Conselho fiscal do Rioprevidência rejeita contas após aportes no Master
Um dos principais pontos levantados pelo colegiado foi a forma como o fundo contabilizou, ao longo de 2025, os rendimentos obtidos com aplicações no Banco Master.

O Conselho Fiscal do Rioprevidência rejeitou, por unanimidade, as contas do fundo referentes ao ano de 2025.
Balanço não refletiu adequadamente a deterioração dos investimentos ligados
Segundo o colegiado, o balanço não refletiu adequadamente a deterioração dos investimentos ligados ao Banco Master, liquidado extrajudicialmente em novembro.
De acordo com o próprio Conselho Fiscal, essa é a primeira vez, desde que há registros, que as contas anuais do Rioprevidência são rejeitadas.
Um dos principais pontos levantados pelo colegiado foi a forma como o fundo contabilizou, ao longo de 2025, os rendimentos obtidos com aplicações no Banco Master.
No Plano Previdenciário, por exemplo, foram registrados R$ 826,17
No Plano Previdenciário, por exemplo, foram registrados R$ 826,17 milhões em receitas financeiras. Segundo a área técnica, o valor incluía rendimentos de Letras Financeiras emitidas pelo banco.
Para o Conselho Fiscal, o registro desses rendimentos não era, por si só, irregular enquanto os investimentos permaneciam em situação considerada normal. O problema estaria na ausência de uma revisão adequada desses valores diante da deterioração dos ativos.
Com a liquidação extrajudicial do Banco Master e a piora das perspectivas de recuperação dos recursos, o Conselho entendeu que o Rioprevidência deveria ter reconhecido contabilmente as perdas esperadas com esses investimentos.
Na avaliação do colegiado, a forma como os ativos foram registrados pode ter produzido uma situação patrimonial mais favorável do que aquela que efetivamente poderia ser realizada pelo fundo.
Os investimentos no Banco Master já eram alvo de investigação da Polícia Federal. Entre outubro de 2023 e julho de 2024, o Rioprevidência aplicou R$ 970 milhões em Letras Financeiras da instituição.
Depois, o fundo também investiu em produtos estruturados pelo Banco Master. Segundo a investigação da Polícia Federal, quatro fundos administrados pelo banco receberam, ao todo, R$ 2,01 bilhões do Rioprevidência. Ou seja, ao todo, quase R$ 3 bilhões foram expostos ao Master.
A PF identificou ainda uma proximidade temporal entre parte dos investimentos e encontros entre o então governador do Rio, Cláudio Castro, e o dono do Banco Master, Daniel Bueno Vorcaro. Castro nega qualquer benefício ao banqueiro.
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Em resumo
O Conselho Fiscal do Rioprevidência rejeitou, por unanimidade, as contas do fundo referentes ao ano de 2025. Segundo o colegiado, o balanço não refletiu adequadamente a deterioração dos investimentos ligados ao Banco Master, liquidado extrajudicialmente em novembro. De acordo com o próprio Conselho Fiscal, essa é a primeira vez, desde que há registros, que a
Um dos principais pontos levantados pelo colegiado foi a forma como o fundo contabilizou, ao longo de 2025, os rendimentos obtidos com aplicações no Banco Master. No Plano Previdenciário, por exemplo, foram registrados R$ 826,17 milhões em receitas financeiras. Segundo a área técnica, o valor incluía rendimentos de Letras Financeiras emitidas pelo banco.
Para o Conselho Fiscal, o registro desses rendimentos não era, por si só, irregular enquanto os investimentos permaneciam em situação considerada normal. O problema estaria na ausência de uma revisão adequada desses valores diante da deterioração dos ativos.
Com a liquidação extrajudicial do Banco Master e a piora das perspectivas de recuperação dos recursos, o Conselho entendeu que o Rioprevidência deveria ter reconhecido contabilmente as perdas esperadas com esses investimentos.
Na avaliação do colegiado, a forma como os ativos foram registrados pode ter produzido uma situação patrimonial mais favorável do que aquela que efetivamente poderia ser realizada pelo fundo.