Cultura · 2026-11-07 · Redação Notícia ES

Cais das Artes movimentado - Século Diário

Quatro exposições no Cais das Artes; curso de benzimento; turnê do espetáculo Caburé; e mais

Cais das Artes movimentado - Século Diário
Cais das Artes movimentado - Século Diário

Quatro exposições no Cais das Artes; curso de benzimento; turnê do espetáculo Caburé; e mais

As informações principais do assunto

Inaugurado este ano, o Cais das Artes, em Vitória, está com quatro exposições simultâneas. Na quinta-feira (5), foi inaugurada a exposição “Trama Capixaba: diversas vozes da cultura do Espírito Santo”.

A mostra reúne 30 histórias de vida, registradas em entrevistas e transformadas em curtas-metragens, que percorrem 14 municípios e territórios das quatro regiões do Estado: Metropolitana, Norte, Serrana e Sul.

Os personagens representam um universo cultural que inclui povos originários Guarani e Tupiniquim, mestres quilombolas, manifestações populares como Congo, Ticumbi, Jongo, Caxambu, Bate-Flecha, Folia de Reis e Boi Pintadinho, além de saberes tradicionais, gastronomia, imigração europeia, hip-hop, cultura Ballroom, grafite, literatura, artes plásticas e audiovisual.

Contexto e informações complementares

A iniciativa faz parte do Projeto Diversidade Cultural Capixaba, proposto pela Secretaria da Cultura (Secult) por meio da Midiateca Capixaba, contando com parceria do Museu da Pessoa e a colaboração do Cais das Artes e da Organização dos Estados Ibero Americanos (OEI).

A visitação segue até o segundo semestre do ano que vem.

No último dia 31, foi inaugurada outra exposição: “Insurgências Indígenas: Arte, Memória e Resistência”.

A mostra reúne artistas de diferentes regiões do Brasil em fotografias, instalações, esculturas, pinturas e outras linguagens artísticas.

As tecnologias ancestrais, a diversidade dos povos, suas relações com o mundo e o questionamento aos estereótipos são alguns dos temas da exposição. Em cartaz até 28 de março de 2027.

No dia 29, ocorreu a inauguração de um recorte da 36ª Bienal de São Paulo no Cais das Artes.

Com o título “Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática”, a itinerância apresenta obras de 14 artistas com reflexões sobre a nossa sociedade.

A Bienal de São Paulo é um dos maiores eventos de arte contemporânea do Brasil. Em exibição até 17 de janeiro.

No mesmo dia 29, mais uma exposição começou no Cais: “Eu Sou Porque Somos” reúne uma série de pinturas, esculturas, fotografias e outras produções artísticas de 57 artistas que estabelecem conexões entre acervos e instituições capixabas.

Entre as obras expostas estão fotografias de Rogério Medeiros, fundador do Século Diário .

O título da mostra remete ao conceito africano de Ubuntu, que compreende a existência individual a partir da relação com o outro, e orienta a construção da exposição. Segue em cartaz até 28 de março.

A visitação das exposições, gratuita, acontece de quinta-feira a domingo, das 10h30 às 17h30. É preciso retirar ingresso neste link .

Em um texto de opinião publicado em abril , tratamos de algumas contradições do Cais das Artes: uma obra monumental que promete elevar o “patamar cultural” do Estado, mas que foi concebida a partir de uma perspectiva patrimonialista, e que contribui para a concentração de investimentos na capital capixaba.

Dito isso, não dá para deixar de comemorar o fato de que, finalmente, não estamos mais falando de um “elefante branco”, e sim de um complexo cultural bem utilizado.

Estão abertas as inscrições para o curso Caminhos do Benzimento, que será ministrado pela benzedeira Yasmim Lima, também conhecida como Veia do Patuá, na Barra do Jucu, em Vila Velha.

A iniciativa, que conta com 18 vagas, disponibiliza três gratuidades, destinadas para pessoas em situação de vulnerabilidade social.

As inscrições podem ser feitas neste link , no qual o candidato responde a um breve questionário socioeconômico. Posteriormente, os interessados passarão para uma seleção.

O curso não se propõe a apresentar o benzimento como uma técnica ou conjunto de rezas, mas como uma tecnologia ancestral de cuidado, que envolve o corpo, palavra, presença, ervas, território, memória e responsabilidade.

A proposta é criar condições para que esse saber ancestral seja compreendido, vivido e respeitado.

As aulas estão previstas para acontecer em janeiro, em formato híbrido, com atividades online e presenciais na Casa Saberes de Raízes.

O valor da formação é R$ 499, mas, além das gratuidades, haverá vagas sociais, com descontos.

A história do Quilombo do Negro Rugério e a luta pela liberdade no norte do Espírito Santo chegam aos palcos de quatro municípios capixabas com a turnê “Caburé”.

Idealizado pelo Instituto Cultural Tambor de Raiz, o espetáculo será apresentado em Guaçuí (Caparaó), Anchieta (litoral sul), João Neiva (norte) e Colatina (noroeste) entre terça (10) e sexta-feira (13), sempre às 19h30, com entrada gratuita.

A montagem coloca em cena personagens e acontecimentos cujas memórias foram transmitidas pela oralidade das comunidades quilombolas.

A turnê começa por Guaçuí, na terça, com apresentação no Espaço Cultural Gota, Pó e Poeira; na quarta-feira (11), segue para apresentação em Anchieta, no auditório da Escola Municipal Josefina Ramos Nunes; na quinta-feira (12), será a vez de João Neiva, marcando presença no Centro Cultural Professor Eliezer Pereira Ramos – Museu Ferroviário; por fim, na sexta-feira, a encenação ocorrerá no Sest Senat de Colatina.

A 1ª Mostra Capixaba das Culturas Tradicionais segue em andamento no Centro Cultural Triplex Vermelho, localizado no Centro de Vitória (Praça Costa Pereira).

No último domingo (31), a programação foi dedicada aos Povos Indígenas. Neste sábado, das 9h às 17h, o encontro é direcionado às Comunidades de Terreiro.

Está prevista na programação a realização de uma exposição de arte e fotografia, reunindo trabalhos dos artistas Carla Désirée, Jove Fagundes e Juliana Pessoa.

Os próximos encontros serão com o Povo Quilombola (20 de novembro, 9h às 16h); Povo Pomerano (5 de dezembro, horário a definir); e Povo Cigano (data a definir).

Também está prevista uma Visita Guiada dos Povos de Matriz Africana (11 de novembro, 9h). A programação, gratuita, inclui rodas de conversa e apresentações artísticas diversas.

Marataízes será palco do VII Encontro de Grupos Folclóricos e de Danças Típicas, uma celebração da cultura popular, da ancestralidade e da diversidade cultural do litoral sul capixaba.

O evento será realizado no dia 28 de novembro, sábado, das 14h às 20h, na Praça Ricardo Gonçalves, conhecida como Praça Central de Marataízes. A entrada é gratuita.

Nesta edição, o encontro homenageará Nossa Senhora dos Navegantes, símbolo de fé e devoção das comunidades ligadas ao mar.

A programação também integra as celebrações do Mês da Consciência Negra, com destaque para a valorização das manifestações culturais de matrizes africanas.

O público poderá acompanhar apresentações de Folias de Reis, Congo, Jongo, Capoeira, Maculelê, Samba de Roda, Balé e Danças Contemporâneas, além de uma Missa Afro-Brasileira, celebrada pelo padre Roberto Luiz Ferreira.

Em resumo

O que aconteceu?

Quatro exposições no Cais das Artes; curso de benzimento; turnê do espetáculo Caburé; e mais

Qual é o ponto principal?

Inaugurado este ano, o Cais das Artes, em Vitória, está com quatro exposições simultâneas. Na quinta-feira (5), foi inaugurada a exposição “Trama Capixaba: diversas vozes da cultura do Espírito Santo”.

Quais são os dados mais importantes?

No último dia 31, foi inaugurada outra exposição: “Insurgências Indígenas: Arte, Memória e Resistência”. A mostra reúne artistas de diferentes regiões do Brasil em fotografias, instalações, esculturas, pinturas e outras linguagens artísticas.

Qual é o contexto?

No dia 29, ocorreu a inauguração de um recorte da 36ª Bienal de São Paulo no Cais das Artes. Com o título “Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática”, a itinerância apresenta obras de 14 artistas com reflexões sobre a nossa sociedade. A Bienal de São Paulo é um dos maiores eventos de arte contemporânea do Brasil.

Quais são os próximos desdobramentos?

No mesmo dia 29, mais uma exposição começou no Cais: “Eu Sou Porque Somos” reúne uma série de pinturas, esculturas, fotografias e outras produções artísticas de 57 artistas que estabelecem conexões entre acervos e instituições capixabas. Entre as obras expostas estão fotografias de Rogério Medeiros, fundador do Século Diário .

Fontes