Chinelo de soja retoma vendas e fatura R$ 350 mil
Marca reativada no fim de 2025 concentra vendas no comércio eletrônico e diz ter alcançado R$ 350 mil nos quatro primeiros meses da loja virtual.

A Green Flip Flops voltou a operar no fim de 2025 e informou ter faturado R$ 350 mil nos quatro primeiros meses de sua nova loja virtual. A empresa vende chinelos de PVC com plastificante de origem vegetal e tenta crescer pela internet antes de ampliar a presença no varejo físico.
O desempenho foi relatado nesta sexta-feira (16) pelo portal Startups e repercutido pelo InfoMoney. O site institucional da marca confirma o programa de troca de tiras e a logística reversa, enquanto os números de receita e pedidos foram apresentados pelos responsáveis pela empresa nas entrevistas.
A retomada ocorre depois de uma pausa provocada pelas dificuldades de distribuição durante a pandemia. O negócio dependia de pontos de venda e consignação, modelo que exigia escala de uma empresa com fabricação terceirizada e margem apertada. A operação brasileira foi reorganizada e o comércio eletrônico passou a concentrar a estratégia.
Loja virtual sustenta retomada
O novo site entrou no ar em junho de 2026. Segundo o CEO João Manoel Leite, a plataforma registra de 20 a 30 vendas por dia. A companhia também oferece produtos em um canal de comércio do TikTok e mantém parcerias selecionadas com hotéis, resorts, lojas especializadas e pontos no Parque Nacional do Iguaçu.
Os pares custam de R$ 109 a R$ 119, faixa superior à dos chinelos básicos vendidos em grande escala. A empresa afirma que não pretende disputar diretamente o mercado de massa neste momento. A meta imediata é consolidar um público interessado em durabilidade e menor uso de insumos derivados de petróleo.
O produto é feito de PVC com um plastificante à base de soja. De acordo com os fundadores, esse componente vegetal representa metade da fórmula e substitui parte do material de origem petrolífera. A empresa também atribui à maior densidade da sola uma vida útil mais longa, mas os dados divulgados são testes e estimativas da própria marca, sem auditoria independente apresentada nas reportagens.
Durabilidade orienta modelo circular
A política ambiental foi organizada nos eixos reduzir, reutilizar e reciclar. Enquanto a sola puder ser usada, o consumidor pode solicitar uma nova tira sem pagar pelo componente, arcando apenas com o envio. Quando o chinelo chega ao fim da vida útil, a empresa oferece desconto em outro par para quem devolve o produto.
A logística reversa ainda tem escala pequena. Menos de dez pares haviam retornado até a entrevista concedida ao Startups, volume insuficiente para medir o impacto do programa. O dado mostra a distância entre a proposta circular e a operação prática necessária para recolher, separar e reaproveitar o material.
A companhia diz que pretende lançar novas coleções e fortalecer o marketing orgânico antes de acelerar a expansão. Também se declara aberta a investimentos, embora não tenha anunciado rodada de captação. Um eventual aporte seria direcionado sobretudo à produção de conteúdo e à construção da marca.
O avanço dependerá de transformar a curiosidade por um material alternativo em compras recorrentes. Os R$ 350 mil iniciais apontam demanda para um produto de nicho, mas ainda não demonstram escala comparável à das grandes fabricantes. A próxima prova será manter o ritmo de pedidos e fazer a logística reversa funcionar quando o volume crescer.
Em resumo
A empresa informou receita de R$ 350 mil nos quatro primeiros meses da nova loja virtual.
A marca retomou as atividades no fim de 2025 e lançou o novo site em junho de 2026.
A soja é usada na produção de um plastificante vegetal que substitui parte do componente de origem petrolífera do PVC.
Segundo o CEO, o site registra de 20 a 30 vendas diárias.
O consumidor pode devolver o chinelo no fim da vida útil e receber desconto na compra de outro par.