Economia · 2026-11-03 · Redação Notícia ES

Brasilagro vê impacto limitado com mudança na escala 6x1

Companhia afirma que maior parte dos funcionários atua em áreas administrativas, mas avalia efeitos sobre operações no campo e prestadores de serviços; banco de horas e sazonalidade podem ajudar na adaptação

Brasilagro vê impacto limitado com mudança na escala 6x1
Brasilagro vê impacto limitado com mudança na escala 6x1

Uma eventual mudança na escala de trabalho 6x1 deve ter impacto direto limitado sobre a folha de pagamentos da Brasilagro, mas pode elevar os custos dos prestadores de serviços contratados pela companhia.

Dados e contexto do setor

A avaliação foi feita pelo CEO da empresa, André Guillaumon, durante conversa com jornalistas para divulgação de resultados financeiros.

Segundo o executivo, a Brasilagro tem pouco mais de 400 funcionários registrados no Brasil, e uma parcela significativa trabalha em áreas administrativas e de gestão, principalmente em São Paulo.

Como esses profissionais já não costumam trabalhar aos sábados, a alteração da jornada teria efeito reduzido sobre esse grupo.

Impactos e informações adicionais

A preocupação está concentrada nos trabalhadores que atuam diretamente nas fazendas e nas atividades operacionais. Nesse caso, uma mudança na escala pode exigir reorganização dos turnos e afetar a logística das propriedades rurais.

Guillaumon citou como exemplo o recebimento de insumos agrícolas. "Se um caminhão de fertilizantes chegar à fazenda em um sábado e não houver equipe disponível para descarregar a carga, o transportador poderá ter de aguardar até segunda-feira.

Esse tipo de situação pode gerar custos adicionais de transporte e alterar a programação das operações."

A companhia ainda avalia como adaptar as atividades, considerando alternativas como turnos e escalas de revezamento.

Segundo o CEO, a análise envolve também a organização dos serviços terceirizados, que concentram parte importante da mão de obra operacional, como operadores de máquinas e tratoristas.

Embora a empresa estime um impacto direto pequeno sobre sua própria folha, Guillaumon reconhece que a mudança pode pressionar os custos dos fornecedores de serviços.

"Caso as empresas terceirizadas tenham despesas maiores para reorganizar as jornadas, parte desse aumento poderá ser repassada à Brasilagro, enquanto outra parcela será absorvida pelos próprios prestadores, com redução de suas margens ."

O executivo afirmou que a companhia considera esse efeito na avaliação econômica da mudança e lembrou que a Brasilagro pode ser corresponsabilizada por obrigações trabalhistas relacionadas à mão de obra terceirizada.

A empresa também destaca que vem reduzindo a necessidade de mão de obra por meio da adoção de tecnologia, telemetria e maior precisão nas operações agrícolas, especialmente no plantio.

Para Guillaumon, esse processo ajuda a limitar a exposição da companhia ao aumento dos custos de pessoal.

Outro fator considerado pela Brasilagro é a sazonalidade das atividades agrícolas.

Diferentemente de setores industriais que operam continuamente ao longo do ano, as operações no campo têm períodos de maior e menor demanda, de acordo com o calendário de plantio, manejo e colheita.

Essa característica pode permitir maior flexibilidade na organização das jornadas, inclusive com compensação de horas em períodos de menor atividade . Guillaumon afirmou que a companhia já utiliza banco de horas negociado com sindicatos há mais de dez anos.

Na avaliação do CEO, esse mecanismo pode ajudar na adaptação a novas regras, embora não resolva todos os desafios operacionais. Em situações nas quais não for possível flexibilizar a jornada, a empresa poderá organizar folgas para os trabalhadores.

O executivo ponderou que o impacto econômico não será inexistente, sobretudo por causa dos serviços terceirizados, mas avalia que a exposição da Brasilagro tende a ser menor do que seria no período anterior à ampliação do uso de tecnologia nas operações agrícolas .

A companhia ainda não apresentou uma estimativa financeira para o eventual aumento de custos . Segundo Guillaumon, os efeitos estão sendo mapeados e dependerão das regras que vierem a ser adotadas e da forma como os prestadores de serviços reorganizarem suas equipes.

Fim da escala 6x1 deve ter impacto nos serviços terceirizados de campo da Brasilagro

Em resumo

O que aconteceu?

Uma eventual mudança na escala de trabalho 6x1 deve ter impacto direto limitado sobre a folha de pagamentos da Brasilagro, mas pode elevar os custos dos prestadores de serviços contratados pela companhia. A avaliação foi feita pelo CEO da empresa, André Guillaumon, durante conversa com jornalistas para divulgação de resultados financeiros.

Qual é o ponto principal?

Segundo o executivo, a Brasilagro tem pouco mais de 400 funcionários registrados no Brasil, e uma parcela significativa trabalha em áreas administrativas e de gestão, principalmente em São Paulo. Como esses profissionais já não costumam trabalhar aos sábados, a alteração da jornada teria efeito reduzido sobre esse grupo.

Quais são os dados mais importantes?

A preocupação está concentrada nos trabalhadores que atuam diretamente nas fazendas e nas atividades operacionais. Nesse caso, uma mudança na escala pode exigir reorganização dos turnos e afetar a logística das propriedades rurais.

Qual é o contexto?

Guillaumon citou como exemplo o recebimento de insumos agrícolas. "Se um caminhão de fertilizantes chegar à fazenda em um sábado e não houver equipe disponível para descarregar a carga, o transportador poderá ter de aguardar até segunda-feira. Esse tipo de situação pode gerar custos adicionais de transporte e alterar a programação das operações."

Quais são os próximos desdobramentos?

A companhia ainda avalia como adaptar as atividades, considerando alternativas como turnos e escalas de revezamento. Segundo o CEO, a análise envolve também a organização dos serviços terceirizados, que concentram parte importante da mão de obra operacional, como operadores de máquinas e tratoristas.

Fontes