Justiça · 2026-10-11 · Redação Notícia ES

Caso Master segue parado no STF com pedidos pendentes

Autos estão há um mês sob a Presidência do Supremo, enquanto pedidos de liberdade e diligências policiais aguardam definição.

Caso Master segue parado no STF com pedidos pendentes
Caso Master segue parado no STF com pedidos pendentes

As investigações ligadas ao Banco Master completaram um mês sob a Presidência do Supremo Tribunal Federal neste domingo, 11 de outubro, com pedidos de liberdade e medidas solicitadas pela Polícia Federal ainda sem decisão. O impasse começou depois que Edson Fachin concentrou no próprio gabinete os processos relacionados ao caso.

O g1 informou que investigadores e advogados apontam represamento de diligências e pedidos urgentes. A Agência Brasil registrou a transferência dos autos, a cobrança de manifestação da Procuradoria-Geral da República e requerimentos de soltura apresentados por investigados; a CNN Brasil confirmou que a defesa de Daniel Vorcaro pediu a devolução da análise ao relator André Mendonça.

Fachin determinou em 12 de setembro que Mendonça remetesse à Presidência os procedimentos derivados das apurações sobre o antigo Banco Master. A medida ocorreu durante uma crise interna no Supremo, depois da divulgação de mensagens atribuídas a Vorcaro e de decisões conflitantes sobre a condução das investigações.

Suspensão acumula pedidos urgentes

Entre os pleitos pendentes estão pedidos que tratam diretamente da liberdade de investigados. A defesa de Vorcaro afirmou ter procurado Fachin em 18 de setembro e, depois, o gabinete de Mendonça. Segundo os advogados, recebeu a informação de que os autos permaneciam com o presidente da Corte e que havia ofício solicitando a devolução para apreciação das medidas urgentes.

A Presidência também pediu que a PGR se manifestasse sobre solicitações ligadas aos casos Master e INSS. A lista divulgada pela Agência Brasil incluiu requerimentos de Fabiano Zettel, Felipe Vorcaro e Henrique Vorcaro, além de questões apresentadas pela Ordem dos Advogados do Brasil sobre o sigilo de comunicações profissionais.

Na frente policial, a indefinição sobre quem deve autorizar novas buscas, apreensões e outras diligências produz efeito prático. Investigadores precisam saber se os pedidos devem ser encaminhados ao relator original ou à Presidência do Supremo. Sem essa definição, medidas dependentes de autorização judicial ficam sujeitas a atraso.

Impasse expõe custo institucional

O núcleo da controvérsia não é apenas administrativo. O plenário ainda precisa resolver questões sobre relatoria, competência e validade de atos praticados no curso do caso. Um pedido de vista interrompeu a deliberação, e a ausência de solução prolongou a permanência dos autos no gabinete de Fachin.

A suspensão não equivale a absolvição, condenação ou arquivamento. O caso reúne suspeitas de fraudes financeiras, corrupção, lavagem de dinheiro e vazamento de informações sigilosas, todas dependentes de apuração e contraditório. Também não elimina o dever de examinar pedidos de liberdade dentro de prazo razoável.

Para as defesas, a demora cria um limbo porque decisões urgentes ficam sem juiz claramente definido. Para os investigadores, a paralisia pode afetar a oportunidade de diligências. O STF precisa conciliar a proteção de suas competências com a continuidade das apurações e a garantia de que prisões preventivas sejam reavaliadas de forma fundamentada.

A saída depende de decisão institucional clara: devolver os processos ao relator, redistribuí-los ou manter a condução na Presidência com análise dos pedidos pendentes. Enquanto nenhuma dessas opções for formalizada, o caso Master seguirá marcado por incerteza processual, com custos tanto para a investigação quanto para os direitos dos investigados.

Em resumo

Há quanto tempo o caso Master está com a Presidência do STF?

Os autos completaram um mês sob a Presidência do Supremo em 11 de outubro de 2026.

Por que os processos foram enviados a Edson Fachin?

A remessa ocorreu durante a crise interna do STF sobre relatoria, competência e atos ligados às investigações do Banco Master.

Quais pedidos aguardam análise?

Há requerimentos de liberdade, medidas urgentes das defesas e diligências que dependem de autorização judicial.

O que a defesa de Daniel Vorcaro pediu?

A defesa pediu que Fachin permita ao relator André Mendonça analisar o pedido de liberdade e outras medidas urgentes.

A suspensão encerrou a investigação?

Não. A suspensão não representa arquivamento, absolvição ou condenação; ela mantém decisões processuais pendentes.

Fontes