Segurança Pública · 2026-08-28 · Redação Notícia ES

Catador de 28 anos é morto a tiros dentro de carroça em Vila Velha; DHPP investiga

Vítima foi encontrada na manhã de quinta-feira em Vila Velha. Relatos divergem sobre o bairro e o número de disparos, e a Polícia Civil ainda não divulgou autoria ou motivação.

Catador de 28 anos é morto a tiros dentro de carroça em Vila Velha; DHPP investiga
Catador de 28 anos é morto a tiros dentro de carroça em Vila Velha; DHPP investiga

Um homem de 28 anos, identificado em reportagens locais como Yago ou Hiago Paradella Vicente, foi encontrado morto a tiros dentro de uma carroça na manhã de quinta-feira (27), em Vila Velha. O caso é investigado pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) do município e, até a última atualização pública consultada pelo Notícia ES, não havia informação oficial sobre prisão de suspeitos ou sobre a motivação do homicídio.

A ocorrência ganhou repercussão por causa das circunstâncias em que o corpo foi localizado. A Folha Vitória informou que a vítima trabalhava com coleta de materiais recicláveis e teria sido atingida enquanto dormia no carrinho usado no trabalho. A Gazeta registrou que o corpo foi encontrado dentro de uma carroça e confirmou que a investigação ficou sob responsabilidade da DHPP de Vila Velha.

Relatos têm divergências e investigação ainda está no início

As primeiras informações divulgadas por veículos locais não coincidem em todos os detalhes. A Folha Vitória situou a ocorrência no bairro Divino Espírito Santo e relatou que moradores teriam ouvido pelo menos sete disparos por volta das 8 horas. Já A Gazeta apontou o bairro Cristóvão Colombo e informou, com base em dados policiais, que a vítima apresentava cinco perfurações provocadas por tiros.

Essa diferença é relevante e, por isso, o Notícia ES trata os pontos conflitantes como versões ainda não consolidadas. Em ocorrências de homicídio, os dados preliminares podem mudar à medida que perícia, boletim de ocorrência, necropsia e depoimentos são reunidos. Até agora, o ponto comum entre as fontes consultadas é que o homem tinha 28 anos, foi encontrado dentro de uma carroça em Vila Velha, apresentava ferimentos por arma de fogo e teve a morte investigada pela Polícia Civil.

A Gazeta informou que a Polícia Civil preferiu não divulgar detalhes adicionais naquele momento para não comprometer as diligências. Essa cautela costuma ocorrer nas primeiras horas de investigações de homicídio, especialmente quando ainda são buscadas imagens de câmeras, testemunhas e elementos que possam indicar autoria e motivação.

Família relata situação de vulnerabilidade

Segundo a Folha Vitória, familiares disseram que a vítima vivia em situação de rua e trabalhava como catador de recicláveis. O veículo também relatou que parentes haviam tentado ajudá-lo a retornar para casa antes de ele voltar às ruas poucos dias antes do crime. A reportagem publicou ainda que ele deixou uma filha de seis anos.

Informações sobre eventual uso de drogas foram atribuídas por veículos locais a familiares ou a apurações próprias. Até o momento, esse dado não foi apresentado como conclusão da Polícia Civil e não permite estabelecer qualquer relação com a motivação do homicídio. A causa e a dinâmica do crime dependem da investigação policial.

O caso chama atenção também porque pessoas em situação de rua enfrentam exposição ampliada à violência e têm menos recursos para proteção, registro de ameaças e preservação de provas. Ainda assim, qualquer hipótese sobre o motivo específico deste assassinato seria prematura sem elementos oficiais.

DHPP de Vila Velha conduz a apuração

A Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa de Vila Velha é a unidade responsável por investigar homicídios consumados e outras mortes violentas no município. A atuação da DHPP envolve análise da cena do crime, laudos periciais, oitivas, levantamento de imagens e cruzamento de informações produzidas durante as diligências.

Em ocorrências anteriores divulgadas pela própria Secretaria da Segurança Pública, a DHPP de Vila Velha já apresentou prisões decorrentes de investigações de homicídios no município. A identificação de um suspeito, porém, depende do conjunto de provas de cada caso e não existe prazo público para conclusão desta investigação.

Denúncias podem ser feitas de forma anônima

A Polícia Civil do Espírito Santo mantém o Disque-Denúncia 181 como canal para recebimento de informações sobre crimes. Segundo a própria instituição, o serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, e garante o anonimato. Também é possível encaminhar informações pela plataforma eletrônica do serviço.

Em investigações de homicídio, relatos de pessoas que presenciaram movimentações suspeitas, ouviram ameaças anteriores ou possuem imagens de câmeras podem ajudar a reconstruir a dinâmica do crime. A polícia orienta que essas informações sejam apresentadas pelos canais oficiais, evitando exposição pública de testemunhas ou acusações sem prova.

O que permanece sem resposta

Até a publicação desta reportagem, três pontos centrais continuavam em aberto: quem efetuou os disparos, qual foi a motivação e qual a dinâmica exata do ataque. Também há divergência nas primeiras reportagens quanto ao local preciso da ocorrência e à quantidade de tiros ouvidos ou constatados no corpo.

O Notícia ES continuará tratando como provisórias as informações que ainda não tenham sido confirmadas pela investigação. A conclusão dependerá dos laudos da perícia e das diligências da DHPP de Vila Velha.

Fontes da apuração

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