Bolsa desaba quase 14% com vitória de Lula; dólar fecha em R$ 5,40
Pregão teve forte reprecificação dos ativos e circuit breaker e saiu do patamar dos 200 mil pontos para 176 mil pontos. Leia no Poder360.

Pregão teve forte reprecificação dos ativos e circuit breaker e saiu do patamar dos 200 mil pontos para 176 mil pontos
Ibovespa, principal índice da B3 (Bolsa de Valores
O Ibovespa, principal índice da B3 (Bolsa de Valores do Brasil), desabou 13,88% nesta 2ª feira (26.out.2026), aos 176.608,23 pontos.
Com a queda durante o pregão foi acionado o circuit breaker – interrupção das negociações por 30 minutos– após o índice recuar mais de 10% nos primeiros minutos do pregão.
O dólar fechou em R$ 5,403, alta de 8,21%. A moeda norte-americana registrou máxima de R$ 5,605 e mínima de R$ 5,392.
Forte reação dos mercados ocorreu depois
A forte reação dos mercados ocorreu depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo (25.out). O petista recebeu 51,78% dos votos válidos, contra 48,22% do senador Flávio Bolsonaro (PL).
A vitória de Lula surpreendeu o mercado, já que o candidato do PL terminou o 1º turno à frente e também liderava as pesquisas eleitorais do 2º turno.
Com o resultado, o mercado passou a reavaliar as perspectivas para a política fiscal, os juros e o câmbio no próximo mandato. Os investidores esperavam que um possível governo de Flávio seria mais disciplinado com as contas públicas.
A B3 interrompeu as negociações depois de o Ibovespa registrar queda superior a 10% em relação ao fechamento anterior. Pelas regras, o mecanismo suspende as operações por 30 minutos nesse patamar. Uma nova interrupção pode ocorrer se o recuo atingir 15%.
Para a sessão desta 2ª feira, a B3 anunciou um limite de 20% para o acionamento do mecanismo pela 2ª vez.
O circuit breaker é utilizado para interromper temporariamente as negociações em momentos de forte volatilidade. A medida busca dar tempo para que os investidores reavaliem suas decisões e reduzir o risco de movimentos desordenados no mercado.
A última vez que a bolsa brasileira havia acionado o mecanismo foi em março de 2020, durante a pandemia de covid-19 . Naquele mês, as interrupções ocorreram 6 vezes, em meio à turbulência nos mercados internacionais.
Os contratos de juros futuros também registraram fortes altas, com alguns atingindo os limites de oscilação da B3.
A curva de juros chegou a subir mais de 260 pontos-base em média. O movimento pressionou ainda mais papéis ligados ao consumo.
Os juros futuros refletem as expectativas dos investidores para as taxas de juros nos próximos meses e anos.
Embora não representem uma alteração imediata da Selic, taxa básica definida pelo Banco Central , podem influenciar o custo de empréstimos, financiamentos e captações das empresas.
Diante da disparada das taxas, o Tesouro Nacional realizou uma operação de recompra de títulos públicos que movimentou cerca de R$ 7,1 bilhões. Foram recomprados 8,4 milhões de títulos prefixados.
A operação buscou reduzir a pressão sobre os preços dos papéis. No mercado de títulos públicos, a queda dos preços corresponde a uma alta das taxas de rendimento.
Além da incerteza sobre as próximas decisões fiscais do governo Lula, a possibilidade de questionamentos judiciais sobre o resultado eleitoral também é vista como um fator de incerteza para os mercados.
Em resumo
Pregão teve forte reprecificação dos ativos e circuit breaker e saiu do patamar dos 200 mil pontos para 176 mil pontos
O Ibovespa, principal índice da B3 (Bolsa de Valores do Brasil), desabou 13,88% nesta 2ª feira (26.out.2026), aos 176.608,23 pontos. Com a queda durante o pregão foi acionado o circuit breaker – interrupção das negociações por 30 minutos– após o índice recuar mais de 10% nos primeiros minutos do pregão.
O dólar fechou em R$ 5,403, alta de 8,21%. A moeda norte-americana registrou máxima de R$ 5,605 e mínima de R$ 5,392.
A forte reação dos mercados ocorreu depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo (25.out). O petista recebeu 51,78% dos votos válidos, contra 48,22% do senador Flávio Bolsonaro (PL).
A vitória de Lula surpreendeu o mercado, já que o candidato do PL terminou o 1º turno à frente e também liderava as pesquisas eleitorais do 2º turno.