Economia · 2026-10-08 · Redação Notícia ES

Brasil lidera alta global das viagens corporativas

Projeção aponta avanço de 13,8% nos gastos empresariais com deslocamentos no país, para US$ 35,8 bilhões em 2026

Brasil lidera alta global das viagens corporativas
Brasil lidera alta global das viagens corporativas

O Brasil deve registrar em 2026 o maior crescimento dos gastos com viagens corporativas entre os 15 principais mercados mundiais. A projeção indica alta de 13,8%, com despesas de US$ 35,8 bilhões, ante US$ 31,5 bilhões no ano anterior.

Os números foram publicados pela Veja nesta quinta-feira (8) com base na 18ª edição do GBTA Business Travel Index, produzido pela Global Business Travel Association em parceria com a Visa. A própria GBTA confirma o valor brasileiro e a liderança do país na América Latina.

Gastos avançam acima da média

A expansão prevista para o Brasil supera as estimativas para Austrália, Coreia do Sul, Turquia e Japão. Também fica acima do crescimento latino-americano, calculado em cerca de 11%, e da média mundial apresentada no levantamento.

O Brasil é o único mercado latino-americano situado entre os 15 maiores do mundo em viagens de negócios. Para toda a região, a GBTA projeta gastos de US$ 67,7 bilhões em 2026 e aproximadamente 64 milhões de viagens corporativas originadas em países latino-americanos.

O relatório relaciona o avanço regional à atividade de setores como indústria, administração pública, defesa, construção, varejo e agronegócio. A posição brasileira como exportador de energia e a melhora das condições econômicas argentinas também aparecem entre os fatores que favorecem os deslocamentos.

Em escala global, os gastos com viagens corporativas devem chegar a US$ 1,71 trilhão neste ano. A projeção divulgada aponta que o mercado poderá atingir US$ 2 trilhões até 2030, acompanhando a retomada dos investimentos e a reorganização das cadeias produtivas.

Digitalização acompanha a expansão

O aumento das viagens amplia a demanda por controle financeiro dentro das empresas. Pagamentos, prestação de contas, captura de comprovantes e conciliação de despesas passam a exigir sistemas capazes de acompanhar transações realizadas por funcionários em diferentes cidades e países.

A pesquisa foi elaborada pela Rockport Analytics e acompanha tendências de 44 setores econômicos em 72 países. O estudo também ouviu mais de 4,7 mil viajantes corporativos em 66 mercados, combinando projeções de gastos e avaliação das rotinas profissionais.

A Visa, parceira do levantamento, afirma que plataformas integradas e cartões corporativos podem tornar os pagamentos mais rastreáveis e transparentes. A empresa lançou no Brasil uma solução voltada à emissão de cartões virtuais, definição de limites e acompanhamento de despesas em tempo real.

Para as companhias, a digitalização pode reduzir procedimentos manuais e melhorar a governança sobre recursos destinados a passagens, hospedagem, alimentação e transporte. A pressão por eficiência cresce na mesma proporção em que mais profissionais voltam a viajar a serviço.

A liderança brasileira, portanto, mede mais do que o movimento em aeroportos e hotéis. Ela indica uma retomada dos investimentos presenciais, mas também exige que empresas adaptem processos de controle, segurança e prestação de contas ao novo volume de deslocamentos.

Em resumo

Quanto o Brasil gastará em viagens corporativas?

A projeção para 2026 é de US$ 35,8 bilhões.

Qual é o crescimento previsto para o país?

A estimativa aponta alta de 13,8% em relação a 2025.

Como o Brasil aparece no ranking regional?

O país é o único mercado da América Latina entre os 15 maiores do mundo.

Qual é a projeção para a América Latina?

A GBTA estima gastos de US$ 67,7 bilhões na região em 2026.

Quem produziu o levantamento?

O índice é da GBTA, elaborado pela Rockport Analytics em parceria com a Visa.

Fontes