Economia · 2026-11-02 · Redação Notícia ES

Com queda de 10% sob ‘efeito Lula’, Bolsa foi o pior investimento em outubro

Por outro lado, dólar comercial e aplicações de renda fixa pós-fixada registraram as maiores taxas de retorno para investidores

Com queda de 10% sob ‘efeito Lula’, Bolsa foi o pior investimento em outubro
Com queda de 10% sob ‘efeito Lula’, Bolsa foi o pior investimento em outubro

Depois da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 26 de outubro de 2026, o mercado financeiro brasileiro enfrentou uma forte queda, com o Ibovespa perdendo quase 10% em outubro e despencando mais de 18% na última semana do mês.

Dados e contexto do setor

O dia seguinte à vitória de Lula registrou a maior queda diária desde março de 2020, resultando em uma perda de R$ 734 bilhões em valor de mercado.

Em contraste, o dólar comercial subiu mais de 8%, impactando o custo de vida.

Influenciada pela vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano, o que provocou um verdadeiro terremoto no mercado financeiro e derrubou o Ibovespa, a Bolsa de Valores foi o pior investimento do mês passado, ao lado do bitcoin e de títulos públicos de longo prazo atrelados à inflação.

Impactos e informações adicionais

Por outro lado, o dólar comercial e as aplicações de renda fixa pós-fixada registraram as maiores taxas de retorno para os investidores em outubro, assim como títulos públicos como Tesouro Selic e CDBs pós-fixados.

Principal indicador do desempenho das ações negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3) , o Ibovespa fechou o mês passado com perdas de quase 10% (-9,88%).

Apenas na última semana de outubro, na esteira da reeleição de Lula, que derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais, o indicador despencou mais de 18%.

Em 26 de outubro, o dia seguinte à vitória de Lula sobre Flávio, o mercado financeiro entrou em pânico e o Ibovespa desabou quase 14%.

Foi o pior resultado diário desde março de 2020, no início da pandemia de covid-19, e a terceira maior queda da história da bolsa brasileira. Durante a sessão, o Ibovespa chegou a derreter 17%, abaixo de 170 mil pontos .

Segundo levantamento da consultoria Elos Ayta, a reeleição de Lula levou a uma perda de R$ 734 bilhões em valor de mercado, em um único dia, das companhias listadas na B3.

De 403 empresas analisadas, 315 fecharam o pregão no vermelho (78%) e apenas 13 (3%) tiveram valorização.

Pela primeira vez em seis anos, a B3 teve de acionar o “ circuit breaker ”, mecanismo de segurança que suspende as negociações quando o mercado sofre quedas bruscas.

O risco-país, que mede a percepção sobre a chance de calote na dívida externa, disparou ao maior nível em 16 meses , refletindo o pessimismo dos investidores.

Na mesma sessão marcada pelo “terremoto Lula”, o dólar saltou mais de 8% frente ao real, cotado a R$ 5,40, a maior alta diária desde janeiro de 1999.

A escalada da moeda norte-americana afeta diretamente o bolso do brasileiro porque o real perde valor, o que encarece produtos, serviços e o custo de vida no país.

Itens como combustíveis, alimentos e eletrônicos, além de produtos importados e viagens internacionais, tendem a ficar mais caros.

No último pregão de outubro, na sexta-feira 30, o Ibovespa fechou em queda de 0,75%, aos 167.921,80 pontos.

No início do mês, em 5 de outubro, um dia depois do primeiro turno da eleição (que terminou com Flávio à frente de Lula), o índice superou a marca de 200 mil pontos pela primeira vez na história .

O dólar, por sua vez, praticamente zerou as perdas do ano. A moeda norte-americana registrou alta de 5,22% frente ao real em outubro, fechando o mês negociada a R$ 5,444 – acima de R$ 5,40 pela primeira vez desde dezembro do ano passado.

Na última sessão do mês, a moeda dos Estados Unidos fechou em alta de mais de 1% (+1,05%). No acumulado do ano, ainda há queda de 0,81%. Em maio, a perda do dólar frente ao real superava 10%.

Em outubro, os papéis atrelados à inflação, como o IPCA+ 2032, registraram forte alta.

A taxa de juros do papel começou o mês em 7,66% ao ano além da inflação, recuou para 6,68% no dia 9 (mínima de outubro) e fechou a 7,89%, no dia 30.

Quem comprou o título no dia 9, sob a taxa de 6,68%, viu uma redução no saldo no fim do mês, provocada pela disparada da taxa para 7,89%.

O Tesouro IPCA+ 2032 é um título público federal de renda fixa emitido pelo Tesouro Nacional, com vencimento em de agosto de 2032.

Enquanto a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) diminui o poder de compra do dinheiro ao longo do tempo, o título garante que o investidor sempre receba a variação oficial da inflação mais uma taxa de juro real prefixada.

O Tesouro Selic, considerado o porto seguro do investidor comum, foi o contrapeso em outubro. Com a taxa de juros em patamar elevado, houve um retorno acima de 1% no mês.

Ele é um título público federal de renda fixa pós-fixado emitido pelo Tesouro, que rende atrelado à taxa básica de juros da economia.

Trata-se de uma espécie de empréstimo que o investidor faz para o governo brasileiro, que usa o seu dinheiro para financiar as contas públicas e, em troca, devolve o valor corrigido diariamente pela Selic.

Já no Tesouro Prefixado com vencimento para 2032, a taxa de investimento passou de 14,19%, no dia 1º de outubro, para 15,31%, no dia 30. Ele é um título público de renda fixa emitido pelo Tesouro em que a rentabilidade anual é definida e “trava” no momento da compra.

Em resumo

O que aconteceu?

Depois da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 26 de outubro de 2026, o mercado financeiro brasileiro enfrentou uma forte queda, com o Ibovespa perdendo quase 10% em outubro e despencando mais de 18% na última semana do mês.

Qual é o ponto principal?

Influenciada pela vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano, o que provocou um verdadeiro terremoto no mercado financeiro e derrubou o Ibovespa, a Bolsa de Valores foi o pior investimento do mês passado, ao lado do bitcoin e de títulos públicos de longo prazo atrelados à inflação.

Quais são os dados mais importantes?

Por outro lado, o dólar comercial e as aplicações de renda fixa pós-fixada registraram as maiores taxas de retorno para os investidores em outubro, assim como títulos públicos como Tesouro Selic e CDBs pós-fixados.

Qual é o contexto?

Principal indicador do desempenho das ações negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3) , o Ibovespa fechou o mês passado com perdas de quase 10% (-9,88%).

Quais são os próximos desdobramentos?

Apenas na última semana de outubro, na esteira da reeleição de Lula, que derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais, o indicador despencou mais de 18%.

Fontes