BTG/Nexus põe Lula em 40% e Flávio em 37%; segundo turno marca 46% a 45%
Pesquisa telefônica ouviu 2.006 eleitores entre 18 e 20 de setembro; margem de erro de dois pontos mantém os dois candidatos tecnicamente empatados nos cenários testados.

BRASÍLIA. A pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 21 de setembro, registrou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 40% e Flávio Bolsonaro (PL) com 37% das intenções de voto no principal cenário estimulado de primeiro turno. Em uma simulação direta entre os dois, Lula aparece com 46% e Flávio com 45%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, ambos os resultados configuram empate técnico.
O instituto entrevistou 2.006 eleitores por telefone entre 18 e 20 de setembro. O nível de confiança informado é de 95%, e a pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00485/2026. O relatório diz ter usado amostra nacional de pessoas com 16 anos ou mais, distribuída pelas 27 unidades da Federação e controlada por características demográficas e tipo de telefonia.
No primeiro turno, depois de Lula e Flávio, aparecem Augusto Cury (Avante), com 6%; Ronaldo Caiado (PSD), com 5%; e Renan Santos (Missão), com 3%. Romeu Zema (Novo) e Samara Martins (UP) têm 1% cada. Os demais nomes listados não alcançam 1% no cenário divulgado. Brancos e nulos somam 4%, e 3% não souberam ou não responderam.
Diferença numérica cabe dentro da margem
A distância de três pontos no primeiro turno e a de um ponto no segundo não permitem afirmar liderança estatística entre Lula e Flávio no universo pesquisado. A expressão “empate técnico”, usada por UOL, Folha e CNN, não significa igualdade exata de intenções; indica que os intervalos possíveis, considerando a margem declarada, se sobrepõem.
Em comparação com a rodada anterior apresentada no relatório, os dois principais candidatos variaram dentro da margem. Essa leitura exige cautela: oscilações de poucos pontos entre levantamentos consecutivos podem decorrer da própria incerteza amostral e não necessariamente representar transferência real de voto. Tendências ficam mais robustas quando se repetem em várias rodadas e em pesquisas de institutos diferentes.
Nas demais simulações de segundo turno divulgadas, Lula marca 45% contra 45% de Caiado; 44% contra 43% de Cury; 47% contra 41% de Zema; e 47% contra 39% de Renan Santos. Cada confronto é uma pergunta independente e não deve ser somado aos demais. A margem de dois pontos vale para os resultados totais da amostra.
Rejeição dos dois líderes permanece alta
O levantamento também mediu rejeição. Lula aparece com 49% entre os entrevistados que disseram que não votariam nele de jeito nenhum; Flávio registra 50%. Como se trata de uma pergunta diferente da intenção de voto, os percentuais não são complementares e cada pessoa pode rejeitar mais de um candidato.
Na avaliação do governo, 50% disseram desaprovar a administração Lula e 46% aprovar. A avaliação detalhada ficou em 35% de ótimo ou bom, 18% de regular e 45% de ruim ou péssimo. Esses indicadores ajudam a explicar o ambiente eleitoral, mas não substituem a pergunta de voto: aprovação de governo, imagem pessoal e escolha eleitoral medem dimensões distintas.
O relatório técnico informa que as entrevistas foram realizadas por CATI, sistema de contato telefônico assistido por computador. Pesquisas telefônicas dependem dos critérios de seleção e ponderação adotados para aproximar a amostra do eleitorado. Por isso, a comparação com levantamentos presenciais ou on-line deve considerar diferenças metodológicas, além da data de campo e da formulação das perguntas.
Campanha pode mudar o quadro
Os números representam o retrato dos dias 18 a 20 de setembro, não uma previsão do resultado das urnas. Debates, propaganda eleitoral, fatos econômicos e acontecimentos envolvendo candidatos podem alterar preferências até o primeiro turno. Eleitores que ainda não escolheram candidato ou que admitem mudar de voto também podem deslocar o cenário.
O documento divulgado registra custo de R$ 164.888,89, pago pelo BTG Pactual. O registro no TSE permite consultar contratante, metodologia e questionário. O cadastro é uma exigência de transparência eleitoral, mas não equivale a uma chancela da Justiça Eleitoral sobre o resultado ou a qualidade de cada pesquisa.
As próximas rodadas serão importantes para observar se a diferença numérica se mantém, cresce ou desaparece. Até lá, a conclusão sustentada pelos dados é limitada: Lula e Flávio lideram o cenário testado e estão tecnicamente empatados tanto no primeiro quanto no segundo turno, dentro da margem informada.
Em resumo
No cenário estimulado divulgado pelo BTG/Nexus, Lula tem 40% e Flávio Bolsonaro 37%.
Lula aparece com 46% e Flávio com 45%.
Sim. A margem de erro é de dois pontos percentuais, e os intervalos possíveis dos candidatos se sobrepõem.
Foram ouvidos 2.006 eleitores por telefone entre 18 e 20 de setembro de 2026.
O levantamento foi registrado sob o número BR-00485/2026.
Não. Ela retrata as respostas no período de campo e está sujeita à margem de erro e a mudanças na campanha.