Esporte · 2026-09-22 · Redação Notícia ES

Beach tennis reúne 30 categorias e coroa dupla inédita em Vitória

Claro BT World Tour levou profissionais, famílias e atletas PCD à Praia de Camburi; Bia Antunes Sornas e Júlia Barozzi venceram a chave feminina.

Beach tennis reúne 30 categorias e coroa dupla inédita em Vitória
Atletas disputam o Claro BT World Tour na Praia de Camburi, em Vitória. Crédito: Ramon Porto/A Gazeta.

A terceira edição do Claro BT World Tour encerrou quatro dias de disputas na Praia de Camburi, em Vitória, com 30 categorias para atletas profissionais e amadores, incluindo divisões por idade, nível técnico, duplas mistas e participantes com deficiência. O torneio foi realizado de 17 a 20 de setembro e teve premiação profissional de US$ 5 mil.

Na chave feminina profissional, Bia Antunes Sornas, de São Paulo, e Júlia Barozzi, de Mato Grosso, conquistaram o título na primeira competição disputada juntas. Bia havia sido vice-campeã em uma passagem anterior pela etapa capixaba. A vitória mostrou a capacidade da dupla de ajustar comunicação e posicionamento durante o próprio torneio.

Além da categoria principal, o evento ofereceu disputas do sub-12 ao 60+, faixas A a D e combinações mistas. As categorias amadoras valeram pontos para o ranking estadual na classificação FET 300. A diversidade permitiu que atletas em formação, praticantes recreativos e competidores experientes compartilhassem a estrutura montada na orla.

A programação incluiu o projeto Beach Tennis Inclusivo e uma categoria para pessoas com deficiência. Organizadores apresentaram adaptações voltadas a condições físicas e neurológicas. A iniciativa foi destacada porque ainda são poucos os eventos ligados ao circuito mundial da Federação Internacional de Tênis que mantêm essa participação na mesma etapa.

Famílias formaram duplas na areia

As faixas etárias e categorias mistas abriram espaço para parentes competirem juntos. João Paulo Silva, de São Mateus, disputou uma partida ao lado da filha Valentina, de 13 anos, atleta capixaba da categoria sub-14. O relato dos dois ilustra como a modalidade combina competição e convivência familiar.

A inclusão, porém, precisa ser medida por condições reais: acesso ao local, regras adaptadas, equipe capacitada e continuidade de treinos depois do evento. Uma apresentação pontual aumenta visibilidade, mas não substitui calendário regular, formação de professores e quadras disponíveis para atletas PCD.

Na praia, a estrutura aproximou o torneio do público que circulava por Camburi. A entrada gratuita facilitou o contato com partidas profissionais e amadoras. Eventos em espaço aberto também exigem organização de trânsito, limpeza, acessibilidade e preservação da área utilizada, pontos que devem integrar a avaliação da etapa.

Etapa profissional dividiu espaço com ranking estadual

O prêmio de US$ 5 mil concentrou-se na disputa profissional, enquanto os amadores acumularam pontuação estadual. Os dois eixos atendem objetivos diferentes: a chave principal atrai atletas de maior nível e amplia visibilidade; as categorias locais ajudam a manter praticantes em competição durante a temporada.

Bia e Júlia vieram de estados diferentes e montaram uma parceria inédita. Em esportes de dupla, entrosamento envolve escolha de bolas, cobertura do centro, comunicação e resposta ao vento. Vencer na estreia não garante continuidade automática, mas cria uma referência para futuras composições.

Atletas estrangeiros também participaram da programação profissional, segundo o balanço divulgado. O encontro com competidores de outros locais aumenta o nível técnico e dá aos capixabas contato com estilos diferentes sem a necessidade de viajar. O efeito depende da manutenção de etapas, de oportunidades para a base e da divulgação transparente dos critérios de inscrição.

Legado será medido depois do pódio

O encerramento deixa perguntas para organizadores e federação: quantos novos atletas entrarão no ranking, quantas pessoas com deficiência terão treino regular e como a estrutura poderá ser reaproveitada. O número de categorias é relevante, mas a continuidade determina se a inclusão vira parte estável do circuito capixaba.

Vitória tem recebido competições de beach tennis em diferentes pontos da orla, o que fortalece a modalidade e movimenta serviços locais. O crescimento precisa conviver com regras claras para uso da praia e acesso equilibrado aos espaços públicos. Calendário, impacto e contrapartidas devem ser divulgados com antecedência e avaliados depois de cada evento.

O resultado esportivo consagrou uma dupla que nunca havia jogado junta; o resultado social reuniu gerações e perfis diversos. A próxima edição poderá avançar se transformar a experiência de quatro dias em mais treinamento, etapas estaduais e presença permanente de atletas PCD nas chaves competitivas.

Em resumo

Quando ocorreu o Claro BT World Tour em Vitória?

A terceira edição foi realizada de 17 a 20 de setembro de 2026, na Praia de Camburi.

Quantas categorias participaram?

O balanço do evento informa 30 categorias, do sub-12 ao 60+, com níveis técnicos e disputas mistas.

Houve participação de atletas PCD?

Sim. O torneio incluiu categoria e apresentação do projeto Beach Tennis Inclusivo.

Quem venceu a chave feminina profissional?

Bia Antunes Sornas e Júlia Barozzi foram campeãs jogando juntas pela primeira vez.

Qual foi a premiação profissional?

A etapa distribuiu US$ 5 mil e também valeu pontos para o ranking estadual amador.

Qual foi o destaque além do resultado?

A integração entre profissionais, famílias, diferentes idades e atletas com deficiência na mesma programação.

Fontes