Economia · 2026-10-08 · Redação Notícia ES

C&A (CEAB3): alerta sobre lucro faz ação cair, mas bancos mantêm visão positiva

Varejista realizou teleconferência com analistas de mercado para comentar tendências operacionais do trimestre e sinalizou desaceleração e pressão nos lucros

C&A (CEAB3): alerta sobre lucro faz ação cair, mas bancos mantêm visão positiva
C&A (CEAB3): alerta sobre lucro faz ação cair, mas bancos mantêm visão positiva

A C&A ( CEAB3 ) deve apresentar desaceleração das vendas e pressão sobre os lucros no terceiro trimestre de 2026, com números abaixo das expectativas do mercado.

Ainda assim, JPMorgan e Goldman Sachs avaliam que os

Ainda assim, JPMorgan e Goldman Sachs avaliam que os sinais já eram, em boa medida, esperados e mantêm recomendação positiva para as ações.

As avaliações foram divulgadas após a companhia realizar, em 7 de outubro, uma teleconferência com analistas de mercado para comentar tendências operacionais do trimestre.

Com isso, às 12h35 (horário de Brasília), CEAB3 caía 2,15%, a R$ 12,28, entre as maiores baixas do Ibovespa.

Entre os principais pontos destacados pela varejista, estiveram

Entre os principais pontos destacados pela varejista, estiveram desaceleração frente ao segundo trimestre, impacto de reformas em lojas, despesas maiores com marketing, manutenção da margem bruta e normalização gradual dos estoques.

Para o JPMorgan, a mensagem foi consistente com suas projeções, que já estavam abaixo do consenso.

Contudo, apesar do trimestre mais fraco, o banco afirma não enxergar uma nova deterioração relevante capaz de alterar a tese de investimento e manteve recomendação overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) para CEAB3 .

Bolsas dos EUA recuam com forte alta do petróleo e preocupações com a inflação

Já o Goldman Sachs reiterou recomendação de compra, embora tenha reduzido suas estimativas e cortado o preço-alvo de R$ 16,50 para R$ 16, potencial de valorização de 27,5% em relação ao fechamento da véspera.

Um dos principais fatores por trás da desaceleração foi a reforma de 18 lojas durante o trimestre, equivalente a cerca de 5% da base de 341 unidades existente ao final do segundo trimestre.

Historicamente, segundo a administração, unidades em reforma registram perda de 10% a 15% das vendas durante o período das obras.

O Goldman Sachs estima que esse fator possa ter retirado entre 0,5 e 1 ponto percentual do crescimento anual das vendas; a administração também indicou uma aceleração das vendas em setembro, embora não tenha detalhado a magnitude nem os motivos dessa melhora.

O JPMorgan acrescenta que o consumidor continua bastante sensível aos preços. mas a C&A conseguiu proteger a margem bruta e sinalizou que não pretende sacrificar rentabilidade para impulsionar vendas.

Todas as lojas em reforma devem estar plenamente operacionais no quarto trimestre.

As projeções dos dois bancos apontam para um trimestre fraco, embora haja diferenças nos números. O Goldman Sachs estima receita líquida de R$ 1,868 bilhão, crescimento de 1,5% na comparação anual. A expectativa está 3,6% abaixo do consenso Bloomberg, de R$ 1,938 bilhão.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado pós-IFRS é projetado em R$ 300 milhões, queda de 10% sobre os R$ 333 milhões do terceiro trimestre de 2025 e 12% abaixo do consenso de R$ 340 milhões, enquanto a margem Ebitda deve cair de 18,1% para 16,1%.

Para o lucro líquido, o Goldman estima R$ 34 milhões, tombo de 51% na base anual e valor 52% inferior aos R$ 70 milhões esperados pelo mercado.

O JPMorgan, por sua vez, espera receita líquida de R$ 1,870 bilhão, aumento anual de 2%, e Ebitda ajustado de R$ 310 milhões, queda de 7%. O lucro líquido deve alcançar R$ 45 milhões, recuo de 36%.

Na comparação com o consenso, as projeções do JPMorgan estão 3% abaixo para receita, 9% abaixo para Ebitda e 36% abaixo para lucro líquido.

Os dois bancos também projetam praticamente estabilidade nas vendas mesmas lojas de vestuário.

O Goldman Sachs espera crescimento de apenas 0,2% nas vendas mesmas lojas de vestuário, contra alta de 8,1% um ano antes, enquanto o JPMorgan trabalha com avanço de 0,1% para vestuário e queda de 0,6% nas vendas mesmas lojas consolidadas.

Já a margem bruta deve mostrar resiliência, com o Goldman projetando 54,9%, ante 54,6% um ano antes, enquanto o JPMorgan espera 54,7%.

Essa resistência ocorre apesar da competição no mercado de vestuário e do nível de estoques mais elevado com que a C&A encerrou o segundo trimestre.

Se a margem bruta mostrou resistência, as despesas operacionais devem pesar no resultado. A administração citou investimentos de marketing relacionados ao patrocínio do Rock in Rio e à campanha de 50 anos da C&A como fatores de pressão sobre SG&A no trimestre.

Em resumo

O que aconteceu?

A C&A ( CEAB3 ) deve apresentar desaceleração das vendas e pressão sobre os lucros no terceiro trimestre de 2026, com números abaixo das expectativas do mercado. Ainda assim, JPMorgan e Goldman Sachs avaliam que os sinais já eram, em boa medida, esperados e mantêm recomendação positiva para as ações.

Qual é o ponto principal?

As avaliações foram divulgadas após a companhia realizar, em 7 de outubro, uma teleconferência com analistas de mercado para comentar tendências operacionais do trimestre. Com isso, às 12h35 (horário de Brasília), CEAB3 caía 2,15%, a R$ 12,28, entre as maiores baixas do Ibovespa. Entre os principais pontos destacados pela varejista, estiveram desaceleração f

Quais são os dados mais importantes?

Para o JPMorgan, a mensagem foi consistente com suas projeções, que já estavam abaixo do consenso. Contudo, apesar do trimestre mais fraco, o banco afirma não enxergar uma nova deterioração relevante capaz de alterar a tese de investimento e manteve recomendação overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) para CEAB3 .

Qual é o contexto?

Bolsas dos EUA recuam com forte alta do petróleo e preocupações com a inflação

Quais são os próximos desdobramentos?

Já o Goldman Sachs reiterou recomendação de compra, embora tenha reduzido suas estimativas e cortado o preço-alvo de R$ 16,50 para R$ 16, potencial de valorização de 27,5% em relação ao fechamento da véspera.

Fontes