Congresso paraguaio suspende sessão e Peña segue como presidente
Manobra da base governista trava votação; opositores defendem que Peña sofra impeachment para que perca o foro privilegiado.

Manobra da base governista trava votação no Congresso por falta de votos para aceitar a renúncia; opositores defendem que Peña sofra impeachment para que perca o foro privilegiado
O contexto do cenário político
O Congresso do Paraguai suspendeu, nesta 5ª feira (5.nov.2026), a sessão plenária conjunta que votaria a aceitação ou rejeição da renúncia do presidente Santiago Peña (Partido Colorado, direita). O cancelamento ocorreu por falta de quórum, após manobra do bloco governista.
Apesar do pedido de renúncia, opositores defendem que Peña sofra impeachment e seja formalmente retirado do cargo para que perca o foro privilegiado vitalício —direito inerente ao cargo mesmo depois da renúncia. Com o impasse, Peña segue como presidente do Paraguai.
Diante da esvaziada de plenário, o presidente do Congresso, senador Basilio Núñez (Partido Colorado, direita), declarou o fim da sessão conjunta.
Informações e repercussões do episódio
Congressistas da oposição afirmaram que a manobra governista ocorreu por receio da derrota. Segundo a senadora Blanca Ovelar, a contagem preliminar indicava maioria contra o pedido de renúncia.
“Pensaram que, tirando o quórum, evitariam a nossa vitória” , declarou Blanca, que é do partido de Peña, mas se opõe ao governo.
A senadora Celeste Amarilla (PLRA, centro-esquerda) defendeu o avanço do processo no Senado, lembrando o consenso já alcançado na Câmara.
Com a sessão conjunta travada, Núñez convocou sessão do Senado na noite desta 5ª feira (5.nov) para prosseguir com a análise do impeachment, que já foi aprovado na Câmara. A discussão foi suspensa e será retomada na 6ª feira (6.nov) às 10h.
A convocatória de Núñez se deu de última hora, após Peña se pronunciar no X e dizer que irá exercer seu direito à defesa no processo de impeachment.
A manifestação do presidente se deu enquanto congressistas especulam que ele tenha fugido para a Argentina . O governo de Javier Milei, porém, negou o relato.
Se a renúncia for aceita ou se Peña for formalmente retirado do cargo, o vice-presidente Pedro Alliana assumirá a Presidência . Ele também enfrentava um pedido de impeachment no Congresso, mas a Câmara dos Deputados rejeitou a abertura do processo.
Peña anunciou a sua renúncia , nesta 5ª feira (5.nov), na iminência de enfrentar um processo de impeachment –que pouco depois foi aprovado por unanimidade na Câmara e encaminhado ao Senado.
Ele alegou buscar a estabilidade social do país após o colapso do Ueno Bank, banco digital do qual foi acionista e que atendia cerca de 3 milhões de pessoas (quase metade da população paraguaia).
A crise travou os depósitos dos clientes e levou o BCP (Banco Central do Paraguai) a decretar a intervenção da instituição, após identificar que o índice de solvência desabou para menos de 50% do mínimo legal devido a créditos irregulares vinculados ao grupo controlador.
O escândalo provocou a renúncia do presidente do BCP, Carlos Carvallo, a suspensão das operações do banco e a abertura de uma investigação criminal pelo Ministério Público, que determinou a prisão de 8 dirigentes e ex-dirigentes, incluindo o presidente da instituição, Juan Manuel Gustale.
Em resumo
Manobra da base governista trava votação no Congresso por falta de votos para aceitar a renúncia; opositores defendem que Peña sofra impeachment para que perca o foro privilegiado
O Congresso do Paraguai suspendeu, nesta 5ª feira (5.nov.2026), a sessão plenária conjunta que votaria a aceitação ou rejeição da renúncia do presidente Santiago Peña (Partido Colorado, direita). O cancelamento ocorreu por falta de quórum, após manobra do bloco governista.
Apesar do pedido de renúncia, opositores defendem que Peña sofra impeachment e seja formalmente retirado do cargo para que perca o foro privilegiado vitalício —direito inerente ao cargo mesmo depois da renúncia. Com o impasse, Peña segue como presidente do Paraguai.
Diante da esvaziada de plenário, o presidente do Congresso, senador Basilio Núñez (Partido Colorado, direita), declarou o fim da sessão conjunta.
Congressistas da oposição afirmaram que a manobra governista ocorreu por receio da derrota. Segundo a senadora Blanca Ovelar, a contagem preliminar indicava maioria contra o pedido de renúncia. “Pensaram que, tirando o quórum, evitariam a nossa vitória” , declarou Blanca, que é do partido de Peña, mas se opõe ao governo.