Política Nacional · 2026-10-08 · Redação Notícia ES

Como Evair de Melo conquistou o Senado e quase superou Casagrande

Quatro fatores estratégicos explicam o crescimento do deputado republicano na reta final da disputa no Espírito Santo

Como Evair de Melo conquistou o Senado e quase superou Casagrande
Como Evair de Melo conquistou o Senado e quase superou Casagrande

O deputado federal Evair de Melo (Republicanos) apareceu na véspera do dia da votação como um dos favoritos a ser eleito para uma das vagas ao Senado no Espírito Santo.

Isso foi apontado pela pesquisa Quaest, no sábado (3)

Isso foi apontado pela pesquisa Quaest, no sábado (3) , que mostrou o republicano empatado com Maguinha Malta (PL) em segundo lugar.

O resultado das urnas de domingo (4) foi ainda mais favorável a Evair. Ele não só conquistou uma cadeira em Brasília como quase ultrapassou o ex-governador Renato Casagrande (PSB) em número de votos.

Casagrande, desde sempre o favorito na disputa, assegurou, por um triz, o primeiro lugar, teve 995.361 votos (24,70%) contra 982.978 (24,39%) de Evair.

Mas o que explica o desempenho do candidato

Mas o que explica o desempenho do candidato do Republicanos? Eis aqui algumas hipóteses.

Já frisei, na coluna sobre o motivo de Ricardo Ferraço (MDB) ter ficado em segundo lugar na corrida pelo Palácio Anchieta, que a "onda bolsonarista" não explica tudo, mas especialmente em relação aos cargos em disputa para o parlamento, tem uma força que não pode ser ignorada.

Não só o bolsonarismo como o voto com viés ideológico. Não à toa, o deputado federal mais votado do Espírito Santo é Lucas Polese, do PL, e a segunda mais votada é Jack Rocha, do PT.

Creio que Evair foi mais um dos beneficiados por esse fator.

Ex-integrante do PP e recém-filiado ao Republicanos, o deputado tem atuação voltada à direita, já recebeu até declaração de apoio de Jair Bolsonaro, antes de este ser condenado e preso por tentativa de golpe de Estado.

Quando ainda filiado ao PP, Evair ainda foi um dos vice-líderes do governo Bolsonaro na Câmara.

Durante a campanha, entretanto, ele tentou se apresentar ao eleitor não como um extremista ideológico. No horário eleitoral na TV, por exemplo, o tom foi moderado.

Em entrevistas, como na sabatina realizada por A Gazeta e CBN Vitória, o republicano deixou escapar algumas de suas bandeiras mais radicais, como ao defender que o MST deveria ser classificado como organização terrorista.

Evair teve como parceira de chapa Maguinha, filha do senador Magno Malta. A onda bolsonarista também a elevou nas intenções de voto na véspera do pleito.

Por ser filha do senador Magno Malta e filiada ao PL, Maguinha naturalmente soa mais à direita até que Evair.

Uma hipótese possível é que parte dos eleitores de direita não tão radicais, ao notarem que a segunda vaga ao Senado ficaria ou com Evair ou com Maguinha, pelas pesquisas, decidiram optar por Evair até como "voto útil".

De certa forma, a presença de Maguinha no páreo fez Evair parecer mais ao centro do que realmente é.

Claro que também deve ter havido o voto Evaguinha , em que um mesmo eleitor votou nos dois.

Em resumo

O que aconteceu?

O deputado federal Evair de Melo (Republicanos) apareceu na véspera do dia da votação como um dos favoritos a ser eleito para uma das vagas ao Senado no Espírito Santo. Isso foi apontado pela pesquisa Quaest, no sábado (3) , que mostrou o republicano empatado com Maguinha Malta (PL) em segundo lugar.

Qual é o ponto principal?

O resultado das urnas de domingo (4) foi ainda mais favorável a Evair. Ele não só conquistou uma cadeira em Brasília como quase ultrapassou o ex-governador Renato Casagrande (PSB) em número de votos.

Quais são os dados mais importantes?

Casagrande, desde sempre o favorito na disputa, assegurou, por um triz, o primeiro lugar, teve 995.361 votos (24,70%) contra 982.978 (24,39%) de Evair.

Qual é o contexto?

Mas o que explica o desempenho do candidato do Republicanos? Eis aqui algumas hipóteses.

Quais são os próximos desdobramentos?

Já frisei, na coluna sobre o motivo de Ricardo Ferraço (MDB) ter ficado em segundo lugar na corrida pelo Palácio Anchieta, que a "onda bolsonarista" não explica tudo, mas especialmente em relação aos cargos em disputa para o parlamento, tem uma força que não pode ser ignorada.

Fontes