser verificada tanto pela via em papel quanto pela leitura do código. Também permite que pessoas e entidades independentes desenvolvam ferramentas para ler os boletins e tratar os dados.
Esse controle não substitui a fiscalização institucional, mas acrescenta uma camada pública de verificação. Partidos, federações, coligações, Ministério Público e OAB têm direito amplo de acompanhar a transmissão e a totalização, enquanto cidadãos e imprensa podem observar os procedimentos sem interferir no trabalho técnico.
Uma divergência deve ser documentada com a identificação correta de município, zona e seção. Comparações entre boletins diferentes não demonstram erro; é necessário confrontar a cópia do mesmo local de votação com o arquivo equivalente disponibilizado pelo tribunal.
O TSE publica os boletins enviados durante a totalização e, após o resultado final, mantém os documentos para comparação. Os relatórios também indicam seções anuladas, não apuradas ou processadas por procedimento de contingência.
A divulgação oficial dos resultados começa a partir das 17h pelo horário de Brasília. O boletim de urna permite acompanhar a formação desse resultado desde a unidade básica: a soma registrada em cada seção eleitoral.
Em resumo
É o documento emitido no encerramento da seção com os totais de votos, comparecimento, brancos e nulos.
Não. Ele apresenta apenas resultados agregados da seção e preserva o sigilo individual.
O cidadão pode fotografar o boletim ou ler seu código com o aplicativo Boletim na Mão e compará-lo com o arquivo do TSE.
É o processamento e a soma dos boletins produzidos pelas seções eleitorais.
A divulgação dos resultados das eleições de 2026 começa a partir das 17h pelo horário de Brasília.