Política Nacional · 2026-10-05 · Redação Notícia ES

Câmara elege 109 mulheres e amplia bancada feminina

Resultado das urnas eleva a representação feminina para 21% das 513 cadeiras, com crescimento de quase 20% sobre 2022.

Câmara elege 109 mulheres e amplia bancada feminina
Câmara elege 109 mulheres e amplia bancada feminina

As eleições de domingo (4) levaram 109 mulheres à Câmara dos Deputados, o maior número já registrado para uma legislatura federal. A nova composição, que assume em 1º de fevereiro de 2027, terá 18 deputadas a mais do que a bancada eleita quatro anos antes.

O levantamento foi publicado pelo Metrópoles nesta segunda-feira (5) e confrontado com os resultados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, com a votação individual confirmada por Folha e Poder360. A Agência Câmara também informou a nova distribuição partidária da Casa com base em 99,9% das urnas apuradas.

O avanço de 91 para 109 cadeiras corresponde a uma alta de aproximadamente 19,8%. Em 2018, haviam sido eleitas 77 mulheres; em 2014, 51. Nas eleições de 2006 e 2010, a bancada feminina ficou em 45 representantes, menos da metade do total alcançado agora.

Crescimento mantém maioria masculina

Apesar do recorde, mulheres ocuparão cerca de 21% das 513 cadeiras. Os homens somarão 404 deputados, ou aproximadamente 79% do plenário. O resultado amplia a presença feminina, mas mantém distância expressiva em relação à participação das mulheres na população e no eleitorado.

A Região Sudeste elegeu 39 deputadas e lidera em números absolutos, seguida pelo Nordeste, com 32. O Sul terá 15 representantes, o Centro-Oeste, 12, e o Norte, 11. A comparação regional deve considerar que cada área do país possui quantidade diferente de cadeiras.

Distrito Federal, Piauí e Roraima não elegeram mulheres para a Câmara. Isso significa que, embora o total nacional tenha crescido, três unidades da Federação iniciarão a próxima legislatura sem representação feminina entre seus deputados federais.

As regras eleitorais reservam percentual mínimo de candidaturas e recursos para mulheres, mas a quantidade de candidatas não determina automaticamente o número de eleitas. Distribuição de financiamento, competitividade das chapas, exposição pública e votação partidária interferem no resultado final.

Recorde convive com lacunas regionais

Erika Hilton, do PSol de São Paulo, recebeu 1.596.472 votos e tornou-se a mulher mais votada da história para a Câmara. A marca foi confirmada pela Folha após a totalização paulista e superou o recorde feminino anterior em eleições para deputada federal.

A votação individual, porém, é apenas uma parte da composição da Casa. O sistema proporcional combina votos nos candidatos e nas legendas para definir quantas cadeiras cada partido conquista em cada estado. Depois, os mais votados de cada lista ocupam as vagas obtidas.

Na disputa partidária, o PL elegeu 121 deputados e terá a maior bancada a partir de 2027, segundo a Agência Câmara. A federação formada por PT, PCdoB e PV ficou em segundo lugar, com 82 cadeiras. As 109 mulheres estarão distribuídas por diferentes partidos e campos políticos.

O novo recorde altera o perfil do plenário e amplia o grupo que atua em temas como violência política, saúde, trabalho e participação feminina. A efetividade dessa presença dependerá também da ocupação de lideranças partidárias, presidências de comissões e postos na Mesa Diretora.

Em resumo

Quantas mulheres foram eleitas para a Câmara em 2026?

Foram eleitas 109 deputadas federais para a legislatura que começa em fevereiro de 2027.

Quanto a bancada feminina cresceu?

O total passou de 91 para 109 cadeiras, aumento de aproximadamente 19,8%.

Qual será a participação feminina na Câmara?

As mulheres ocuparão cerca de 21% das 513 cadeiras.

Quem foi a mulher mais votada?

Erika Hilton recebeu 1.596.472 votos em São Paulo e estabeleceu o recorde feminino para a Câmara.

Quais estados não elegeram deputadas federais?

Distrito Federal, Piauí e Roraima não elegeram mulheres para a Câmara.

Fontes