Brasil que dá certo une formação e pesquisa científica
Brasil que dá certo une formação e pesquisa científica. Registro original em Folha de S.Paulo - Poder. A Redação Notícia ES reapurou a pauta para a editoria Tecnologia.

Educação , ciência e inovação foram áreas muito pouco abordadas pelos candidatos neste segundo turno. A sociedade brasileira sai perdendo quando esses temas ficam de lado, entre outras razões, porque ocupam espaço central em projetos bem-sucedidos do país.
Seleção a seguir mostra iniciativas amplamente admiradas
A seleção a seguir mostra iniciativas amplamente admiradas que são ligadas ao poder público, como o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) , e outras da iniciativa privada, como a Embraer.
O grupo inclui ainda o Impa (Instituto de Matemática Aplicada) e a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) , ambos vinculados ao governo federal, e o Porto Digital do Recife , um projeto basicamente privado, impulsionado pelas administrações estadual e municipal.
O que têm em comum? "Muita ciência aplicada e liberdade para inovar e empreender", diz o economista Marcos Lisboa , que ressalta ainda o investimento na formação de profissionais e a abertura para o exterior.
"O Brasil fica nesse debate de Estado versus mercado,
"O Brasil fica nesse debate de Estado versus mercado, e esses projetos mostram outro caminho, uma combinação de Estado e mercado."
Em julho de 2019, ao ser cobrado pela imprensa sobre os altos níveis de alertas de desmatamento da Amazônia indicados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o então presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou ter "convicção" de que os dados eram "mentirosos" e acusou Ricardo Galvão , diretor da entidade na época, de estar "a serviço de alguma ONG".
Galvão reagiu, criticando o presidente, e logo foi demitido. O trabalho de monitoramento do Inpe, porém, continuou mostrando que o desmatamento havia estacionado em um patamar alto.
O Inpe se dedica às pesquisas de ciências espaciais e atmosféricas, observação da Terra por imagens de satélite e estudos de mudanças climáticas, entre outras atividades.
Fundado em 1961, acumulou prestígio, que serviu como blindagem diante da pressão vinda do Planalto nos anos Bolsonaro.
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O instituto teve papel determinante na inserção do Brasil na comunidade científica internacional. "Nos primeiros anos de sua trajetória, o Inpe conseguiu atrair pesquisadores de renome de vários países.
Além disso, muitos que tinham estudado no ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica) vieram trabalhar aqui", diz Claudio Almeida, coordenador do Programa de Monitoramento dos Biomas Brasileiros da entidade.
As sedes do Inpe e do ITA ficam em São José dos Campos. Além da cidade do interior paulista, os cerca de 480 pesquisadores se dividem por 12 unidades espalhadas pelo país, de São Martinho da Serra (RS) a Belém (PA).
A boa formação das equipes se une a um outro fator relevante para a consolidação da credibilidade do instituto, a transparência, segundo Almeida.
"Todos os dados do Inpe, como as imagens de satélite, são liberados na internet. Qualquer um, em qualquer lugar do mundo, pode baixar as informações e a metodologia, e depois testá-los."
Segundo ele, o Inpe foi a primeira instituição de pesquisas espaciais no mundo a disponibilizar gratuitamente imagens de satélite, o que aconteceu em 2004. São imagens de resolução média, voltadas para as políticas públicas.
A entidade, ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, tem uma série de quase quatro décadas de observação da Amazônia por satélite.
O projeto Prodes, que identifica anualmente as áreas onde a vegetação foi total ou parcialmente removida , foi criado em 1988. Hoje todos os biomas brasileiros são monitorados pelo Inpe.
Em sua face acadêmica, tem cursos de pós-graduação desde 1968. Desde então, foram concedidos 1.507 títulos de doutorado e 2.761 de mestrado.
Outro instituto de pesquisa, também ligado ao governo federal, também exibe números de respeito na pós-graduação.
Fundado em 1952, o Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada) passou a se dedicar ao ensino uma década depois. Foram até hoje 550 títulos de doutorado e 900 de mestrado.
Segundo ele, ter uma carga mais leve de amarras burocráticas em comparação com a maior parte das instituições de pesquisa e ensino do Brasil contribui para a boa reputação do Impa. "Damos mais importância à substância do que às regras formais e proibições."
Em resumo
Educação , ciência e inovação foram áreas muito pouco abordadas pelos candidatos neste segundo turno. A sociedade brasileira sai perdendo quando esses temas ficam de lado, entre outras razões, porque ocupam espaço central em projetos bem-sucedidos do país.
A seleção a seguir mostra iniciativas amplamente admiradas que são ligadas ao poder público, como o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) , e outras da iniciativa privada, como a Embraer.
O grupo inclui ainda o Impa (Instituto de Matemática Aplicada) e a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) , ambos vinculados ao governo federal, e o Porto Digital do Recife , um projeto basicamente privado, impulsionado pelas administrações estadual e municipal.
O que têm em comum? "Muita ciência aplicada e liberdade para inovar e empreender", diz o economista Marcos Lisboa , que ressalta ainda o investimento na formação de profissionais e a abertura para o exterior. "O Brasil fica nesse debate de Estado versus mercado, e esses projetos mostram outro caminho, uma combinação de Estado e mercado."
Em julho de 2019, ao ser cobrado pela imprensa sobre os altos níveis de alertas de desmatamento da Amazônia indicados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o então presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou ter "convicção" de que os dados eram "mentirosos" e acusou Ricardo Galvão , diretor da entidade na época, de estar "a serviço de alguma ONG"