Economia · 2026-10-22 · Redação Notícia ES

Como capturar "tese Brasil" nas ações de bens de capital? XP aponta mais beneficiadas

Casa vê Randoncorp como a empresa mais sensível à melhora do cenário brasileiro e avalia que WEG e Embraer tendem a perder tração em um ambiente de real forte e juros em queda

Como capturar "tese Brasil" nas ações de bens de capital? XP aponta mais beneficiadas
Como capturar "tese Brasil" nas ações de bens de capital? XP aponta mais beneficiadas

A forte recuperação da Bolsa brasileira desde o início de outubro está redesenhando as perspectivas para o setor de bens de capital.

Em relatório divulgado nesta semana, os analistas Lucas Laghi,

Em relatório divulgado nesta semana, os analistas Lucas Laghi, Fernanda Urbano e Guilherme Nippes, da XP, avaliam que empresas mais ligadas ao ciclo doméstico e ao mercado interno tendem a ser as principais beneficiadas pela melhora das expectativas para a economia brasileira, enquanto exportadoras como WEG ( WEGE3 ) e Embraer ( EMBJ3 ) ficam relativamente menos favorecidas.

O Ibovespa acumula alta de cerca de 11% no mês, movimento que, segundo a XP, pode ser explicado por quatro fatores principais: a compressão dos juros de longo prazo, a valorização do real, a expectativa de despesas financeiras menores com uma trajetória mais baixa para a Selic e uma melhora do cenário macroeconômico para companhias mais cíclicas.

Para medir quais empresas são mais sensíveis a essas mudanças, a XP criou um modelo quantitativo que avalia os impactos sobre lucros e fluxo de caixa.

Resultado apontou a Randoncorp ( RAPT4 ) como

O resultado apontou a Randoncorp ( RAPT4 ) como a companhia com maior exposição positiva a um cenário de melhora da economia doméstica, seguida pela Kepler Weber ( KEPL3 ).

Segundo os analistas, as ações ligadas ao mercado interno avançaram, em média, cerca de 20% desde a melhora da percepção dos investidores sobre o Brasil. A Randoncorp ( RAPT4 ) foi o principal destaque, com valorização próxima de 60% em outubro.

Na visão da XP, o mercado não está mais precificando apenas o benefício direto da queda dos juros, mas também uma recuperação mais ampla da atividade econômica.

Caso as projeções para o crescimento brasileiro sigam melhorando e os juros continuem recuando, novas revisões positivas para os lucros dessas empresas ainda podem ocorrer.

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Embora mantenha recomendação neutra para Randoncorp, Marcopolo ( POMO4 ) e Kepler Weber, a corretora considera a Randoncorp a empresa mais exposta a uma eventual continuidade do ciclo de recuperação doméstica, especialmente por atuar em setores que seguem abaixo dos níveis históricos de atividade.

No outro extremo, a XP vê exportadoras como as menos beneficiadas pelo atual momento do mercado brasileiro.

A avaliação é que empresas com receitas fortemente dolarizadas tendem a sofrer em um ambiente de valorização do real e de maior otimismo em relação à economia doméstica.

Por isso, WEG e Embraer aparecem entre os nomes com menor exposição positiva ao chamado “trade Brasil”.

Ainda assim, os analistas consideram que a WEG está em posição relativamente melhor do que a Embraer por ter maior participação do mercado brasileiro em seus negócios e por poder se beneficiar caso haja redução das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, com eventual diminuição de tarifas.

Apesar da menor exposição ao cenário doméstico, a Embraer continua sendo uma das principais recomendações da XP para o setor.

Segundo a casa, a companhia oferece uma relação risco-retorno atrativa graças à forte visibilidade de crescimento dos resultados, independentemente do cenário macroeconômico brasileiro.

A XP também mantém visão positiva sobre a Tupy ( TUPY3 ), argumentando que a empresa ainda apresenta uma assimetria favorável de valor, impulsionada pela melhora dos resultados nos Estados Unidos e pelo potencial de recuperação da atividade no Brasil.

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Já em relação à WEG, a corretora continua enxergando uma trajetória sólida de crescimento dos lucros, mas considera que o prêmio de valuation da companhia segue elevado quando comparado ao de empresas globais do setor.

Após a recente correção das ações, no entanto, essa diferença teria ficado mais equilibrada.

Assim, a leitura da XP é que a próxima etapa do rali da Bolsa brasileira tende a favorecer principalmente empresas alavancadas à atividade doméstica, enquanto exportadoras devem continuar dependendo mais de seus fundamentos específicos do que da melhora do cenário macroeconômico local.

Em resumo

O que aconteceu?

A forte recuperação da Bolsa brasileira desde o início de outubro está redesenhando as perspectivas para o setor de bens de capital. Em relatório divulgado nesta semana, os analistas Lucas Laghi, Fernanda Urbano e Guilherme Nippes, da XP, avaliam que empresas mais ligadas ao ciclo doméstico e ao mercado interno tendem a ser as principais beneficiadas pela me

Qual é o ponto principal?

O Ibovespa acumula alta de cerca de 11% no mês, movimento que, segundo a XP, pode ser explicado por quatro fatores principais: a compressão dos juros de longo prazo, a valorização do real, a expectativa de despesas financeiras menores com uma trajetória mais baixa para a Selic e uma melhora do cenário macroeconômico para companhias mais cíclicas.

Quais são os dados mais importantes?

Para medir quais empresas são mais sensíveis a essas mudanças, a XP criou um modelo quantitativo que avalia os impactos sobre lucros e fluxo de caixa. O resultado apontou a Randoncorp ( RAPT4 ) como a companhia com maior exposição positiva a um cenário de melhora da economia doméstica, seguida pela Kepler Weber ( KEPL3 ).

Qual é o contexto?

Segundo os analistas, as ações ligadas ao mercado interno avançaram, em média, cerca de 20% desde a melhora da percepção dos investidores sobre o Brasil. A Randoncorp ( RAPT4 ) foi o principal destaque, com valorização próxima de 60% em outubro.

Quais são os próximos desdobramentos?

Na visão da XP, o mercado não está mais precificando apenas o benefício direto da queda dos juros, mas também uma recuperação mais ampla da atividade econômica. Caso as projeções para o crescimento brasileiro sigam melhorando e os juros continuem recuando, novas revisões positivas para os lucros dessas empresas ainda podem ocorrer.

Fontes