Política Nacional · 2026-10-12 · Redação Notícia ES

Cleitinho amplia palanque de Flávio em Minas

Governador eleito reforça apoio ao presidenciável do PL em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país.

Cleitinho amplia palanque de Flávio em Minas
Cleitinho amplia palanque de Flávio em Minas

O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), intensificou nesta segunda-feira (12) a participação na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). Ele divulgou uma peça em que substitui o adesivo usado na própria eleição por outro do candidato e afirma que “Minas Gerais é 22”.

A Veja registrou o novo gesto de campanha e apresentou a adesão como reforço à base de Flávio no estado. O UOL já havia confirmado, em 5 de outubro, que Cleitinho apoiaria o candidato do PL no segundo turno, enquanto a Folha detalhou a estratégia para ampliar a votação mineira.

O fato novo, portanto, não é a escolha entre Flávio e Lula, mas a passagem do apoio declarado para uma atuação pública de campanha. Eleito governador no primeiro turno, Cleitinho coloca sua imagem eleitoral e sua rede de apoiadores a serviço da disputa nacional.

Minas ganha peso estratégico

Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país e concentra cerca de 10% dos eleitores brasileiros. No primeiro turno presidencial, Flávio recebeu 48,24% dos votos válidos no estado, contra 43,33% de Lula, segundo os resultados citados pelo UOL.

A diferença favorável ao candidato do PL não elimina a disputa. Aliados trabalham para ampliar a vantagem e compensar eventuais perdas em outras regiões. A Folha informou que a meta anunciada pelo senador eleito Domingos Sávio é acrescentar um milhão de votos à votação de Flávio em Minas.

A estratégia prevê atos em cidades que o presidenciável não consiga visitar e agendas com lideranças estaduais. Além de Cleitinho, o deputado federal Nikolas Ferreira e Domingos Sávio aparecem entre os nomes mobilizados para converter a votação obtida no primeiro turno em presença territorial até o segundo.

O apoio também envolve interesses estaduais. Cleitinho afirmou anteriormente que pretende cobrar atenção do futuro presidente para Minas, independentemente de manter diálogo institucional com quem vencer. A posição combina identidade política à direita com a obrigação de negociar demandas mineiras junto ao governo federal.

Apoio deixa fase declaratória

A cobertura da Veja tratou o gesto desta segunda-feira como um problema para Lula, que precisa reverter o resultado mineiro. O enquadramento se apoia na soma entre o governador eleito e a força eleitoral de Nikolas, mas o efeito real dependerá da capacidade de transformar popularidade estadual em novos votos presidenciais.

O UOL, ao noticiar o apoio uma semana antes, destacou que Cleitinho se declarou de direita e disse que nunca seria aliado de Lula. Ao mesmo tempo, registrou a afirmação de que ele manteria diálogo democrático e republicano com qualquer presidente em defesa da população de Minas.

Essa distinção evita confundir apoio eleitoral com ruptura institucional. Durante a campanha, Cleitinho pode pedir votos para Flávio; depois da eleição, o governador terá de manter canais com o Planalto, seja qual for o resultado. A mesma régua vale para governadores alinhados ao PT ou ao PL.

Ao trocar o adesivo e assumir uma mensagem direta ao eleitorado, Cleitinho amplia o palanque de Flávio em um estado decisivo. O passo seguinte será medido pelas agendas realizadas, pelo alcance da mobilização municipal e, ao fim, pela diferença de votos no segundo turno.

Em resumo

O que Cleitinho fez nesta segunda-feira?

O governador eleito divulgou uma peça de campanha, trocou o adesivo da própria eleição e reforçou o apoio a Flávio Bolsonaro.

Cleitinho já havia declarado apoio?

Sim. Ele confirmou em 5 de outubro que apoiaria Flávio no segundo turno; o novo gesto marca participação mais ativa na campanha.

Qual foi o resultado presidencial em Minas?

Flávio obteve 48,24% dos votos válidos no estado, e Lula recebeu 43,33% no primeiro turno.

Por que Minas Gerais é estratégica?

O estado é o segundo maior colégio eleitoral do país e reúne aproximadamente 10% dos eleitores brasileiros.

Qual é a meta anunciada pelos aliados?

Domingos Sávio afirmou que o grupo pretende ampliar em um milhão a votação de Flávio em Minas Gerais.

Fontes