Brasil pode voltar ao grupo das oito maiores economias em 2027
Projeção do FMI coloca o PIB nominal brasileiro em US$ 2,8 trilhões no próximo ano, acima das estimativas para Itália e Rússia.

O Brasil poderá subir da décima para a oitava posição entre as maiores economias do mundo em 2027. A projeção divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Fundo Monetário Internacional estima o Produto Interno Bruto brasileiro em US$ 2,8 trilhões no próximo ano.
A Veja noticiou que o país ficaria à frente de Itália e Rússia no ranking calculado em dólares. Os números também constam da edição de outubro da base World Economic Outlook do FMI, que estima o PIB nominal brasileiro em US$ 2,65 trilhões em 2026.
A mudança representaria avanço de duas posições em um ano. Para 2027, a estimativa usada na comparação é de US$ 2,77 trilhões para a Itália e de US$ 2,68 trilhões para a Rússia, valores inferiores ao projetado para o Brasil.
A oitava colocação deverá ser mantida até 2031 se as previsões se confirmarem. A base indica US$ 2,9 trilhões em 2028, US$ 3,06 trilhões em 2029, US$ 3,22 trilhões em 2030 e US$ 3,4 trilhões em 2031 para a economia brasileira.
Projeção mede valores nominais
O levantamento compara o PIB a preços correntes convertido em dólares. Esse método mede o valor monetário da produção de bens e serviços de cada país, mas não equivale a uma classificação por poder de compra nem informa, sozinho, quanto a população ganhou em renda ou bem-estar.
A posição brasileira poderá variar mesmo que a atividade econômica avance conforme o previsto. Mudanças no câmbio alteram o valor do PIB quando ele é convertido da moeda nacional para dólares, enquanto revisões estatísticas e diferenças de inflação também afetam a comparação internacional.
O próprio FMI prevê crescimento real de 2,2% para o Brasil em 2026 e de 1,9% em 2027. Portanto, o avanço no ranking nominal não significa aceleração do ritmo de crescimento; ele combina expansão econômica, nível de preços e conversão cambial.
O Brasil já ocupou posição mais alta. Em 2011, chegou ao sexto lugar, mas perdeu espaço nos anos seguintes em meio a recessões, desvalorização do real e crescimento mais acelerado de outras economias.
Ranking depende também do câmbio
As três primeiras posições devem permanecer com Estados Unidos, China e Alemanha. Para 2027, o FMI estima PIB nominal de US$ 34,44 trilhões para os norte-americanos, US$ 22,94 trilhões para os chineses e US$ 5,66 trilhões para os alemães.
A Índia poderá assumir o quarto lugar, com US$ 4,52 trilhões, ligeiramente acima do Reino Unido, projetado em US$ 4,49 trilhões. O Japão apareceria em sexto, com US$ 4,47 trilhões, e a França em sétimo, com US$ 3,65 trilhões.
A diferença de apenas US$ 30 bilhões entre Índia e Reino Unido mostra como posições próximas podem mudar com novas estimativas. O mesmo vale para Brasil e Itália, separados por aproximadamente US$ 30 bilhões na projeção de 2027.
Os valores do World Economic Outlook são previsões, não resultados consolidados. A confirmação da oitava posição dependerá do desempenho efetivo das economias, da trajetória das moedas e das revisões que o FMI fará até o fechamento das contas de 2027.
Em resumo
O FMI projeta que o país avance para a oitava posição entre as maiores economias por PIB nominal.
A estimativa é de aproximadamente US$ 2,8 trilhões.
As projeções colocam o Brasil acima de Itália e Rússia em 2027.
Não. Trata-se de uma previsão sujeita ao desempenho econômico, ao câmbio e a revisões estatísticas.
Não. A comparação usa o PIB nominal a preços correntes convertido em dólares.