Política ES · 2026-09-21 · Redação Notícia ES

Campanha de Jack Rocha relata ataque com artefato em Cachoeiro; Sesp registra lesões leves

Duas integrantes da equipe tiveram ferimentos superficiais durante mobilização no Centro; campanha registrou boletim e cobra investigação.

Campanha de Jack Rocha relata ataque com artefato em Cachoeiro; Sesp registra lesões leves
Integrantes da campanha da deputada federal Jack Rocha durante mobilização em Cachoeiro de Itapemirim. Crédito: divulgação da campanha.

A campanha da deputada federal Jack Rocha relatou que um artefato semelhante a uma “bombinha” foi lançado contra integrantes da equipe durante uma mobilização eleitoral no Centro de Cachoeiro de Itapemirim, no sábado, 19 de setembro. Duas mulheres tiveram ferimentos superficiais, uma na região do olho e outra na perna, segundo informações divulgadas pela campanha e pela Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social. O grupo registrou boletim de ocorrência e pediu investigação para identificar o responsável e esclarecer a motivação.

De acordo com A Gazeta, a equipe fazia uma ação de bandeiraço quando o objeto foi arremessado. A reportagem publicou imagens do local e ouviu a Secretaria de Segurança. A pasta informou que a Polícia Militar foi acionada para uma ocorrência inicialmente registrada como suposta lesão corporal. Um representante partidário disse aos policiais que uma pessoa não identificada havia lançado uma bombinha na direção dos participantes.

A versão oficial acrescenta que uma mulher apresentava escoriação superficial na panturrilha e outra relatava irritação em um dos olhos. Atendimento médico teria sido oferecido, mas recusado. A classificação preliminar da ocorrência não encerra a apuração: cabe à polícia reunir depoimentos, imagens e outros elementos para verificar o tipo de artefato, a autoria e se houve intenção de atingir a atividade política.

Segundo episódio relatado em menos de 24 horas

A campanha afirmou que esse foi o segundo episódio contra sua mobilização em um intervalo inferior a 24 horas. No dia anterior, materiais de propaganda teriam sido retirados em Vila Velha e mensagens de teor misógino teriam sido associadas à ação. Os dois casos foram apresentados pelo grupo como sinais de hostilidade à candidatura, mas ainda dependem de investigação para estabelecer autoria, eventual conexão e responsabilidade criminal.

É importante separar o que já está confirmado do que permanece sob apuração. Há registro de acionamento policial, relato de lançamento do objeto e descrição de lesões leves. Não há, até a publicação desta reportagem, identificação pública do autor nem conclusão pericial sobre o material utilizado. Também não foi divulgado elemento que permita atribuir o episódio a um partido, adversário ou grupo organizado. Qualquer responsabilização exige prova e devido processo.

Jack Rocha é deputada federal pelo Espírito Santo, conforme o cadastro oficial da Câmara dos Deputados, e disputa a continuidade de sua atuação política. O fato de o episódio ocorrer durante atividade de campanha amplia a relevância pública do caso. A livre manifestação eleitoral pressupõe que candidatos, apoiadores, eleitores e trabalhadores possam participar de atos sem intimidação ou violência, independentemente de posição ideológica.

Campanha cobra resposta e Sesp orienta denúncia

A equipe da parlamentar informou que registrou boletins de ocorrência sobre os episódios e que espera providências. A Secretaria de Segurança declarou ainda que eventual conduta irregular atribuída a policial militar deve ser formalizada nos canais da Ouvidoria ou da Corregedoria da PMES, para apuração administrativa. A orientação é relevante porque a campanha também divulgou questionamentos sobre a atuação de um agente após o atendimento.

O contraponto disponível até agora é o registro da própria Sesp, que descreve o chamado, as lesões superficiais e a oferta de atendimento. A nota não confirma uma motivação política nem classifica o objeto como explosivo. Por isso, esta reportagem adota a expressão artefato ou bombinha, conforme as versões atribuídas, e evita transformar uma hipótese da campanha em conclusão oficial.

Casos de violência ou ameaça em eleições devem ser documentados com rapidez. Imagens de câmeras públicas e privadas, gravações feitas por participantes, fragmentos do objeto e depoimentos de testemunhas podem ajudar a reconstruir a dinâmica. A preservação desse material é essencial tanto para responsabilizar quem praticou eventual crime quanto para impedir acusações sem prova contra terceiros.

O que acontece agora

Os próximos passos dependem da formalização do boletim e da distribuição da ocorrência à unidade policial competente. A investigação poderá solicitar vídeos do entorno, ouvir as duas mulheres, identificar pessoas próximas ao ponto da mobilização e encaminhar vestígios para análise. Se houver indícios de crime eleitoral, o caso também poderá ser comunicado às instituições com atribuição eleitoral.

Partidos e candidatos têm responsabilidade adicional de reduzir a temperatura do debate e orientar militantes a respeitar atos adversários. Divergência política não autoriza agressão, dano a material ou intimidação. Ao mesmo tempo, a apuração deve ser técnica e sem antecipação de culpa. Até que a polícia conclua as diligências, o dado central é que duas integrantes relataram lesões leves durante uma atividade política e que a autoria do lançamento continua desconhecida.

Em resumo

O que aconteceu com a equipe de Jack Rocha em Cachoeiro?

A campanha relatou que um artefato semelhante a uma bombinha foi lançado durante uma mobilização no Centro da cidade.

Houve feridos?

Duas mulheres tiveram lesões descritas como superficiais, uma na perna e outra com irritação em um dos olhos.

A autoria foi identificada?

Não. A pessoa que teria lançado o objeto não havia sido identificada publicamente até a publicação.

A polícia confirmou motivação política?

Não. A motivação, a autoria e a natureza exata do objeto ainda dependem de investigação.

A campanha registrou ocorrência?

Sim. A equipe informou que registrou boletins e pediu apuração dos episódios.

Qual é o próximo passo?

A polícia poderá colher depoimentos, buscar imagens e analisar vestígios para esclarecer o fato.

Fontes