Economia · 2026-10-19 · Redação Notícia ES

Campanha de Flávio propõe transição de 2 anos no Bolsa Família

Proposta de Daniella Marques estipula 24 meses para que o beneficiário deixe o programa; Flávio, em seguida, mudou o tom. Leia no Poder360.

Campanha de Flávio propõe transição de 2 anos no Bolsa Família
Campanha de Flávio propõe transição de 2 anos no Bolsa Família

Daniella Marques sugeriu 24 meses para que o beneficiário deixe o programa; Flávio, em seguida, mudou o tom e prometeu o benefício por até 2 anos mesmo depois de conseguir um emprego

Coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e

A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e ex-presidente da Caixa Econômica Federal , Daniella Marques , prometeu nesta 2ª feira (19.out.2026) criar uma regra de transição de 2 anos no Bolsa Família para estimular beneficiários a abrir negócios próprios ou ingressar no mercado formal de trabalho.

A proposta estipula retorno automático ao benefício para quem tentar sair do programa e não conseguir uma oportunidade de emprego ou renda nesse período de 24 meses. Marques apresentou a medida em entrevista à rádio CBN Bahia nesta 2ª feira (19.out.2026).

“As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família; aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada, e todo mundo merece sonhar com mais oportunidade, mais dignidade.

É justamente nisso que a gente quer concentrar-se, esse

É justamente nisso que a gente quer concentrar-se, esse é o coração do plano do Flávio” , afirmou Marques.

A coordenadora também indicou que a Caixa Econômica Federal e o Banco do Nordeste seriam os braços de apoio financeiro para essa transição.

“A Caixa vai ser o grande braço de apoio para isso, assim como o Banco do Nordeste, para ser o banco do pequeno empreendedor, para oferecer crédito” , disse.

De acordo com Marques, Flávio ainda pretende criar o chamado “Ministério da Prosperidade” , que ajudaria a população a abandonar o Bolsa Família com a concessão de crédito para abrir um novo negócio, além de oferecer capacitação.

O plano de governo de 76 páginas apresentado por Flávio durante sua campanha ao Planalto não cita a proposta, o programa Bolsa Família ou o “Ministério da Prosperidade”. Leia a íntegra (PDF – 19 MB).

Em seu perfil oficial no Instagram, Flávio Bolsonaro falou sobre a medida e deu outro tom. Disse que os beneficiários ainda receberão o Bolsa Família por até 2 anos depois de conseguir um emprego de carteira assinada ou de abrir a própria empresa.

“Você que recebe o Bolsa Família, fica tranquilo, o seu benefício está garantido porque eu vou cuidar de você. O que é que eu estou fazendo de proposta que é muito melhor do que isso?

É para incentivar você, caso você queira, quando você arrumar um emprego de carteira assinado, você abrir a própria empresa, você continua recebendo o seu Bolsa Família por até 2 anos. Não é bem diferente?

O que que eu quero com isso? Eu quero que você cresça”, disse Flávio.

Para ter direito ao Bolsa Família, a renda mensal por pessoa da família deve ser de até R$ 218.

O programa já conta com uma regra de proteção vigente. Famílias cujas rendas ultrapassem o teto de elegibilidade não perdem o benefício de imediato; elas podem continuar recebendo 50% do valor original por até 18 meses, de acordo com a legislação em vigor.

A administraçao do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reajustou o piso do programa em setembro de 2026, com alta de cerca de 15%. O valor mínimo passou de R$ 600 para R$ 691. O programa estava sem correção desde 2023. O novo valor passou a ser pago nesta 2ª feira .

A pauta foi explorada por apoiadores do petista no 2º turno contra Flávio Bolsonaro. A ex-presidente da Caixa rebateu o que classificou de desinformação do PT sobre eventuais cortes sociais em um eventual governo.

“Não iremos cortar programas sociais. Nós iremos cortar os privilégios em Brasília, férias de 60 dias, supersalários, viagens e outros privilégios, desperdícios da máquina pública e fechar o buraco das estatais para que a gente tenha um Estado mais eficiente” , afirmou.

Marques anunciou ainda um plano emergencial para reestruturar dívidas de famílias e empresas acumuladas durante o atual governo. Segundo ela, o plano daria carência de 6 meses para que famílias reorganizem suas dívidas.

Micro e pequenas empresas teriam parazo de 12 meses para recompor a capacidade de pagamento.

O ajuste fiscal prometido pela campanha de Flávio teria como foco a redução de impostos e burocracia, não cortes em programas sociais. Marques descreveu o Brasil como “um inferno para abrir um negócio” e apontou a prosperidade do cidadão como objetivo central do plano econômico.

Em resumo

O que aconteceu?

Daniella Marques sugeriu 24 meses para que o beneficiário deixe o programa; Flávio, em seguida, mudou o tom e prometeu o benefício por até 2 anos mesmo depois de conseguir um emprego

Qual é o ponto principal?

A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e ex-presidente da Caixa Econômica Federal , Daniella Marques , prometeu nesta 2ª feira (19.out.2026) criar uma regra de transição de 2 anos no Bolsa Família para estimular beneficiários a abrir negócios próprios ou ingressar no mercado formal de trabalho.

Quais são os dados mais importantes?

A proposta estipula retorno automático ao benefício para quem tentar sair do programa e não conseguir uma oportunidade de emprego ou renda nesse período de 24 meses. Marques apresentou a medida em entrevista à rádio CBN Bahia nesta 2ª feira (19.out.2026).

Qual é o contexto?

“As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família; aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada, e todo mundo merece sonhar com mais oportunidade, mais dignidade. É justamente nisso que a gente quer concentrar-se, esse é o coração do plano do Flávio” , afirmou Marques.

Quais são os próximos desdobramentos?

A coordenadora também indicou que a Caixa Econômica Federal e o Banco do Nordeste seriam os braços de apoio financeiro para essa transição. “A Caixa vai ser o grande braço de apoio para isso, assim como o Banco do Nordeste, para ser o banco do pequeno empreendedor, para oferecer crédito” , disse.

Fontes