Política Nacional · 2026-09-28 · Redação Notícia ES

Carlos Viana rompe com Caiado e apoia Flávio no primeiro turno

Senador do PSD contraria a candidatura presidencial do próprio partido e adere ao voto útil em favor do candidato do PL.

Carlos Viana rompe com Caiado e apoia Flávio no primeiro turno
Carlos Viana rompe com Caiado e apoia Flávio no primeiro turno

O senador Carlos Viana, do PSD de Minas Gerais, declarou apoio a Flávio Bolsonaro no primeiro turno da eleição presidencial. O anúncio foi feito em vídeo publicado no domingo (27) e repercutiu nesta segunda-feira (28), na última semana da campanha.

A Veja noticiou a adesão de Viana ao movimento pelo voto útil e o rompimento com Ronaldo Caiado, candidato do próprio PSD ao Palácio do Planalto. O Estado de Minas confirmou a manifestação e informou que o senador concorre à reeleição por Minas Gerais.

Viana pediu votos para Flávio e afirmou que a reta final exige uma escolha definida. Ao dizer que “o morno não serve”, o parlamentar apresentou a mudança como uma tentativa de concentrar o eleitorado de direita ainda no primeiro turno.

A decisão contraria a orientação nacional da legenda. O PSD lançou Caiado à Presidência, mas o apoio público de um senador do partido a outro candidato revela que a candidatura enfrenta resistência interna na fase mais decisiva da disputa.

Apoio expõe fissura partidária

O gesto tem peso político porque não se limita a uma preferência pessoal manifestada em silêncio. Viana gravou um pedido público de voto, vinculou sua campanha ao projeto presidencial de Flávio e se afastou de forma aberta do nome escolhido pelo PSD.

Na prática, a declaração amplia a pressão sobre dirigentes e candidatos regionais do partido. Em uma eleição apertada, apoios estaduais podem influenciar a distribuição de palanques, o material de campanha e a mobilização de eleitores nos últimos dias.

O episódio também mostra o limite da disciplina partidária em eleições nacionais. Partidos organizam convenções e registram candidaturas, mas senadores, governadores e lideranças locais podem priorizar alianças próprias quando avaliam que outro nome possui maior afinidade com sua base.

Não há informação de que o PSD tenha aplicado punição a Viana. A consequência imediata é política: o senador passa a responder pela decisão diante da direção partidária e dos eleitores, enquanto Caiado perde um apoio relevante em Minas Gerais.

Viana mira comando do Senado

Ao anunciar o apoio, Viana relacionou a eleição presidencial à futura composição do Senado. Ele afirmou que pretende disputar a presidência da Casa a partir de fevereiro, caso seja reeleito, e defendeu uma postura mais firme do Legislativo diante do Supremo Tribunal Federal.

O senador prometeu dar andamento a um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes. A abertura de um procedimento dessa natureza depende da Presidência do Senado, que controla a tramitação inicial dos pedidos apresentados contra ministros do STF.

A promessa funciona como sinal à parcela do eleitorado conservador que critica a atuação do Supremo. Ao mesmo tempo, assumir a Presidência do Senado exige apoio de outros parlamentares em eleição interna, etapa que não é decidida diretamente pelo voto popular.

Flávio recebe com a adesão um reforço na campanha do primeiro turno, mas o efeito eleitoral do movimento só poderá ser medido pelas urnas. Para Caiado, a saída de um correligionário expõe dificuldade de manter unido o próprio partido em torno de sua candidatura.

Até a votação, Viana seguirá formalmente filiado ao PSD e candidato ao Senado pela legenda. O fato novo é que sua campanha nacional passou a defender Flávio, e não o presidenciável registrado pelo partido ao qual pertence.

Em resumo

Quem Carlos Viana decidiu apoiar para presidente?

O senador declarou apoio a Flávio Bolsonaro já no primeiro turno da eleição presidencial.

Por que o anúncio contraria o PSD?

Porque o partido de Viana tem Ronaldo Caiado como candidato oficial à Presidência.

Quando o apoio foi anunciado?

Viana publicou o vídeo no domingo, 27 de setembro, com repercussão nesta segunda-feira, 28.

O que Viana pretende no Senado?

Caso seja reeleito, ele afirma que buscará a Presidência da Casa a partir de fevereiro.

Viana deixou o PSD?

Não. Ele continua filiado e candidato pelo partido, embora apoie outro presidenciável.

Fontes