Política Nacional · 2026-10-29 · Redação Notícia ES

China sai em defesa da escolha dos brasileiros após Trump ver fraude em eleição de Lula

Porta-voz da chancelaria diz pela segunda vez na semana que Pequim respeita a escolha do povo brasileiro

China sai em defesa da escolha dos brasileiros após Trump ver fraude em eleição de Lula
China sai em defesa da escolha dos brasileiros após Trump ver fraude em eleição de Lula

Um dia depois de o presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , levantar suspeitas de fraude, sem provas , sobre a eleição que reconduziu Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ) ao Planalto, a China afirmou nesta terça-feira (27), em contraste, que respeita a escolha do povo brasileiro.

"Nós respeitamos a escolha independente do povo brasileiro", afirmou

"Nós respeitamos a escolha independente do povo brasileiro", afirmou Guo Jiakun, porta-voz da chancelaria chinesa, ao responder a uma pergunta sobre as declarações de Trump em entrevista coletiva nesta quarta-feira (28).

A frase reforça o que Guo já havia dito na segunda (26), quando foi questionado sobre o pedido do senador Flávio Bolsonaro ( PL ) para anular o resultado. Na ocasião, o porta-voz afirmou que "a China respeita a escolha do povo brasileiro".

Trump só se manifestou sobre o resultado na segunda-feira (26), um dia depois do segundo turno. Disse que não tinha escolhido lado na disputa, mas que a eleição lhe passou uma impressão ruim .

"Achei que foi uma situação muito ruim

"Achei que foi uma situação muito ruim. Não tomei partido, mas pareceu mais uma eleição fraudada. Foi uma imagem péssima para o mundo", afirmou. "As eleições precisam ser incontestáveis, e aquilo me pareceu muito ruim. Pareceu tão, tão corrupta, tão terrível."

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O republicano também mirou a decisão do ministro Cristiano Zanin, indicado ao STF (Supremo Tribunal Federal) por Lula, de estender o horário de votação. "Gosto de Lula, me dou muito bem com ele, mas a prorrogação concedida foi muito estranha", disse.

Perguntado se pretendia tomar alguma medida em relação ao pleito, respondeu que preside os Estados Unidos, não o Brasil.

O tom, porém, é diferente do adotado no primeiro turno. Em 4 de outubro, quando Flávio saiu à frente de Lula, Trump exaltou a velocidade da apuração brasileira e a usou como argumento contra o modelo eleitoral dos Estados Unidos.

Na postagem, trocou o Brasil pela Índia e depois se corrigiu. Um dia mais tarde, celebrou o desempenho de Flávio como uma "grande vitória".

Depois do segundo turno, o governo americano segurou a publicação de um comunicado em que parabenizaria os brasileiros pela eleição, conforme mostrado pela Folha . A decisão veio quando Flávio se recusou a reconhecer a vitória de Lula e pediu a anulação do pleito.

Próximo da família Bolsonaro, o governo Trump estava ciente da fuga do senador para os Estados Unidos e, segundo um aliado da família ouvido pela Folha , o secretário de Estado americano, Marco Rubio, participou ativamente da operação para retirá-lo do Brasil.

Uma autoridade da Casa Branca confirmou ainda que o governo americano concederia vistos a Flávio e a seus familiares.

Na quarta (28), Trump afirmou que aprovaria a entrada do senador no país e disse ter ouvido que ele estava na Argentina , mas que não sabia ao certo seu paradeiro.

Flávio deixou o Brasil dois dias depois da derrota. Antes disso, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, havia determinado o cancelamento de seus passaportes brasileiros e ordenado que ele entregasse os documentos de viagem estrangeiros. O senador não cumpriu a ordem.

Antes da fuga, ele havia afirmado publicamente que a cumpriria e que nunca tinha pensado em deixar o país.

Flávio e a família entraram na Argentina na noite de terça (27), por uma fronteira terrestre na província de Misiones. O senador usou um passaporte italiano, e a mulher e as duas filhas apresentaram documentos brasileiros.

Em resumo

O que aconteceu?

Um dia depois de o presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , levantar suspeitas de fraude, sem provas , sobre a eleição que reconduziu Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ) ao Planalto, a China afirmou nesta terça-feira (27), em contraste, que respeita a escolha do povo brasileiro.

Qual é o ponto principal?

"Nós respeitamos a escolha independente do povo brasileiro", afirmou Guo Jiakun, porta-voz da chancelaria chinesa, ao responder a uma pergunta sobre as declarações de Trump em entrevista coletiva nesta quarta-feira (28).

Quais são os dados mais importantes?

A frase reforça o que Guo já havia dito na segunda (26), quando foi questionado sobre o pedido do senador Flávio Bolsonaro ( PL ) para anular o resultado. Na ocasião, o porta-voz afirmou que "a China respeita a escolha do povo brasileiro".

Qual é o contexto?

Trump só se manifestou sobre o resultado na segunda-feira (26), um dia depois do segundo turno. Disse que não tinha escolhido lado na disputa, mas que a eleição lhe passou uma impressão ruim .

Quais são os próximos desdobramentos?

"Achei que foi uma situação muito ruim. Não tomei partido, mas pareceu mais uma eleição fraudada. Foi uma imagem péssima para o mundo", afirmou. "As eleições precisam ser incontestáveis, e aquilo me pareceu muito ruim. Pareceu tão, tão corrupta, tão terrível."

Fontes