Economia · 2026-10-30 · Redação Notícia ES

Com pós-eleição, XP revela onde prefere investir em fundos imobiliários

A reprecificação dos ativos domésticos após as eleições tornou o cenário mais desafiador para os fundos imobiliários

Com pós-eleição, XP revela onde prefere investir em fundos imobiliários
Com pós-eleição, XP revela onde prefere investir em fundos imobiliários

A reprecificação dos ativos domésticos após as eleições, diante da menor expectativa de uma mudança fiscal nos próximos anos, tornou o cenário mais desafiador para os fundos imobiliários.

Dados e contexto do setor

A avaliação é da XP, que aborda a alta dos juros de mercado e dos prêmios de risco como fatores de pressão sobre os fundos listados.

Esse conjunto de fatores tende a afetar especialmente os segmentos mais sensíveis às oscilações dos juros de longo prazo.

Apesar do ambiente, a XP considera importante manter uma alocação estrutural em fundos imobiliários. A casa de análise sustenta que a classe ainda oferece rendimentos recorrentes atrativos, fundamentos setoriais sólidos e descontos elevados.

Impactos e informações adicionais

Entre os segmentos analisados dos FIIs, os galpões logísticos aparecem como o mais defensivo entre os fundos de tijolo, enquanto os fundos de recebíveis imobiliários devem continuar desempenhando papel importante nas carteiras.

Já lajes corporativas, shoppings, fundos de fundos, multiestratégias e Fiagros exigem atenção a riscos específicos.

No mercado de lajes corporativas, a XP observa uma recuperação dos fundamentos em São Paulo, impulsionada pelo retorno ao trabalho presencial e pela oferta limitada de imóveis.

A combinação tem contribuído para a redução da vacância e para o crescimento dos aluguéis, especialmente nas regiões mais valorizadas.

Mesmo assim, o segmento continua sendo o mais descontado da indústria, embora sua elevada sensibilidade aos juros de longo prazo justifique uma exposição mais moderada no cenário atual.

Os galpões logísticos, por sua vez, são apontados como o segmento mais defensivo entre os fundos imobiliários de tijolo . A demanda aquecida, impulsionada principalmente pelo comércio eletrônico, tem sustentado níveis elevados de absorção e levado a vacância à mínima histórica.

Embora haja um volume relevante de novas entregas previsto, boa parte dos empreendimentos já está pré-locada, o que tende a preservar a ocupação e abrir espaço para reajustes de aluguel, em alguns casos acima da inflação.

Para os fundos de shopping centers, a avaliação é mais cautelosa. A desaceleração da atividade econômica, os juros elevados e o maior comprometimento da renda das famílias representam desafios para o segmento.

Nesse cenário, a XP prioriza fundos com ativos dominantes em suas regiões de influência, exposição aos públicos das classes A e B, reservas robustas e potencial de monetização de empreendimentos maduros.

A casa também chama atenção para a sustentabilidade dos rendimentos, diante da diferença entre os valores distribuídos e a geração recorrente de resultados, medida pelo FFO.

Entre os fundos de recebíveis imobiliários, a XP mantém uma visão positiva e destaca a combinação de rentabilidade atrativa e menor volatilidade.

Os fundos indexados ao IPCA podem se beneficiar do cenário inflacionário e, segundo a análise, apresentam descontos relevantes em relação ao valor patrimonial.

Já os fundos atrelados ao CDI tendem a oferecer menor volatilidade e podem continuar favorecidos pela perspectiva de manutenção da Selic em patamares elevados por mais tempo.

A preferência da instituição é por fundos com risco de crédito entre baixo e moderado.

No segmento de fundos de fundos (FOFs) e multiestratégias, a XP identifica potencial de retorno nos descontos em relação ao valor patrimonial e nos prêmios de risco acima da média histórica. Os dividend yields elevados também contribuem para a atratividade da classe.

Ainda assim, a recomendação é manter uma exposição menor e com viés tático, devido à maior sensibilidade desses veículos às oscilações da curva de juros.

A preferência recai sobre fundos com maior exposição a crédito, posições de caixa mais elevadas e equipes de gestão experientes, com histórico consistente de geração de retorno excedente ( alpha ).

Em resumo

O que aconteceu?

A reprecificação dos ativos domésticos após as eleições, diante da menor expectativa de uma mudança fiscal nos próximos anos, tornou o cenário mais desafiador para os fundos imobiliários. A avaliação é da XP, que aborda a alta dos juros de mercado e dos prêmios de risco como fatores de pressão sobre os fundos listados.

Qual é o ponto principal?

Esse conjunto de fatores tende a afetar especialmente os segmentos mais sensíveis às oscilações dos juros de longo prazo.

Quais são os dados mais importantes?

Apesar do ambiente, a XP considera importante manter uma alocação estrutural em fundos imobiliários. A casa de análise sustenta que a classe ainda oferece rendimentos recorrentes atrativos, fundamentos setoriais sólidos e descontos elevados.

Qual é o contexto?

Entre os segmentos analisados dos FIIs, os galpões logísticos aparecem como o mais defensivo entre os fundos de tijolo, enquanto os fundos de recebíveis imobiliários devem continuar desempenhando papel importante nas carteiras.

Quais são os próximos desdobramentos?

Já lajes corporativas, shoppings, fundos de fundos, multiestratégias e Fiagros exigem atenção a riscos específicos.

Fontes