Economia · 2026-10-05 · Redação Notícia ES

Bradesco aprova aumento de capital de R$ 10 bilhões

Conselho homologou a subscrição de 604,8 milhões de novas ações; capital social chegará a R$ 103,77 bilhões após aval do Banco Central.

Bradesco aprova aumento de capital de R$ 10 bilhões
Bradesco aprova aumento de capital de R$ 10 bilhões

O conselho de administração do Bradesco homologou nesta segunda-feira (5) um aumento de capital de R$ 10 bilhões, concluindo a etapa de subscrição de novas ações pelos investidores. A operação ainda depende da homologação do Banco Central para produzir seus efeitos finais.

O Poder360 informou que o capital social passará de R$ 93,77 bilhões para R$ 103,77 bilhões depois do aval regulatório. O UOL confirmou os valores, a quantidade de ações emitidas e a necessidade de aprovação do Banco Central antes da conclusão da mudança.

Foram subscritas 604.852.753 ações. Desse total, 302.876.396 são ordinárias, com direito a voto, ao preço unitário de R$ 15,43; outras 301.976.357 são preferenciais, negociadas a R$ 17,64 por ação.

Subscrição define nova estrutura

Com a operação, o banco passará a ter 11.196.864.781 ações, divididas entre 5.606.747.177 papéis ordinários e 5.590.117.604 preferenciais. A mudança amplia a base de capital registrada no balanço e altera a quantidade total de ações em circulação.

O aumento foi feito por subscrição, mecanismo no qual acionistas e demais investidores habilitados aportam recursos para adquirir novos papéis. Não se trata de receita obtida com clientes nem de lucro gerado pelas atividades bancárias; é uma captação incorporada ao patrimônio da instituição.

Os preços das ações ordinárias e preferenciais foram definidos separadamente porque os dois tipos de papel têm direitos diferentes e cotações próprias. As ordinárias dão voto nas assembleias, enquanto as preferenciais seguem as condições previstas no estatuto para prioridade econômica.

A emissão também pode provocar diluição para o acionista que não acompanhou a oferta. Isso ocorre porque o número total de ações cresce e a participação percentual de cada investidor pode diminuir, ainda que o valor absoluto de seus papéis permaneça o mesmo.

Operação depende do Banco Central

A homologação interna pelo conselho confirma que a subscrição foi realizada nos termos aprovados pela companhia. O aumento, porém, só será incorporado definitivamente ao capital social depois do exame do Banco Central, autoridade responsável por supervisionar a solidez das instituições financeiras.

O reforço de capital amplia a capacidade do banco de absorver riscos, sustentar a carteira de crédito e cumprir exigências prudenciais. A medida não significa, por si só, que todo o valor será imediatamente transformado em novos empréstimos, porque a alocação depende da demanda, do risco dos clientes e da estratégia da instituição.

Para os investidores, a etapa regulatória será o próximo marco objetivo. Após a aprovação, a companhia poderá formalizar a nova cifra de capital e a estrutura acionária resultante da emissão nos registros societários e nas informações prestadas ao mercado.

A operação eleva o capital em cerca de 10,7% sobre a base anterior de R$ 93,77 bilhões. O efeito econômico de longo prazo dependerá de como os recursos serão empregados e de sua contribuição para rentabilidade, segurança patrimonial e crescimento das atividades do banco.

Em resumo

Qual foi o aumento de capital aprovado pelo Bradesco?

O conselho homologou um aumento de R$ 10 bilhões.

Para quanto sobe o capital social?

O capital passará de R$ 93,77 bilhões para R$ 103,77 bilhões após a aprovação regulatória.

Quantas ações foram subscritas?

Foram subscritas 604.852.753 novas ações ordinárias e preferenciais.

A operação já está concluída?

Ainda não. O aumento depende da homologação do Banco Central.

O aumento de capital é lucro do banco?

Não. É um aporte feito por meio da subscrição de novas ações e incorporado ao patrimônio.

Fontes